Overtraining e impotência: como o excesso de treino afeta sua vida sexual

Homem branco tatuado, sem camisa e usando bermuda preta e tênis vermelho está em um agachamento segurando uma barra com peso em ambas as extremidades.

Overtraining e impotência: como o excesso de treino afeta sua vida sexual

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O desequilíbrio entre exercício e descanso pode afetar os hormônios. 

Praticar atividade física traz benefícios à saúde, mas o excesso é tão prejudicial quanto o sedentarismo.

O overtraining é quando a pessoa treina demais e não descansa o suficiente para se recuperar.

Esse desequilíbrio é conhecido como síndrome do overtraining e apresenta sintomas como cansaço crônico e até mesmo alterações hormonais.

Se você faz exercícios e tem medo de prejudicar a função sexual, continue e descubra se há alguma relação entre overtraining e impotência.

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O que é overtraining e como ele afeta o corpo

A síndrome do overtraining é o excesso de atividade física com pouco tempo de descanso e recuperação muscular.

O principal sintoma é o declínio do desempenho com duração superior a dois meses. 

Fadiga crônica, insônia e alterações nos sistema neurológico, imunológico e endócrino também são sinais.

Já os efeitos psicológicos do overtraining são ansiedade, agitação e irritabilidade.

Para que um caso seja enquadrado como overtraining, é preciso que os sintomas não estejam relacionados a outras doenças, conforme destaca este guia sobre overtraining

Os autores desse estudo ainda explicam que o estresse e questões psicológicas preexistentes podem intensificar a questão.

A fadiga crônica no esporte potencializa inflamações devido ao pouco tempo de recuperação. 

Outras consequências são o enfraquecimento da imunidade, o que deixa o corpo propenso a infecções, aumento dos níveis de cortisol e redução de testosterona.

Relação entre overtraining e impotência

Durante o exercício, o corpo aumenta naturalmente os níveis de testosterona. Esse ajuste ajuda no ganho de massa muscular e na recuperação muscular.

Autores de um artigo sobre treino excessivo e sistema endócrino analisaram estudos e concluíram que o impacto do exercício físico na testosterona pode ser percebido entre 9 e 12 dias depois de atividade física sem descanso.

Segundo os pesquisadores, o corpo entra em “modo defesa” para se proteger do treinamento extremo e, por isso, reduz os níveis de testosterona. 

Outra explicação para a testosterona baixa por excesso de treino, é o excesso de cortisol, conhecido como hormônio do estresse.

A quantidade dessa substância aumenta em momentos de pressão física ou emocional, deixando o corpo alerta para reagir.

Porém, em níveis muito altos, o cortisol afeta a sexualidade. Isso porque ele reduz a ação da testosterona, que tem papel fundamental na ereção, libido e também na fertilidade.

O artigo destaca que atletas de alto rendimento são mais propensos à síndrome de overtraining com a média de 30 a 60% com algum sinal de fadiga crônica esportiva.

Outro ponto é que os autores frisam a necessidade de mais pesquisas sobre a incidência de overtraining fora do grupo.

E qual a diferença entre treino saudável e treino prejudicial?

  • Prática saudável: tem esforço, mas também considera o descanso e recuperação muscular. Assim, você fica forte, mais disposto e com os hormônios equilibrados;
  • Prática prejudicial: muito esforço sem descanso, piora no rendimento, alteração de humor e problemas sexuais.

Sintomas da síndrome do overtraining

Os sintomas da síndrome de overtraining são físicos e psicológicos. Veja

  • Fadiga crônica;
  • Dificuldade para dormir;
  • Desânimo;
  • Mudanças de humor: ansiedade, agitação, irritabilidade e depressão;
  • Alterações nos sistema neurológico e imunológico;
  • Redução dos níveis de testosterona;
  • Sintomas do overtraining sexual: queda da libido e dificuldade de ereção.

Tabela com explicação básica sobre os sintomas de overtraining.

Tabela com explicação básica sobre os sintomas de overtraining.

Prevenção e equilíbrio entre treino e saúde sexual

O equilíbrio entre treino e descanso contribui para que o organismo mantenha suas funções em harmonia, incluindo aspectos hormonais e sexuais.

A pausa  e a recuperação muscular são importantes para o corpo descansar e manter níveis adequados de testosterona.

Para atingir esse harmonia é preciso adotar as seguintes medidas:

  • Periodizar o treinamento;
  • Ajustar o volume e a intensidade da atividade levando em consideração o desempenho e o humor;
  • Hidratação e alimentação adequadas;
  • Descanso superior a 6 horas entre os treinos;
  • Programar dias de descanso com exercícios leves ou descanso total;
  • Dormir bem.

Quando procurar ajuda médica

O homem com dificuldade de ereção deve procurar o urologista quando o problema é persistente.

Na consulta é fundamental explicar tudo ao médico para que o tratamento seja mais eficaz.

Poderá ser feito exame físico para detectar uma possível alteração anatômica, além de ser solicitados exames para medir os níveis hormonais.

Dúvidas frequentes

Falta de exercício físico causa impotência?

Sim. O sedentarismo está associado a maior risco de impotência, já que pode reduzir a produção de testosterona e aumentar a probabilidade de doenças cardiovasculares.

Quais são as consequências do overtraining?

As consequências do overtraining são fadiga, queda de desempenho, alterações hormonais e disfunções sexuais

Cansaço físico causa impotência?

Sim, o cansaço físico crônico pode causar impotência porque afeta a produção de testosterona.

O treino diminui a testosterona?

Treinos intensos e sem recuperação adequada podem estar relacionados à redução dos níveis de testosterona. O equilíbrio entre treino e repouso ajuda a manter os níveis hormonais saudáveis.

Tire suas dúvidas sobre impotência sexual com o Dr. Paulo Egydio 

A boa periodização de treinos, com equilíbrio entre esforço e recuperação, pode auxiliar na prevenção de alterações hormonais e sexuais associadas ao overtraining.

Em casos de dificuldade de ereção persistente, o ideal é procurar um urologista para uma avaliação médica individualizada e orientações sobre o tratamento mais indicado.

Para mais informações sobre avaliação urológica, é possível preencher o formulário de pré-análise e obter orientações iniciais sobre o seu caso.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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