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A técnica de Nesbit modificada por Kêlami é aquela em que o local e o tamanho da excisão são definidos com o auxílio de um instrumento e com o pênis ereto. Conheça essa evolução.
Em 1965, surgiu a técnica de Nesbit, que determina a realização de plicaturas na túnica albugínea para igualar o lado longo do pênis ao lado curto.
A partir daí, a área urológica evoluiu, permitindo que novas técnicas derivadas dos aprendizados de Nesbit chegassem até os pacientes para proporcionar mais satisfação.
O que é a Técnica de Nesbit Modificada?
A técnica de Nesbit modificada, é, na verdade, um conjunto de variantes descrita por diferentes autores.
A técnica de Kelâmi-Nesbit é uma das mais conhecidas entre elas.
Nessa técnica de Nesbit modificada, o cirurgião utiliza uma espécie de pinça, chamada de clamp de Allis, para “morder” a estrutura da túnica albugínea do pênis em estado ereto.
Dessa forma, é possível conferir se esse é o ponto que deixa o pênis mais alinhado, fazer a elipse, além de definir o seu tamanho, para então realizar a excisão.

A técnica oferece mais precisão para o alinhamento quando comparada à técnica de Nesbit original, razão pela qual é considerada uma evolução.
Em quais casos a Técnica de Nesbit Modificada é indicada?
A técnica de Kêlami-Nesbit é indicada para alguns perfis de pacientes. São eles:
- Pacientes com curvatura peniana;
- Pacientes sem afinamento peniano;
- Pacientes sem disfunção erétil;
- Pacientes que não necessitam de prótese peniana;
- Pacientes que não se importam com a redução de tamanho peniano.
Quais os prós e contras da Técnica de Nesbit Modificada?
A versão modificada de Nesbit representa um avanço na medicina, já que oferece mais opção para o tratamento da curvatura peniana.
A variação de Kêlami-Nesbit proporciona ao homem o alinhamento do pênis de uma forma mais precisa, pois com o clamp de allis, o médico consegue encontrar o local exato para realizar a cirurgia.
Por outro lado, a técnica de Nesbit modificada nada mais é do que uma série de intervenções realizadas no lado longo do pênis. Isso quer dizer que, para alinhar o membro, será preciso reduzir esse lado, o que resultará na diminuição do tamanho geral do membro – o que costuma ser motivo de frustração para os homens.
Essa técnica de Nesbit modificada trata apenas a curvatura peniana, com a redução de tamanho do membro. Homens que apresentam um ou mais pontos de afinamento não terão a recuperação de calibre – o pênis continuará afinado depois da cirurgia.
Devido às excisões e suturas, as modificações são cirurgias complexas, o que aumenta o risco de complicações, como infecções e formação de fístula.
Além disso, a curvatura peniana pode voltar, pois a cirurgia não previne a formação de novas fibroses e ao “morder” o pênis, o clamp de Allis pode desencadear uma fibrose em um ponto em que ela não existia.

Quais são os resultados esperados?
O professor Kelâmi, responsável por uma das técnicas de Nesbit modificadas, publicou um estudo em 1987, época em que descreveu a técnica, que mostra os resultados a satisfação dos pacientes operados com sua técnica.
Após 10 anos realizando esse tipo de cirurgia em 100 homens com curvatura peniana congênita, 96 pacientes apresentam o pênis alinhado e com plena capacidade de penetração.
Segundo o estudo do professor Kelâmi, apenas quatro pacientes operados gostariam que o pênis fosse mais alinhado, embora a penetração fosse possível.
Existe outro tratamento para curvatura peniana?
A curvatura peniana pode ser tratada de muitas maneiras, inclusive com opções clínicas, que costumam ser a primeira linha de tratamento.
Medicamentos e injeções penianas que ajudam a estabilizar as fibroses e, ao mesmo tempo, dar firmeza para a penetração, podem ser indicados para o seu caso, a depender da avaliação do urologista após a realização de exames.
Se for necessário recorrer ao tratamento cirúrgico, é fundamental avaliar a melhor estratégia cirúrgica para o seu caso, uma vez que existem mais de 15 alternativas para tratar a curvatura peniana.
Atualmente, cirurgias com a técnica de Nesbit modificada e a original ainda são realizadas, mas já não são as mais modernas para o tratamento da Doença de Peyronie ou da curvatura congênita.
A Técnica Egydio, que usa princípios geométricos para criar expansão sem remover os tecidos, é um exemplo de tratamento recente para homens que convivem com quadros graves dessas condições.
Para conhecer as opções cirúrgicas para o tratamento da curvatura peniana e entender qual é a mais indicada para o seu caso, fale conosco e agende uma consulta.



