A esclerose múltipla causa disfunção erétil em muitos homens porque pode comprometer os nervos responsáveis pela ereção, libido e resposta sexual masculina.
A esclerose múltipla é uma doença neurológica autoimune na qual o sistema imunológico passa a atacar estruturas saudáveis do sistema nervoso.
As causas ainda não estão totalmente esclarecidas, mas acredita-se que fatores genéticos tenham papel importante. Histórico familiar, algumas mutações genéticas e a infecção pelo vírus Epstein-Barr estão entre os principais fatores de risco associados à esclerose múltipla.
Os sintomas variam conforme a área do sistema nervoso atingida. A disfunção erétil na esclerose múltipla também é comum, e os mecanismos envolvidos serão explicados ao longo deste conteúdo.
A disfunção erétil, por exemplo, é uma condição relativamente comum em homens com esclerose múltipla, conforme será explicado ao longo deste conteúdo.
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A esclerose múltipla pode causar disfunção erétil?
A esclerose múltipla pode causar disfunção erétil em alguns homens, sendo essa uma alteração comum entre pacientes com a doença.
Segundo um artigo sobre o tema, a dificuldade de ereção pode ocorrer em 3 níveis:
- Primário: relacionado às lesões neurológicas causadas pela esclerose múltipla. Essas alterações afetam os circuitos nervosos responsáveis pela função sexual, prejudicando a transmissão dos sinais envolvidos na sensibilidade genital, ereção e orgasmo.
- Secundário: associado aos sintomas físicos da doença, como fraqueza, fadiga, espasticidade e alterações urinárias, que podem reduzir a disposição física e dificultar a atividade sexual.
- Terciário: relacionado aos impactos psicológicos e emocionais da esclerose múltipla. Depressão, ansiedade, alterações na autoestima e dificuldades de relacionamento podem interferir no desejo sexual e contribuir para a disfunção erétil.
Quais sintomas sexuais podem surgir
A disfunção erétil causada pela esclerose múltipla tem tratamento?
O tratamento da disfunção erétil associada à esclerose múltipla pode incluir medicamentos, psicoterapia e, em alguns casos, implante de prótese peniana. Entenda como cada abordagem funciona:
Medicamentos para ereção
Os medicamentos orais para ereção podem ser indicados quando não existem contraindicações cardiovasculares e quando há preservação parcial dos mecanismos neurológicos envolvidos na ereção.
Esses medicamentos atuam facilitando o aumento do fluxo sanguíneo para o pênis durante a excitação sexual.
Caso os medicamentos orais não apresentem o resultado esperado, o médico poderá indicar injeções intracavernosas, aplicadas diretamente no pênis, para ajudar na obtenção e manutenção da ereção.
Ajuste nos medicamentos da esclerose múltipla
Alguns medicamentos utilizados no tratamento da esclerose múltipla podem contribuir para a disfunção erétil, incluindo determinados antidepressivos.
Embora esses medicamentos sejam importantes para o controle dos sintomas emocionais e para a qualidade de vida do paciente, alguns antidepressivos podem aumentar a atividade da serotonina, neurotransmissor relacionado ao bem-estar.
Em alguns casos, essa alteração pode interferir em mecanismos envolvidos no desejo sexual, na libido e na ereção.
Por esse motivo, o médico poderá avaliar a necessidade de ajustar a dose, substituir o medicamento ou adotar outras estratégias para reduzir os efeitos colaterais sexuais sem comprometer o tratamento da esclerose múltipla.
Psicoterapia
A psicoterapia é uma importante aliada no tratamento da disfunção erétil em homens com esclerose múltipla.
O acompanhamento psicológico pode ajudar o paciente a lidar com sentimentos de ansiedade, tristeza, insegurança e preocupações relacionadas à vida sexual, contribuindo para a melhora do bem-estar emocional, dos relacionamentos e da qualidade de vida como um todo.
Prótese peniana
A prótese peniana pode ser indicada quando os tratamentos com medicamentos orais e injetáveis não apresentam os resultados esperados.
O modelo de prótese peniana semirrígida costuma ser uma opção frequente para homens com esclerose múltipla, pois seu manuseio é mais simples.
Para iniciar a relação sexual, basta posicionar a prótese para cima, sem a necessidade de mecanismos de acionamento mais complexos.
Dúvidas frequentes
Todo homem com esclerose múltipla terá impotência?
Não. Nem todo homem com esclerose múltipla terá disfunção erétil, o que depende do grau das lesões neurológicas.
Tadalafila funciona?
A tadalafila pode ser eficaz para alguns homens com esclerose múltipla, mas o medicamento exige avaliação multidisciplinar para avaliar benefícios e riscos específicos de cada caso.
A doença afeta a testosterona?
Sim. A esclerose múltipla pode atingir o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, área do cérebro que regula a produção dos hormônios sexuais, como a testosterona.
Quando procurar um urologista?
O homem com esclerose múltipla e disfunção erétil deve procurar um urologista quando houver dificuldade de ereção persistente, alterações na ejaculação, redução da libido ou perda de sensibilidade genital.
A investigação será multidisciplinar, por meio de avaliação hormonal para identificar uma possível redução dos níveis de testosterona e também com exames neurológicos.
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