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O câncer de pênis pode ser causado por fatores como má higiene, fimose e ISTs, mas tem cura quando diagnosticado cedo. Descubra as principais formas de prevenção e tratamento.
O câncer de pênis se desenvolve a partir de células anormais que crescem de maneira descontrolada, geralmente começando na pele ou na glande (cabeça do pênis). Se não for diagnosticado e tratado cedo, pode se espalhar para outras áreas.
Diversos fatores podem contribuir para o surgimento da doença, como má higiene e infecções sexualmente transmissíveis.
De 2013 a 2023, o número de amputações penianas no Brasil devido ao câncer chegou a mais de 6 mil casos. Anualmente, cerca de 645 homens perdem o pênis em decorrência da doença.
Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em conjunto com o Ministério da Saúde, mostram que o câncer peniano ainda é cercado de desinformação, mesmo com medidas preventivas simples. Em 2021, a doença foi responsável pela morte de 478 pessoas, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer.
Por isso, é urgente conscientizar a população sobre o câncer de pênis, uma doença que pode ser evitada e tratada de forma eficaz quando identificada no início.
Saiba mais a seguir!
Tipos de câncer de pênis
Existem diferentes tipos de câncer de pênis, que variam conforme as células afetadas. O mais comum é o carcinoma de células escamosas. Ele geralmente começa na superfície do pênis, afetando a pele ou a glande (cabeça do pênis). Apesar de seu crescimento ser lento, pode se espalhar para outras áreas se não for tratado a tempo.
Além disso, há o carcinoma basocelular, que é menos comum e tende a crescer mais lentamente. Ele raramente se espalha para outras partes do corpo, mas, assim como qualquer câncer, precisa de tratamento adequado.
Outros tipos raros incluem o melanoma, que atinge as células responsáveis pela cor da pele, e o sarcoma, que afeta os tecidos mais profundos, como os músculos ou vasos sanguíneos do pênis.
Quais as causas de câncer de pênis?
As causas ainda não são totalmente conhecidas pela medicina. Porém, o que já sabemos é que existem fatores de risco que aumentam as chances de contrair a doença – embora pessoas que não estão sujeitas a nenhum deles ainda possam apresentar a enfermidade.
Os principais são:
- Má higiene íntima: o acúmulo de esmegma (secreção de óleos, células mortas e bactérias) entre a glande e o prepúcio pode causar inflamações e aumentar o risco de câncer.
- Fimose: homens com fimose têm maior chance de acumular esmegma, elevando o risco de inflamações e câncer. A circuncisão na infância reduz esse risco.
- Tabagismo: produtos químicos presentes no cigarro podem danificar o DNA das células penianas, contribuindo para o desenvolvimento de câncer.
- Infecções sexualmente transmissíveis (ISTs): doenças como AIDS, que reduz a imunidade, e HPV, presente em alguns casos, são fatores que aumentam a chance de câncer de pênis.
- Idade avançada: homens com mais de 55 anos representam 80% dos casos de câncer de pênis.
Quem tem fimose pode ter câncer?
Sim, homens com fimose têm um risco maior de desenvolver câncer de pênis. Isso acontece porque a fimose dificulta a higienização adequada da região, o que pode levar ao acúmulo de esmegma – uma secreção formada por células mortas, óleos e bactérias.
A falta de higiene adequada no pênis, especialmente em homens com fimose, facilita o surgimento de infecções e inflamações que podem danificar as células da pele. Ao longo do tempo, essas alterações podem aumentar as chances de desenvolvimento do câncer.
Por outro lado, a circuncisão – especialmente se realizada na infância – reduz consideravelmente esse risco, já que facilita a limpeza adequada da região. Por mais que a fimose cause câncer, é possível prevenir o problema com uma boa higiene diária e cuidados médicos apropriados.

Quais os sintomas de câncer de pênis?
O câncer de pênis dá sinais visíveis: ele normalmente surge como uma área avermelhada ou uma ferida sobre o prepúcio, a cabeça ou o corpo do membro e que, ao contrário do esperado, não some com o passar do tempo.
Esteja atento a sintomas como:
- Ferida avermelhada que não cicatriza;
- Nódulo no pênis;
- Alterações na espessura ou coloração do pênis;
- Secreção da uretra acompanhada de mau cheiro;
- Sangramento pela uretra;
- Inchaço na extremidade do pênis;
- Dor e inchaço nos gânglios inguinais (ínguas na virilha).
Na maioria das vezes, os sintomas não caracterizam câncer de pênis, pois há outras doenças, como herpes, sífilis ou doenças autoimunes, que possuem semelhanças. No entanto, é importante buscar um urologista para investigar a fundo.
Leia também: 10 principais doenças penianas: quais são, como identificar e tratar
Em quanto tempo o HPV pode virar câncer no homem?
O HPV pode levar anos, ou até mesmo décadas, para se transformar em câncer no homem. Na maioria dos casos, o vírus é combatido pelo sistema imunológico antes de causar qualquer complicação.
No entanto, quando isso não acontece, o HPV pode provocar alterações nas células que, com o tempo, podem se tornar cancerígenas.
Por isso, é importante realizar uma avaliação clínica regular e manter uma boa higiene para detectar precocemente qualquer alteração e prevenir o avanço do HPV para formas mais graves, como o câncer.
Diagnóstico do tumor
O diagnóstico do tumor de pênis começa com a observação de sinais visíveis e palpáveis na região genital. Em geral, os primeiros indícios incluem lesões, úlceras persistentes ou manchas vermelhas que não cicatrizam, além de nódulos ou inchaços.
Qualquer alteração na pele do pênis que persista por várias semanas deve ser motivo de atenção e um sinal para procurar um médico.
Durante a consulta, o urologista deve realizar um exame clínico detalhado, observando essas lesões e procurando por nódulos ou áreas endurecidas. Se houver suspeita de tumor, o próximo passo pode ser uma biópsia, que consiste em retirar uma pequena amostra da área afetada para análise laboratorial.
Além da biópsia, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia também podem ser solicitados, especialmente se houver suspeita de que o câncer tenha se espalhado para outros tecidos ou órgãos.
Esses exames ajudam a verificar a extensão do tumor e a determinar o estágio da doença, o que é essencial para planejar o tratamento.

