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O excesso de pornografia pode estar associado ao desenvolvimento de comportamentos compulsivos, com possíveis consequências para a saúde mental e sexual. Saiba reconhecer quando pornografia faz mal!
Com a facilidade de acesso a conteúdos pornográficos pela internet, é fácil se perder nesse universo. Não à toa, o vício em pornografia pode afetar muitas pessoas, sendo mais comum entre homens.
O vício é tão preocupante que a Organização Mundial da Saúde (OMS) o classifica como distúrbio psicológico. Os consumidores compulsivos desse conteúdo podem sofrer impactos para a saúde mental e sexual, além de prejuízos em sua vida sexual.
Compreenda os malefícios do vício em pornografia, como identificar quando isso acontece e quais passos podem ser tomados para superar esse desafio.
Sinais de que a pornografia virou um vício
Reconhecer que a pornografia deixou de ser apenas uma forma de prazer ocasional e se tornou um vício não é nada fácil.
Entretanto, ao refletir, é possível que o homem perceba algumas mudanças que podem indicar vício em pornografia:
- Aumento do tempo gasto consumindo conteúdo pornográfico
- Busca de material cada vez mais explícito para sentir prazer
- Uso da pornografia como uma forma de escapar de problemas emocionais ou estresse cotidiano
- Sentimento de vergonha ou culpa após o consumo de pornografia
- Atrasos para compromissos
- Isolamento social
- Dificuldade nos relacionamentos
Esses podem ser sinais de que o comportamento está saindo do controle.
Leia mais: Síndrome do Punho de Ferro: como lidar com o vício em masturbação
Problemas e consequências
Existem muitos malefícios do vício em pornografia, e eles impactam não apenas a saúde mental, mas também a saúde sexual. Algumas vezes, chegam até a atrapalhar a sua rotina.
Quem sofre com o vício em pornografia pode experimentar ansiedade social, sentindo-se menos capazes de se conectar intimamente com parceiros reais, o que pode resultar em isolamento, depressão e problemas nas relações íntimas.
No campo sexual, segundo pesquisas clínicas conduzidas pela Fundação Reward, instituição que pesquisa relacionamentos e educação sexual, o número de homens abaixo de 40 anos que apresentam disfunções sexuais aumentou de 2% para até 35%.
O consumo excessivo de pornografia pode estar relacionado a problemas de ejaculação, como ejaculação precoce ou retardada, e à disfunção erétil de origem psicológica. Isso ocorre porque o cérebro se acostuma ao prazer imediato proporcionado pela pornografia, dificultando a excitação em situações reais.
A médio e longo prazo, esse comportamento pode, ainda, piorar o desempenho e a performance sexual, além de fazer o homem desenvolver uma visão nada saudável sobre o sexo.
Em casos graves, os homens podem deixar que o vício se sobreponha às suas atividades, como trabalhar ou estar com os amigos, e ficam sujeitos a ser flagrados em momentos constrangedores.
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Gatilhos que geram e aumentam o vício em pornografia
Os gatilhos que levam ao vício em pornografia podem variar de pessoa para pessoa.
A evolução tecnológica, ampliação do alcance e a velocidade da Internet permitiram que a pornografia seja produzida em larga escala e de forma gratuita. Junto a esse cenário, está o incentivo social e cultural dado aos homens para explorar a sua sexualidade como parte de sua masculinidade.
Essa combinação faz com que a busca pelo consumo de conteúdos pornográficos seja uma verdadeira válvula de escape para momentos de:
- Estresse
- Solidão
- Frustração
- Curiosidade natural
Problemas no relacionamento, no trabalho ou na vida familiar, por exemplo, podem ser situações cotidianas que servem de gatilhos para esse comportamento.
Leia mais: Disfunção sexual: o que é, causas e soluções eficazes
Aos primeiros sintomas, o que fazer?
Ao perceber que você pode estar apresentando sintomas do vício em pornografia, é importante agir rapidamente em busca de auxílio especializado. Procure por:
- Sexólogos, terapeutas e psicólogos especializados na área, seja presencialmente ou à distância
- Grupos de apoio, com encontros presenciais ou online, para discutir questões em comum
- Livros, sites e comunidades que abordam o tema do vício em pornográfica baseada em evidência e de forma empática
- Instalação de aplicativos que monitoram e limitam o tempo de uso de sites usados para o consumo de pornografia online
Além disso, é importante fazer o exercício de identificar os momentos em que você se sente mais propenso a consumir pornografia. Aderir a outros hábitos nesses momentos, como uma atividade física ou meditação, pode ser uma forma de reduzir a compulsão.
Apesar de ser constrangedor, conversar com amigos ou familiares sobre suas dificuldades também proporciona apoio emocional importante. Lembre-se: você não está sozinho.
Quais são os tratamentos para o vício em pornografia?
O vício em pornografia pode ser tratado de muitas maneiras.
Profissionais de saúde mental podem recomendar a terapia cognitivo comportamental (TCC), que ajuda a identificar padrões de comportamento e a desenvolver novas maneiras de lidar com os gatilhos.
O auxílio desses profissionais também é importante para fornecer ferramentas para enfrentar os sintomas de abstinência e o desejo intenso de consumir pornografia.
Casos mais severos podem ser encaminhados para programas de reabilitação especializados em transtornos sexuais.
É importante lembrar que o paciente deve manter-se vigilante durante a vida toda para evitar o vício novamente, mesmo após receber alta do tratamento.
Como manter o equilíbrio entre a pornografia e o mundo real
É preciso desenvolver uma consciência crítica sobre o conteúdo pornográfico para manter o equilíbrio com o mundo real. Isso ajuda a evitar expectativas irreais sobre relacionamentos e sexualidade.
Começar a ver pornografia muito cedo pode trazer riscos significativos, e, segundo estudo realizado pela Middlesex University London, a idade média para o início da exposição à pornografia é de 12 anos, o que pode impactar a maneira como esses homens se relacionam no futuro.
É importante refletir sobre o motivo do consumo e como isso afeta a intimidade, principalmente quando o homem opta por optar por assistir pornografia sozinho. Se esse comportamento se tornar frequente, pode acabar interferindo na relação.
O consumo de pornografia pode ser uma maneira saudável de explorar fantasias e apimentar a vida sexual. É possível, inclusive, assistir a um filme com o parceiro, por exemplo, se ambos estiverem dispostos.
Lembre-se: não é positivo que a pornografia se torne um substituto para a intimidade real. Ela deve ser um complemento para melhorar a experiência sexual.
O vício em pornografia pode ter consequências perigosas para a vida do homem e de todos a seu redor. Reconhecer os sinais e compreender os malefícios associados a esse comportamento é fundamental para buscar ajuda e iniciar o processo de recuperação.
O tratamento é complexo, mas pode ajudar a melhorar a sexualidade fora das telas e promover uma vida mais equilibrada.
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