Quais são as principais complicações do diabetes?

Quais são as principais complicações do diabetes?

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O diabetes pode contribuir para o surgimento de problemas cardiovasculares e renais. Quando não controlado, pode aumentar o risco de amputações e também impactar a vida sexual dos homens, com a possibilidade de causar disfunção erétil e problemas de ejaculação. Continue para saber mais sobre os perigos do diabetes e como evitar a doença.

As complicações do diabetes afetam o coração e rins, causam cegueira e podem resultar em amputação dos membros inferiores. A sexualidade também é afetada porque com a circulação comprometida, o pênis não recebe sangue suficiente para a ereção.

Por isso, é recomendável que os diabéticos sigam a medicação prescrita, mantenham uma alimentação saudável, pratiquem atividade física e façam acompanhamento médico regular para minimizar o risco de complicações.

Neste texto, vamos abordar os perigos do diabetes descontrolado e medidas que podem ser tomadas para controlar e tratar a condição.

Complicações derivadas do diabetes

As complicações do diabetes tipo 2 são as mais conhecidas. Elas envolvem as falhas no funcionamento do coração e dos rins, além de cegueira devido à obstrução dos vasos sanguíneos. Entenda:

Doenças cardiovasculares

O diabetes mellitus e as doenças cardiovasculares se relacionam e agravam-se mutuamente. Isso porque a doença cria placas de gordura que endurecem as artérias, o que dificulta a circulação e aumenta a pressão arterial, podendo chegar a um infarto.

As doenças cardíacas diminuem o fluxo sanguíneo e aumentam o risco de úlceras na pele. Além disso, medicamentos para tratar problemas cardíacos como os corticosteroides podem aumentar o apetite e, se o paciente ingere alimentos pobres em nutrientes, isso propicia acúmulo de gordura abdominal.

modelo de um coração de acrílico com suas artérias

Leia também: Obesidade e disfunção erétil: entenda como o sobrepeso atrapalha a ereção

Neuropatia diabética

A neuropatia diabética é uma das principais complicações crônicas do diabetes tipo 2, mas também é considerada uma das complicações do diabetes tipo 1.

O excesso de açúcar reduz o fluxo de sangue nas mãos e pés e se manifesta com os seguintes sintomas:

  • perda de sensibilidade;
  • queimação;
  • formigamento.

Outro sintoma é o ressecamento, principalmente nos pés. A doença causa rachaduras que evoluem para feridas que não cicatrizam. Essa condição é chamada de pé diabético e quando há perda de sensibilidade, pode acontecer de uma lesão perfurar a pele a pessoa não sentir.

O tratamento pode incluir o uso de cremes específicos, calçados adequados, uma alimentação balanceada e acompanhamento médico. Em casos não tratados, a amputação pode ser necessária. A neuropatia diabética é uma das causas mais comuns de amputações não traumáticas, ou seja, não relacionadas a acidentes.

Problemas circulatórios

A diabetes entope as artérias e assim, o sangue não circula como deveria. Essa redução do fluxo resulta em feridas nos pés que não cicatrizam, infarto, acidente vascular cerebral e doenças nos rins.

Problemas renais

Os problemas nos rins são complicações do diabetes tipo 1 e também do diabetes tipo 2. Isso porque os níveis elevados de açúcar no sangue fazem os rins trabalharem mais para conseguir filtrar o sangue. O esforço danifica os vasos sanguíneos e o organismo não consegue eliminar o excesso de proteínas.

Por que o diabetes pode provocar cegueira?

No glaucoma, os nervos óticos sofrem danos e se não tratado, causa cegueira. Diabéticos têm 40% mais chances de desenvolverem glaucoma.

Outra doença ocular atrelada à diabetes é a catarata. Nessa condição há o acúmulo de líquidos no cristalino, a lente natural do olho. Esse excesso de líquidos deixa a visão turva, traz dificuldade para enxergar à noite e pode cegar se não for tratada.

Já as complicações da diabetes tipo 1, a cetoacidose diabética é uma das principais. Ela é a queda drástica de insulina que gera a produção de ácidos que ficam acumulados no organismo. A cetoacidose diabética também faz parte das complicações agudas da diabete mellitus do tipo 2 quando o paciente está com alguma infecção.

Como o diabetes pode causar disfunção erétil?

O diabetes danifica nervos e vasos sanguíneos, com isso, o sangue não chega até o pênis e, a ereção ou não acontece, ou quando acontece, não é firme.

Segundo o artigo “Disfunção sexual associada ao diabetes mellitus em homens: revisão de literatura”, aproximadamente 50% dos homens diabéticos possuem disfunção erétil.

Sintomas de disfunção erétil em diabéticos

Os mesmos sintomas da disfunção erétil em homens diabéticos são os mesmos que daqueles que não possuem a doença: dificuldade para ter uma ereção, ou então, para mantê-la.

Leia também: Como melhorar a ereção? Confira 10 práticas para deixar o pênis mais duro

Tratamentos recomendados para DE em diabéticos

Os tratamentos para disfunção erétil causada por diabetes tem as seguintes possibilidades:

  1. Medicamentos inibidores da fosfodiesterase: Viagra, Cialis e Levitra aumentam o fluxo de sangue no pênis e melhoram a ereção;
  2. Injeções intracavernosas: aplicadas nos corpos cavernosos, essas injeções aumentam o fluxo sanguíneo e deixam o pênis ereto. São opções quando os medicamentos inibidores da fosfodiesterase não dão certo;
  3. Reposição de testosterona: quando os níveis desse hormônio estão baixos, a reposição pode ser prescrita;
  4.  Vacuoterapia: uma bomba a vácuo que leva sangue aos corpos cavernosos e estimula a ereção.

pessoa tirando sangue da ponta do dedo indicador de uma das mãos para medir açúcar no sangue

Quando a prótese peniana é recomendada?

A prótese peniana é recomendada para homens com diabetes tipo 1 ou tipo 2 que não obtiveram resultados com os medicamentos orais, injeções nem com a vacuoterapia.

Para saber se a prótese é realmente necessária e qual tipo é a mais adequada, o homem precisa ser avaliado por um urologista.

Como controlar o diabetes para evitar complicações?

Para evitar as complicações do diabetes é preciso:

homem aplicando insulina na barriga

  • acompanhamento com cardiologista, endocrinologista e urologista;
  • usar a terapia indicada, insulina para diabetes tipo 1 e medicamentos orais para diabetes tipo 2;
  • dieta balanceada;
  • exercícios físicos;
  • cuidados com os pés, caso a pessoa tenha pé diabético.

Como prevenir o diabetes?

O diabetes tipo 1 é uma doença imunológica, na qual as células de defesa atacam o pâncreas e o organismo produz pouco ou nada de insulina, portanto, não tem como evitar.

Mas, dá para prevenir o diabetes tipo 2 com hábitos saudáveis, confira:

  • alimentação balanceada com grãos integrais, frutas e vegetais;
  • manter o peso saudável;
  • atividade física;
  • fazer check-up regularmente;
  • se consumir bebidas alcoólicas, fazer com moderação;
  • se for fumante, parar com o vício.

A falta de controle do diabetes pode aumentar o risco de complicações, como amputação de membros inferiores, infarto, AVC, cegueira e problemas renais. O diabetes também atinge a sexualidade e os homens podem ter problemas de ereção.

Caso haja sinais de disfunção erétil, uma pré-análise com o Dr. Paulo Egydio pode ajudar a identificar os próximos passos para melhorar sua saúde sexual. Envie uma mensagem e receba uma análise inicial no seu e-mail em até 24 horas.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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