Há relação entre escitalopram e disfunção erétil?

Escitalopram e disfunção erétil: pote de remédios aberto.

Há relação entre escitalopram e disfunção erétil?

Navegue pelo conteúdo

O escitalopram pode estar associado à disfunção erétil em alguns homens, possivelmente por interferir em mecanismos neuroquímicos relacionados à resposta sexual.

O escitalopram é um antidepressivo utilizado no tratamento da ansiedade e da depressão, mas pode estar associado a efeitos colaterais sexuais, como dificuldade para manter a ereção.

Isso acontece porque o aumento da serotonina, embora benéfico para o humor, pode inibir respostas ligadas ao desejo e ao desempenho sexual.

Vale ressaltar que nem todos os usuários apresentarão disfunções sexuais, já que cada organismo reage de maneira diferente ao medicamento.

Entenda, a seguir, como os antidepressivos podem interferir na vida sexual.

Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

O que é e para que serve o Escitalopram?

O Oxalato de Escitalopram é um fármaco utilizado no tratamento da depressão, ansiedade e outros transtornos relacionados.

Ele é classificado como um Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (ISRS) e seu uso é controlado, ou seja, requer prescrição médica e retenção de receita.

A literatura médica também descreve seu uso em outras condições, como transtorno disfórico pré-menstrual, ondas de calor e sudorese noturna associadas à menopausa.

Seu mecanismo de ação consiste na ligação a uma proteína responsável pelo transporte da serotonina, inibindo sua recaptação pelas membranas pré-sinápticas. 

Com isso, aumenta a disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sináptica, contribuindo para a regulação do humor.

Efeitos colaterais mais comuns do escitalopram

Os efeitos colaterais do escitalopram incluem náusea, dor de cabeça, congestão nasal, dor muscular, sudorese, boca seca, distúrbios do sono, além de aumento do apetite e do peso.

Silhueta masculina com a localização dos efeitos colaterais do escitalopram

Escitalopram causa disfunção erétil

Medicamentos antidepressivos podem causar efeitos colaterais na vida sexual dos pacientes, tanto em homens quanto em mulheres.

A intensidade dessas reações varia de acordo com a dose e o tipo de medicação. Entre os sintomas mais recorrentes, podemos citar:

  • Alterações da libido ou do desejo sexual;
  • Disfunção erétil;
  • Dificuldades para atingir o orgasmo;
  • Problemas para alcançar excitação e satisfação durante a relação sexual.

Além dos medicamentos da classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina), também estão associados a esses efeitos os Inibidores da Recaptação de Serotonina e Norepinefrina (IRSN), os antidepressivos tricíclicos e tetracíclicos, bem como os Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO).

Mas o que causa a disfunção erétil induzida por medicamentos?

Um artigo publicado no Journal of Medicinal and Chemical Sciences apresentou um estudo realizado com 90 camundongos, dos quais 30 receberam duas doses diárias de escitalopram durante seis semanas.

O estudo destaca que o escitalopram é um antidepressivo que aumenta a concentração de serotonina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar. 

Segundo os pesquisadores, os animais que receberam o medicamento apresentaram redução nos níveis de testosterona.

A testosterona é um hormônio importante para a função sexual masculina. Em alguns homens, níveis reduzidos podem estar associados a alterações do desejo sexual e, em determinadas situações, a queixas relacionadas à ereção.

O efeito é permanente?

Efeitos colaterais permanentes correspondem a danos irreversíveis causados por medicamentos. Segundo artigo publicado na National Library of Medicine, o escitalopram apresenta risco moderado de comprometimento da função sexual.

Os efeitos colaterais sexuais associados ao escitalopram, na maioria dos casos, são reversíveis e podem cessar após o período de adaptação do organismo ao medicamento.

Caso a reversão não ocorra de forma espontânea, uma das alternativas pode ser o ajuste da dose. No entanto, apenas o médico responsável pela prescrição poderá avaliar e definir a conduta terapêutica mais adequada para cada caso.

O que fazer se houver disfunção sexual durante o uso?

Confira o que fazer em caso de disfunção erétil durante o uso do escitalopram:

  • Não interrompa o medicamento por conta própria: a suspensão abrupta pode piorar a condição tratada, além de provocar sintomas de descontinuação, como irritabilidade, ansiedade e alterações no sono.
  • Converse com o médico: o profissional poderá avaliar a necessidade de ajustar a dose, substituir o medicamento ou associá-lo a outro fármaco para reduzir os efeitos sexuais do escitalopram.
  • Faça uma avaliação urológica: o acompanhamento com um urologista pode contribuir para a investigação de alterações hormonais e de outras possíveis causas da disfunção erétil.

Faça uma avaliação da sua saúde sexual

O escitalopram pode estar associado à disfunção erétil em alguns usuários. Nesses casos, a avaliação multidisciplinar, com participação de psiquiatra, psicólogo e urologista, pode auxiliar na definição da conduta mais adequada.

O Dr. Paulo Egydio é especialista no tratamento da disfunção erétil e desenvolve estratégias clínicas individualizadas, adequadas às necessidades de cada paciente.

Preencha o formulário de pré-análise para agendar uma consulta e esclarecer suas dúvidas sobre saúde sexual masculina com o médico.

9 Principais Causas da Impotência Masculina e Como Tratar 
Como melhorar a ereção? Confira 12 práticas para deixar o pênis mais duro 
Disfunção Erétil Medicamentosa: Tratamentos Disponíveis 
5 Melhores Suplementos para Libido Masculina Segundo Estudos 
Sexólogo ou Urologista: Qual Especialista Procurar Primeiro? 
Bomba Peniana e Injeções Penianas

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

Leituras Relacionadas