Doença cardíaca e disfunção erétil: veja como evitar problemas de ereção

Problemas Cardiovasculares, dificuldade de ereção e prótese peniana

Doença cardíaca e disfunção erétil: veja como evitar problemas de ereção

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A relação entre doença cardíaca e disfunção erétil se dá devido a interferências no fluxo sanguíneo do pênis.

Os homens devem entender a disfunção erétil como alerta para o coração, pois a dificuldade de manter a ereção pode ser um dos sinais de alerta para doenças cardíacas que surgem precocemente.

Os sintomas de problemas cardíacos no homem podem incluir dor no peito, falta de fôlego para terminar a relação e outros. Quando esses sinais aparecem junto da dificuldade de manter a ereção, é um sinal que merece avaliação médica, especialmente cardiológica.

Doença cardíaca e disfunção erétil: entenda a relação

A disfunção erétil e as doenças cardíacas estão intimamente ligadas, sobretudo por conta do funcionamento da circulação sanguínea e ereção.

Para acontecer, a ereção depende de um fluxo de sangue suficiente e constante, para ser mantida. Se a circulação estiver comprometida, seja por estreitamento, endurecimento das artérias ou obstruções por placas ateroscleróticas, o fluxo fica prejudicado. A pressão arterial alta é um dos fatores que mais afetam esse processo.

Quando a circulação diminui, aumenta a predisposição à fibrose dos tecidos. No pênis, esse processo pode levar, conforme o quadro individual, à curvatura, à perda de tamanho e a afinamentos — achados observados na Doença de Peyronie.

isso leva à curvatura, redução de tamanho e afinamentos – .

A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de que o homem precisa olhar para a saúde cardiovascular.

Um recente estudo da Mayo Clinic identificou que essa condição costuma surgir de 2 a 5 anos antes de eventos mais sérios, como infartos ou outras doenças do coração. Isso ocorre porque as artérias penianas são mais finas e manifestam alterações vasculares mais cedo que as coronárias maiores.

Principais fatores de risco cardiovasculares ligados à impotência

Os fatores de risco para doenças cardíacas podem ser causas ou agravantes da impotência. Entre eles, destacam-se condições metabólicas, hábitos de vida e escolhas comportamentais que tendem a prejudicar a saúde sexual e o coração.

  • Hipertensão arterial (pressão alta): a hipertensão pode danificar as artérias, tornando-as menos flexíveis.
  • Diabetes: quando não bem controlado, as complicações do diabetes causam danos tanto nos vasos sanguíneos quanto nos nervos responsáveis pela ereção.
  • Colesterol elevado (LDL): favorece a formação de placas nas artérias (aterosclerose), que estreita as vias por onde o sangue deveria chegar.
  • Sedentarismo: a falta de atividade física contribui para piora da circulação, desenvolvimento de diabetes, acúmulo de gordura e alterações metabólicas que afetam os mecanismos vasculares.
  • Obesidade: está associada a desequilíbrios hormonais, como queda de testosterona, aumento de inflamação no corpo e sobrecarga no sistema cardiovascular, prejudicando o funcionamento adequado dos vasos sanguíneos.
  • Tabagismo e consumo de álcool: o fumo danifica o interior dos vasos e favorece a formação de placas, enquanto o uso excessivo de álcool pode prejudicar nervos, hormônios sexuais, libido e agravamento de doenças cardíacas pré-existentes.

Sintomas e sinais de alerta

A disfunção erétil pode ser um dos primeiros sinais de que há problemas no coração e na circulação, mas a vida sexual pode outras pistas para identificar riscos cardiovasculares.

Saiba ao que ficar atento na hora H:

  • Dificuldade ou impossibilidade de ter ou manter uma ereção;
  • Dor no peito (angina);
  • Falta de ar durante a relação sexual;
  • Palpitações;
  • Tonturas;
  • Cansaço desproporcional.

Quando procurar avaliação médica

É muito importante procurar avaliação médica ao notar episódios frequentes de disfunção erétil, especialmente se acompanhados dos demais sintomas relatados acima.

Além disso, homens que apresentam fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol alto ou histórico familiar de doença cardíaca, precisam redobrar os cuidados para identificar rapidamente alterações e prevenir complicações, tanto para a saúde sexual quanto cardiovascular.

Prevenção e cuidados para proteger coração e ereção

Cuidar do coração é fundamental para preservar a função erétil. Conheça as principais medidas de prevenção da disfunção erétil em homens com cardiopatia que devem acompanhar o tratamento prescrito para garantir a saúde vascular.