Como tratar o câncer de pênis?
O tratamento depende diretamente do estágio em que o tumor foi diagnosticado. Quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de cura com intervenções menos invasivas.
Tratamento para casos iniciais
Lesões pré-cancerígenas e casos menos graves podem ser tratados com a postectomia (circuncisão), removendo o prepúcio onde o tumor pode estar localizado. Em alguns casos, medicamentos tópicos aplicados diretamente na lesão peniana também são eficazes.
A cirurgia é o tratamento mais comum e costuma ser simples quando o tumor é identificado precocemente. Procedimentos como excisão local, que envolve a remoção da área afetada com suturas ou enxertos, são frequentes e garantem bons resultados sem a necessidade de intervenções mais agressivas.
Tratamento para estágios avançados
Em estágios mais avançados, o tratamento tende a ser mais invasivo. A penectomia, que pode ser parcial ou total, é necessária quando o tumor está mais desenvolvido.
Nesse procedimento, parte ou todo o pênis é removido, criando uma nova abertura para a saída da urina. Em alguns casos extremos, o escroto também precisa ser removido. A decisão depende do quão avançado está o câncer e de seu impacto em outros tecidos.
Além da cirurgia, radioterapia e quimioterapia podem ser indicadas, seja como tratamento exclusivo ou em combinação com procedimentos cirúrgicos. Essas terapias ajudam a reduzir o tamanho do tumor e controlar sua disseminação.
Vale destacar que as consequências físicas e psicológicas dessas intervenções podem ser profundas, especialmente em tratamentos mais agressivos. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para minimizar danos e preservar a qualidade de vida.
Uma abordagem inovadora que está sendo estudada é o transplante de pênis em pacientes que passaram por penectomia total, utilizando um órgão doado com características semelhantes.
No entanto, há questões, como a disfunção erétil, que ainda precisam ser melhor compreendidas para que esse tratamento se torne uma realidade viável.
Como prevenir o câncer de pênis?
Felizmente, o câncer de pênis pode ser prevenido com algumas ações simples e cuidados diários. A prevenção está diretamente ligada à higiene íntima e à adoção de hábitos saudáveis, que ajudam a evitar infecções e inflamações que podem levar ao desenvolvimento do tumor.

A seguir, estão as principais medidas preventivas:
- Higienização adequada: lavar o pênis diariamente, especialmente a região entre a glande e o prepúcio, evita o acúmulo de esmegma e infecções.
- Evitar o tabagismo: parar de fumar reduz o risco de câncer de pênis, já que os produtos químicos do cigarro podem danificar o DNA das células penianas.
- Vacinação contra o HPV: a vacina contra o HPV é uma medida eficaz para prevenir infecções por esse vírus, que está relacionado ao surgimento de câncer no pênis.
- Realizar a circuncisão: a circuncisão, principalmente se realizada na infância, pode reduzir o risco de infecções e acúmulo de esmegma.
- Uso de preservativos: proteger-se durante o sexo ajuda a evitar infecções sexualmente transmissíveis, como o HPV e outras ISTs, que aumentam o risco de câncer de pênis.
- Consultas regulares ao urologista: realizar exames de rotina e buscar atendimento médico ao notar qualquer alteração na região genital são atitudes importantes para o diagnóstico do câncer de pênis precoce.
O diagnóstico precoce previne amputações
O diagnóstico precoce do câncer é a chave para evitar tratamentos invasivos, como a amputação total do pênis. Quando a doença é identificada logo no início, as chances de cura aumentam significativamente, e os procedimentos médicos podem ser menos traumáticos.
Proteger a saúde peniana não é apenas uma questão de bem-estar, mas também de qualidade de vida. Evitar complicações graves, que podem afetar a função sexual e a confiança, depende de atitudes simples, como manter bons hábitos de higiene e buscar acompanhamento médico sempre que necessário.
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