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As doenças cardiovasculares e prótese peniana podem ter relação direta para alguns homens, pois o dispositivo favorece a ereção nos pacientes que não têm uma boa vascularização. Entenda mais sobre isso.
Doença coronariana, hipertensão arterial, AVC, doenças das válvulas cardíacas… Algumas doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos podem contribuir para dificuldades na hora H, tornando a relação entre doenças cardiovasculares e prótese peniana necessária.
A maioria dos homens demora, em média, de 3 a 5 anos para procurar ajuda de um urologista quando surge um problema de ereção. As doenças cardiovasculares estão entre as causas orgânicas (físicas) da disfunção erétil e podem dificultar que o pênis esteja pronto na hora que o homem mais precisa dele.
Além da disfunção erétil, todo tecido que passa a ter menor circulação sanguínea está predisposto à formação de fibroses e, no caso do pênis, isso leva à curvatura, redução de tamanho e afinamentos.
Saiba mais sobre a necessidade de implante peniano para esse perfil de paciente.
O que é doença cardiovascular
Esse termo é usado para se referir a todos os tipos de doença arterial coronariana, ou seja, que estão relacionadas ao coração ou vasos sanguíneos (artérias e veias). É basicamente o termo utilizado para descrever qualquer doença que afeta o sistema cardiovascular.
Por que a disfunção erétil é comum em pacientes com problemas cardíacos?
A disfunção erétil nos homens com doenças cardíacas é mais comum do que se pode imaginar, uma vez que ambas as condições possuem causas subjacentes relacionadas à saúde vascular.
Essas doenças dificultam a circulação sanguínea, seja devido ao acúmulo de placas nas artérias, menor dilatação das artérias, alteração nos níveis de óxido nítrico, entre outras alterações. Dessa forma, o cilindro peniano não é devidamente abastecido.
Vale lembrar que muitos pacientes cardíacos têm, ainda, diabetes e colesterol alto, condições que agravam ainda mais o problema.
Como isso pode afetar a ereção?
Cada condição cardiovascular possui características próprias, mas que podem refletir na circulação peniana. Veja alguns exemplos:
- Aterosclerose: o acúmulo de placas nas artérias reduz o fluxo sanguíneo para o pênis.
- Hipertensão: danifica os vasos sanguíneos, tornando-os menos elásticos e reduzindo a circulação necessária para a ereção.
- Insuficiência cardíaca: o coração bombeia sangue com menos eficiência, afetando a irrigação de todo o corpo.
- Disfunção endotelial: afeta a produção de óxido nítrico, que é essencial para dilatar os vasos sanguíneos e permitir a ereção.
Quando existem danos nas veias que mantém o sangue no pênis durante a ereção, isso pode impedir que o pênis se mantenha ereto até o final da relação sexual. Problemas como estes podem levar à formação de fibroses, curvatura peniana, redução de tamanho e afinamento do pênis.
Diagnósticos para prótese peniana
O diagnóstico da disfunção erétil deve ser constatado por um urologista, com exames específicos, como ereção induzida artificialmente e ultrassom de alta definição.
Se for constatado um fluxo baixo de irrigação no pênis, também é importante uma avaliação cardíaca e vascular completa, com auxílio de outros profissionais da saúde.
Há casos de pacientes que tinham problemas cardíacos sérios, porém desconheciam até o momento da avaliação peniana, e isso permitiu cuidar também do coração.
Se houver Doença de Peyronie associada à disfunção erétil, é difícil para o paciente identificar se o pênis está menor, uma vez que ele não tem uma boa ereção. Ele só consegue verificar que perdeu tamanho na hora dos exames.
Afinal, cardiopatas podem colocar prótese peniana?
Pacientes cardiopatas podem ser candidatos à prótese peniana, desde que haja uma avaliação rigorosa da saúde cardiovascular e a indicação seja apropriada para o caso. Quando bem indicada, a prótese pode contribuir para a recuperação da vida sexual.
A decisão sobre a cirurgia depende do estado de saúde do paciente. O controle adequado da cardiopatia pode ajudar a reduzir os riscos do procedimento.
Para isso, são feitos exames pré-operatórios e, ainda, uma avaliação com o cardiologista. Caso o paciente não esteja com uma boa condição de saúde, a cirurgia pode ser remarcada.
Vale ressaltar que os remédios para ereção geralmente não são indicados para pacientes cardíacos, razão pela qual a prótese peniana é indicada para esses pacientes.
A cirurgia é segura para cardiopatas?
A cirurgia de prótese peniana pode ser realizada em pacientes cardiopatas com segurança, desde que sejam tomados os cuidados necessários e a indicação seja adequada para o caso específico. Geralmente, o urologista e o cardiologista atuam juntos para que tudo dê certo.
Pacientes com insuficiência cardíaca grave, doença arterial coronariana instável ou que sofreram um infarto recente podem precisar de um acompanhamento mais rigoroso antes de serem considerados aptos para a cirurgia. Além disso, o uso de anticoagulantes pode aumentar o risco de sangramento.
Se o homem não estiver estável, a cirurgia não é realizada, pois há risco de intercorrências e de uma recuperação complicada.
A cirurgia é arriscada para quem já teve um infarto?
A cirurgia de implante peniano pode representar riscos para quem teve um infarto recentemente.
Antes do procedimento, além de uma avaliação cuidadosa, é recomendado aguardar para evitar eventos cardiovasculares durante a cirurgia, como arritmias ou novo infarto. No entanto, caso o homem já tenha colocado um stent ou feito uma revascularização, ele se encontra em um bom momento para o implante, uma vez que a saúde cardiovascular foi recuperada.
O uso de anticoagulantes, comum em pessoas com histórico de infarto, pode aumentar o risco de sangramento e exigir ajustes na medicação.
Se o paciente estiver com a doença cardíaca controlada e houver autorização do cardiologista, a cirurgia pode ser realizada com segurança.
Cuidados necessários
A cirurgia de implante peniano é realizada com uma série de cuidados para evitar infecções e aumentar a satisfação com o procedimento. Entretanto, os pacientes com doenças cardiovasculares precisam de cuidados específicos.
Primeiramente, é preciso controlar a doença para que a cirurgia seja realizada.
O momento da anestesia também exige cuidados. Já existem anestésicos que afetam muito pouco o coração, mas, mesmo assim, deve ser aplicado de forma particularizada, por uma equipe experiente.
Após o procedimento, o homem deve realizar o pós-cirúrgico adequadamente, com higienização do pênis, ingestão de antibióticos, repouso e acompanhamento com o urologista. A continuidade do tratamento para a cardiopatia também é fundamental.
Ao ser liberado para a prática sexual, caso a doença cardiovascular não esteja completamente compensada, é preciso tomar cuidado na hora H, apostando em posições que exijam menos esforço físico.
Prótese peniana pode prejudicar o coração?
A prótese peniana, quando indicada corretamente e implantada com os devidos cuidados, não apresenta impacto direto na função cardíaca. No entanto, a decisão sobre o procedimento deve ser tomada considerando a condição clínica de cada paciente.
Em alguns casos, a substituição da medicação para disfunção erétil pela prótese peniana pode ser uma alternativa para pacientes cardiopatas, considerando que esses medicamentos podem interagir com outras medicações cardiovasculares
Caso seja identificada a necessidade de prótese, o controle da saúde cardiovascular pode contribuir para uma melhor resposta ao tratamento e para minimizar complicações associadas.
Fale com o Dr. Paulo Egydio para tomar a melhor decisão para a sua vida sexual.