  • Adotar hábitos saudáveis: evitar alimentos prejudiciais para a ereção, exercícios regulares e sono de qualidade estão associados a melhor perfil cardiovascular e sexual, podendo favorecer parâmetros como função endotelial e o óxido nítrico.
  • Controle de pressão, glicemia e colesterol: esses são os principais fatores de risco para a disfunção erétil orgânica. Controlar esses parâmetros reduz o risco de infarto e AVC e, ainda, de desenvolver impotência devido à má circulação.
  • Check-ups cardiovasculares regulares: com avaliações médicas periódicas que incluem aferição de pressão, exames de perfil lipídico, glicemia e cardiológicos, podem detectar precocemente e monitorar alterações vasculares.

Como prevenir a impotência se tenho hipertensão ou diabetes?

Os homens que convivem com hipertensão ou diabetes precisam evitar picos ou oscilações que danificam os vasos e nervos ligados à ereção. Para isso, eles devem tomar os medicamentos conforme prescrição médica e, quando necessário, realizar medições regulares de pressão e glicemia.

Nesse sentido, um estudo publicado na MDPI em 2024 demonstrou que o monitoramento contínuo da glicose em pacientes com diabetes tipo 1 ajuda a reduzir a variabilidade glicêmica e a inflamação, dois fatores ligados à disfunção erétil.

Os resultados do estudo reforçam a importância de estratégias preventivas como uso de tecnologias de controle glicêmico, adesão a medicamentos para hipertensão e dislipidemia, prática regular de exercícios aeróbicos, sono adequado e dieta equilibrada.

Tratamento da disfunção erétil em pacientes cardíacos

O tratamento da impotência em pacientes cardíacos deve ser feito por um urologista, que vai levar em consideração as condições do paciente e indicar as melhores opções para cada quadro.

Contudo, ao tratar a disfunção erétil, é recomendado cuidar do sistema circulatório em paralelo, pois o bom funcionamento do coração é essencial para ambos. 

Medicamentos seguros para quem tem cardiopatia

Os remédios para ereção podem não ser indicados para todos os perfis de pacientes cardíacos. O uso necessita de uma avaliação para garantir segurança.

Medicamentos como Sildenafila e Tadalafila são os mais comuns. Eles atuam aumentando a disponibilidade de óxido nítrico nos vasos do pênis, promovendo vasodilatação e favorecendo a ereção.

Esses medicamentos não devem ser usados por quem faz uso de nitratos. Essa combinação pode causar uma queda súbita e perigosa da pressão arterial.

Em pacientes com angina instável, insuficiência cardíaca descompensada, arritmias ou infarto recente, esses medicamentos podem ser indicados após a estabilização clínica.

Para homens com quadros controlados, em casos selecionados, o uso pode ser considerado sob supervisão médica, após avaliação de riscos, comorbidades e interações.

Já o uso de medicamentos sem prescrição médica ou de suplementos pouco estudados, como o Potencil, são desaconselhados. Essa prática tem um risco maior de efeitos adversos e desconhecidos.

Alternativas não farmacológicas

Quando os tratamentos baseados em medicamentos não surtem o efeito esperado em homens aptos a essa alternativa, os pacientes podem ser candidatos a uma cirurgia de implantação de prótese peniana.

Nesses casos, além de uma avaliação da saúde sexual, é preciso avaliar a saúde do coração. O implante em pacientes diabéticos, por exemplo, é possível, mas exige mais cuidados quanto à higienização e cicatrização. 

A reconstrução peniana deve ser realizada antes de colocar o implante. Com essa etapa do procedimento, o cirurgião pode recuperar, até o limite dos nervos, tamanho e calibre do pênis acometido pela Doença de Peyronie

Após, é possível inserir uma prótese com dimensões otimizadas, que acompanhe a nova anatomia do órgão. Neste caso, pode eliminar a necessidade de medicamentos para a ereção, conforme avaliação médica e expectativas do paciente.

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Ter doença cardíaca e disfunção erétil não significa necessariamente o fim das relações sexuais satisfatórias. O Dr. Paulo Egydio, urologista e andrologista, busca explicar esse e outros mitos em seu canal do YouTube

Com mais de 25 anos de atendimento clínico e cirúrgico a homens com queixas relacionadas à função sexual, Dr. Paulo Egydio incentiva os pacientes a procurar apoio especializado o quanto antes.

Acesse o canal e saiba mais sobre os fatores de risco cardiovasculares e impotência, Doença de Peyronie e outros assuntos que ajudam a manter a saúde sexual masculina em dia.

Não deixe de acompanhar e ativar as notificações para prevenir e assegurar um tratamento mais rápido e eficaz para a sua qualidade de vida sexual.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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