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A Anvisa proibiu a venda da gummy de tadalafila, bala usada para disfunção erétil. Veja como o produto age, os riscos à saúde e por que seu uso não é seguro.
Pela primeira vez, a Anvisa proíbe a gummy de tadalafila. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União no dia 14 de maio, determinando a suspensão imediata da fabricação, comercialização, distribuição, manipulação, propaganda e uso do produto conhecido como Metbala.
A bala, apresentada como suplemento alimentar, continha tadalafila, substância usada no tratamento para impotência. A medida foi motivada pela ausência de registro sanitário e pelo fato de a empresa responsável, FB Manipulação Ltda., não estar autorizada a produzir medicamentos.
Segundo a agência responsável por regular e fiscalizar produtos que afetam a saúde da população, a bala mastigável de tadalafila representa risco à saúde por conter um princípio ativo que exige prescrição médica. Usada no combate à disfunção erétil, a tadalafila pode provocar efeitos colaterais como dor de cabeça, congestão nasal, dores musculares e, em casos mais graves, complicações cardiovasculares.
A agência também afirma que o formato atrativo e o consumo desregulado podem mascarar os perigos do fármaco. Além disso, ressalta a necessidade de qualquer medicamento passar por rigorosa avaliação antes de chegar ao consumidor. Produtos não aprovados são considerados medicamentos sem registro, o que os torna ilegais e potencialmente perigosos.
A proibição da Metbala serve de alerta para os riscos da automedicação e para o consumo de produtos não regulamentados. A venda fora de farmácias ou drogarias fere as normas sanitárias e pode induzir à automedicação sem orientação médica, prática especialmente arriscada em casos que envolvem a saúde sexual masculina.
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