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A venlafaxina é um antidepressivo que, em alguns casos, pode estar associada à disfunção erétil devido ao aumento dos níveis de serotonina, neurotransmissor ligado ao relaxamento e que interfere nos mecanismos cerebrais da excitação e resposta sexual. Se você usa esse medicamento, tire suas dúvidas sobre efeitos colaterais.
A venlafaxina pode contribuir para dificuldades sexuais em alguns homens, por aumentar os níveis de serotonina, o que pode inibir os reflexos sexuais e reduzir o desejo.
Esse efeito acontece, porque níveis elevados de serotonina reduzem a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e motivação sexual.
Neste artigo, abordamos como a venlafaxina pode interferir na função sexual e quais são as condutas médicas possíveis diante desses efeitos.
Venlafaxina pode causar disfunção erétil em homens
A disfunção erétil é um dos efeitos colaterais da venlafaxina. Isso porque ele é um antidepressivo inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) e essa categoria aumenta os níveis de serotonina e inibe a dopamina.
A serotonina é essencial para o bem-estar emocional porque regula o humor, o sono e a ansiedade; no entanto, o excesso pode inibir a liberação de dopamina — neurotransmissor associado ao prazer, à motivação e ao desejo sexual.
Além disso, esse excesso pode afetar negativamente a resposta sexual fisiológica, incluindo a excitação e a ereção. É esse desequilíbrio neuroquímico entre serotonina e dopamina o principal responsável pela disfunção sexual induzida por antidepressivos como a venlafaxina.
Principais efeitos colaterais da Venlafaxina
Conheça os efeitos colaterais da venlafaxina:
- Diminuição da libido;
- Ejaculação anormal, como a ejaculação retardada;
- Anorgasmia, a dificuldade persistente ou total de ter orgasmo;
- Dor de cabeça ou tontura;
- Fraqueza;
- Náuseas ou vômitos;
- Sonolência ou insônia;
- Pressão alta;
- Pesadelos;
- Suor noturno ou ondas de calor;
- Retenção de urina;
- Boca seca;
- Agitação;
- Visão embaçada.
Sinais de disfunção erétil
- Dificuldade frequente de ereção mesmo havendo desejo e estímulo e essa dificuldade acontece nas relações sexuais e também na masturbação;
- Ereção que começa normal, mas acaba antes ou durante a relação, podendo ser uma falha na manutenção da ereção por problemas na circulação sanguínea ou questões psicológicas;
- Ereções noturnas ou matinais ausentes ou em menor quantidade e a ausência delas pode sugerir uma causa orgânica para a disfunção erétil.
O que fazer ao notar os primeiros sinais de impotência?
Ao notar sinais de efeitos sexuais de antidepressivos, como a impotência, o homem deve conversar com o psiquiatra que prescreveu o medicamento para discutir as seguintes opções:
- Ajustar a dose do medicamento ou buscar alternativas à venlafaxina, como a brupopiona, mirtazapina, trazodona e agomelatina;
- Necessidade ou não de medicamentos para disfunção erétil, como os inibidores da fosfodiesterase-5, podem ser avaliados pelo médico caso não haja contraindicações específicas, desde que não haja contraindicações cardiovasculares.
- Aguardar os sintomas sexuais cessarem sozinhos, porque em alguns casos, o organismo se adapta ao antidepressivo após algumas semanas, e os efeitos colaterais sexuais diminuem ou desaparecem espontaneamente.
Atenção: nunca interrompa o uso da Venlafaxina por conta própria
Interromper abruptamente o uso de antidepressivos pode causar ansiedade, irritabilidade, agitação, náuseas, dor de cabeça e insônia.
Caso o médico determine que o medicamento não é mais necessário, ele dará início ao processo de “desmame”, que é a redução gradual até a suspensão completa, permitindo a readaptação do cérebro e reduzindo o risco dos efeitos colaterais da retirada do uso do medicamento.
A venlafaxina causa impotência em alguns casos, mas não deixa de ser um antidepressivo eficaz.
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