INSTITUTO EGYDIO
SAÚDE SEXUAL MASCULINA
CIÊNCIA, SAÚDE & INOVAÇÃO

Duloxetina causa disfunção erétil? Entenda os efeitos na função sexual

POR DR. PAULO EGYDIO · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

Os efeitos colaterais sexuais da duloxetina estão relacionados à redução da dopamina, neurotransmissor que regula o desejo sexual e o prazer.

A duloxetina é um antidepressivo que aumenta a atividade da serotonina e da noradrenalina, dois neurotransmissores relacionados, respectivamente, ao humor e à energia.

Esses neurotransmissores também influenciam a função sexual.

Por isso, alterações em seus níveis podem afetar a libido, o orgasmo e a ereção. A seguir, entenda como o medicamento age no organismo e se a duloxetina pode causar disfunção erétil. comprimidos em uma tonalidade de cinza escuro dispostos em uma superfície plana cinza claro.

O que é e como a duloxetina funciona?

A duloxetina, também conhecida como cloridrato de duloxetina, é um medicamento utilizado no tratamento da depressão, transtorno de ansiedade generalizada, fibromialgia, dor lombar crônica, osteoartrite e dor neuropática periférica diabética. 

Ela pertence à classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina, neurotransmissores que ajudam na regulação do humor e da percepção da dor. 

Após cumprirem sua função, a serotonina e a noradrenalina são reabsorvidas pelos neurônios. A duloxetina impede esse processo, fazendo com que esses neurotransmissores permaneçam ativos por mais tempo. 

Isso pode melhorar a comunicação entre as células nervosas e contribuir para os efeitos terapêuticos do medicamento.

Duloxetina pode causar disfunção erétil?

A duloxetina pode causar disfunção erétil em alguns homens porque altera a atividade de neurotransmissores que participam da resposta sexual.

O medicamento aumenta os níveis de serotonina e noradrenalina, o que ajuda a melhorar o humor, reduzir a ansiedade e aumentar a disposição. 

Além disso, um artigo publicado na plataforma StatPearls explica que a duloxetina também pode elevar os níveis de dopamina no córtex pré-frontal, região do cérebro relacionada à atenção, motivação e raciocínio.

Mas por que causa impotência em alguns homens?

Segundo um artigo da CNS Neuroscience & Therapeutics, a duloxetina pode afetar a função sexual por diferentes mecanismos: 

  • redução da ação da dopamina em áreas cerebrais ligadas ao desejo, ao prazer e ao interesse sexual, o que pode contribuir para dificuldades na função erétil;
  • aumento dos níveis de noradrenalina, que pode provocar maior contração dos vasos sanguíneos e dificultar o fluxo de sangue necessário para a ereção;
  • interferência no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, sistema responsável pela regulação da produção dos hormônios sexuais, podendo favorecer alterações hormonais relacionadas à função sexual.

em um fundo azul, comprimidos formam uma carinha triste.

Relacionado: Quais Antidepressivos Causam e Não Causam Impotência?

Quais outros sintomas podem ocorrer?

A duloxetina pode estar associada à disfunção erétil e também a outras alterações da função sexual, como: 

  • dificuldade de ejaculação, que pode se manifestar como ejaculação retardada ou ausente;
  • redução da sensibilidade genital;
  • dificuldade para atingir o orgasmo ou anorgasmia, condição caracterizada pela ausência de orgasmo.

O que fazer ao notar problemas de ereção durante o uso de duloxetina?

É fundamental buscar orientação médica assim que surgirem dificuldades de ereção ou qualquer outra alteração da função sexual durante o uso de antidepressivos. 

O psiquiatra é geralmente o primeiro profissional a ser consultado, pois foi quem prescreveu a duloxetina. Após a avaliação, ele poderá ajustar a dose, substituir o medicamento ou associar outro tratamento para reduzir os efeitos colaterais sexuais. 

Em alguns casos, o psiquiatra pode encaminhar o paciente a um urologista. Esse especialista poderá investigar se a disfunção erétil está relacionada apenas ao uso da medicação ou se existem outros fatores envolvidos.

Não interrompa o tratamento por conta própria

Parar de tomar duloxetina sem orientação médica pode causar sintomas de abstinência e agravar o quadro que motivou o tratamento.  Isso acontece porque o medicamento atua no equilíbrio químico do cérebro, e o organismo precisa de tempo para se adaptar à redução ou à suspensão da medicação.

Infográfico explicando por que não pode interromper o uso da duloxetina por conta própria.

A disfunção erétil pode ter outras causas

Categoria Exemplos Como pode afetar a ereção
Fatores psicológicos Ansiedade de desempenho, estresse, problemas no relacionamento e falta de autoestima Podem interferir na excitação sexual, no desejo e na capacidade de manter a ereção
Fatores físicos Diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e doenças renais Afetam o fluxo sanguíneo, os hormônios ou os sinais nervosos necessários para a ereção
Abuso de substâncias Cigarro comum, cigarro eletrônico, álcool e drogas ilícitas Prejudicam a circulação sanguínea e podem comprometer a resposta sexual
Duloxetina e efeitos sexuais Uso de duloxetina Pode causar efeitos colaterais sexuais, como diminuição da libido e dificuldade de ereção; avaliação médica é importante para identificar a causa dos sintomas e definir o tratamento adequado

Quando procurar atendimento médico

O homem deve consultar um urologista quando a dificuldade de ereção for frequente, houver redução das ereções matinais ou surgirem alterações na libido e na ejaculação. 

Com atendimento médico especializado, é possível investigar as causas da disfunção erétil e iniciar o tratamento apropriado para cada caso.

Preencha o formulário de pré-análise para agendar uma consulta com o Dr. Paulo Egydio, urologista especialista em tratamentos para disfunção erétil.      

Escrito por

Dr. Paulo Egydio

Médico urologista · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

Aviso: este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Para avaliar o seu caso, procure um especialista.

Agende uma avaliação médica

Fale com a equipe do Instituto Egydio pelo WhatsApp.

Agendar pelo WhatsApp
NESTE ARTIGO
    PRÉ-ANÁLISE

    Receba uma orientação inicial do Dr. Paulo Egydio em até 24 horas.

    COMPARTILHAR
    SOBRE O AUTOR

    Dr. Paulo Egydio

    Diretor Técnico e Médico Urologista do Egydio Medical Center. CRM-SP 67.482 · RQE 19514. Autor da Técnica de Egydio, descrita nas principais diretrizes urológicas internacionais.

    PRÓXIMOS PASSOS

    Ficou com dúvida sobre o seu caso?

    A indicação de qualquer tratamento depende de avaliação individual. Fale com a equipe do Egydio Medical Center para entender o próximo passo do seu caso.
    LEIA TAMBÉM

    Outros textos sobre Disfunção Erétil

    Conteúdo sobre o mesmo tema, revisado pelo Dr. Paulo Egydio.

    Tadalafila e Sildenafila para pacientes com doenças cardiovasculares pode ser um tratamento...

    O uso problemático de pornografia pode estar associado a dificuldades na saúde...

    Ter problemas de ereção pode ser um fator de risco para Peyronie....

    NEWSLETTER

    Mantenha-se atualizado com as novidades e notícias sobre Urologia no Egydio Medical Center!

    Tire todas as suas dúvidas, encontre vídeos, artigos e muito mais no blog do Dr. Paulo Egydio.

    Não perca nenhuma atualização! Cadastre-se na nossa newsletter e fique por dentro das últimas informações em saúde masculina.