Principais doenças neurológicas que causam disfunção erétil

médico com máscara azul clara, camisa branca em um consultório olhando radiografias do crânio dispostas uma ao lado da outra em um quadro de luz, representando doenças neurológicas e a disfunção sexual

Principais doenças neurológicas que causam disfunção erétil

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A esclerose múltipla e a doença de Parkinson são exemplos de doenças neurológicas que causam disfunção erétil por afetarem mecanismos envolvidos na função erétil.

A relação entre doenças neurológicas e impotência sexual ocorre porque o sistema nervoso é responsável por processar os estímulos sexuais e transmitir os sinais necessários para a resposta erétil.

Além das alterações neurológicas, essas doenças também podem afetar outros fatores importantes para a saúde sexual, como a circulação sanguínea, o equilíbrio hormonal e o bem-estar emocional.

A seguir, entenda como os danos ao sistema nervoso podem impactar a função erétil e conheça as principais opções de tratamento para a disfunção erétil de origem neurológica.

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Como as doenças neurológicas causam disfunção erétil?

As doenças neurológicas podem causar disfunção erétil porque provocam lesões no sistema nervoso central, estrutura responsável por receber, processar e transmitir informações pelo organismo. 

Quando essas doenças afetam áreas do cérebro, da medula espinhal ou dos nervos envolvidos na resposta sexual, a comunicação entre o cérebro e o pênis pode ser comprometida. Como consequência, os estímulos sexuais deixam de ser processados ou transmitidos adequadamente. 

Além disso, as alterações neurológicas podem prejudicar o controle dos vasos sanguíneos e dos músculos do pênis, dificultando o aumento do fluxo sanguíneo necessário para a obtenção e a manutenção da ereção. 

Como os nervos influenciam a ereção

A ereção depende da integração entre cérebro, medula espinhal e pênis, evidenciando a estreita relação entre a função erétil e o sistema nervoso. 

Segundo estudos sobre a fisiologia da ereção, os nervos parassimpáticos desempenham papel fundamental no início da resposta sexual. Durante a estimulação sexual, eles enviam sinais que promovem o relaxamento dos vasos sanguíneos do pênis, aumentando o fluxo de sangue para a região

Outro componente importante é o nervo pudendo, responsável por transmitir ao cérebro as sensações geradas pelo toque na região genital e por controlar os músculos do assoalho pélvico, que ajudam na manutenção da rigidez peniana.

Por esse motivo, lesões no cérebro, na medula espinhal ou em outras estruturas do sistema nervoso podem comprometer os mecanismos responsáveis pela ereção e prejudicar a função sexual masculina.

tablet posicionado em uma superfície branca exibindo imagens do cérebro.

Quais doenças neurológicas podem causar disfunção sexual?

Doença neurológica Principais sintomas Como pode afetar a sexualidade masculina
Doença de Parkinson Tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos, alterações do equilíbrio e da coordenação. Pode causar dificuldade de ereção, redução da libido, alterações na ejaculação e diminuição da satisfação sexual.
Esclerose Múltipla Fadiga, fraqueza muscular, alterações visuais, dormência, formigamento, incontinência urinária ou fecal e problemas de coordenação. Pode comprometer os sinais nervosos envolvidos na resposta sexual, causando disfunção erétil, redução da sensibilidade genital e alterações na ejaculação.
AVC (Acidente Vascular Cerebral) Fraqueza ou paralisia de um lado do corpo, dificuldade para falar, alterações cognitivas e de mobilidade. Pode afetar áreas cerebrais relacionadas ao desejo sexual e à ereção, além de reduzir a libido e prejudicar a resposta sexual.
Lesão Medular Perda parcial ou total dos movimentos e da sensibilidade abaixo do nível da lesão. Pode dificultar a ereção, alterar a ejaculação e reduzir significativamente a sensibilidade genital.
Neuropatia Diabética Formigamento, dormência, dor ou perda de sensibilidade, especialmente nas mãos e pés. Pode danificar os nervos responsáveis pela ereção e pela sensibilidade genital, aumentando o risco de disfunção erétil.
Doença de Alzheimer Perda de memória, confusão mental, dificuldade de raciocínio e alterações comportamentais. Pode reduzir o interesse sexual, afetar a intimidade e comprometer a resposta sexual devido ao declínio cognitivo.

Impactos emocionais da disfunção erétil

A disfunção erétil de origem neurológica pode afetar não apenas a função sexual, mas também o bem-estar emocional e a qualidade de vida. Entre os principais impactos estão: 

  • Ansiedade: a preocupação com o desempenho sexual e o medo de falhas podem aumentar os níveis de ansiedade, criando um ciclo que tende a agravar a disfunção erétil.
  • Depressão: doenças neurológicas estão frequentemente associadas a sintomas depressivos, que podem reduzir o interesse sexual e comprometer a qualidade da vida íntima. 
  • Baixa autoestima: além das limitações físicas, as alterações causadas pela doença podem afetar a autoimagem e a autoconfiança. 
  • Problemas nos relacionamentos: as dificuldades sexuais podem gerar tensão entre o casal, prejudicar a intimidade e dificultar a comunicação sobre expectativas e necessidades.

Existe tratamento para disfunção erétil de origem neurológica?

Sim. A disfunção erétil de origem neurológica pode ser tratada por meio de diferentes abordagens, de acordo com a causa, a gravidade dos sintomas e as condições de saúde do paciente.

Entre as principais opções estão: 

A seguir, entenda como funciona cada uma dessas estratégias terapêuticas.

Infográfico com estratégias de tratamento disfunção erétil de origem neurológica.

Dicas para melhorar a qualidade de vida e intimidade

Algumas atitudes simples podem contribuir para o bem-estar geral e para a manutenção da vida sexual:

  1. Manter uma comunicação aberta com o parceiro;
  2. Adotar uma alimentação saudável;
  3. Praticar exercícios físicos regularmente;
  4. Controlar os níveis de estresse;
  5. Buscar apoio profissional para lidar com questões emocionais, quando necessário.

Quando procurar um urologista?

Pacientes com doenças neurológicas devem procurar um urologista ao apresentar dificuldade persistente para obter ou manter a ereção, diminuição da sensibilidade genital, alterações na libido ou sintomas urinários, como incontinência urinária. 

A avaliação médica é importante para identificar as causas da disfunção sexual e definir o tratamento mais adequado para cada caso. 

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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