Venlafaxina causa impotência? Descubra a verdade sobre o medicamento

Um frasco branco sem rótulo em uma superfície plana azul escuro, ao lado desse frasco tem 9 comprimidos.

Venlafaxina causa impotência? Descubra a verdade sobre o medicamento

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A venlafaxina é um antidepressivo que, em alguns casos, pode estar associada à disfunção erétil devido ao aumento dos níveis de serotonina, neurotransmissor ligado ao relaxamento e que interfere nos mecanismos cerebrais da excitação e resposta sexual. Se você usa esse medicamento, tire suas dúvidas sobre efeitos colaterais.

A venlafaxina pode contribuir para dificuldades sexuais em alguns homens, por aumentar os níveis de serotonina, o que pode inibir os reflexos sexuais e reduzir o desejo.

Esse efeito acontece, porque níveis elevados de serotonina reduzem a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e motivação sexual.

Neste artigo, abordamos como a venlafaxina pode interferir na função sexual e quais são as condutas médicas possíveis diante desses efeitos.

Venlafaxina pode causar disfunção erétil em homens 

A disfunção erétil é um dos efeitos colaterais da venlafaxina. Isso porque ele é um antidepressivo inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) e essa categoria aumenta os níveis de serotonina e inibe a dopamina.

A serotonina é essencial para o bem-estar emocional porque regula o humor, o sono e a ansiedade; no entanto, o excesso pode inibir a liberação de dopamina — neurotransmissor associado ao prazer, à motivação e ao desejo sexual.

Além disso, esse excesso pode afetar negativamente a resposta sexual fisiológica, incluindo a excitação e a ereção. É esse desequilíbrio neuroquímico entre serotonina e dopamina o principal responsável pela disfunção sexual induzida por antidepressivos como a venlafaxina.

várias cápsulas brancas dispostas em uma superfície azul clara e plana.

Principais efeitos colaterais da Venlafaxina 

Conheça os efeitos colaterais da venlafaxina:

  • Diminuição da libido;
  • Ejaculação anormal, como a ejaculação retardada;
  • Anorgasmia, a dificuldade persistente ou total de ter orgasmo;
  • Dor de cabeça ou tontura;
  • Fraqueza;
  • Náuseas ou vômitos;
  • Sonolência ou insônia;
  • Pressão alta;
  • Pesadelos;
  • Suor noturno ou ondas de calor;
  • Retenção de urina;
  • Boca seca;
  • Agitação;
  • Visão embaçada.

Homem negro sentado em uma cama olhando para o relógio que marca 4:40 da madrugada.

Sinais de disfunção erétil

  1. Dificuldade frequente de ereção mesmo havendo desejo e estímulo e essa dificuldade acontece nas relações sexuais e também na masturbação;
  2. Ereção que começa normal, mas acaba antes ou durante a relação, podendo ser uma falha na manutenção da ereção por problemas na circulação sanguínea ou questões psicológicas;
  3. Ereções noturnas ou matinais ausentes ou em menor quantidade e a ausência delas pode sugerir uma causa orgânica para a disfunção erétil.

O que fazer ao notar os primeiros sinais de impotência?

Ao notar sinais de efeitos sexuais de antidepressivos, como a impotência, o homem deve conversar com o psiquiatra que prescreveu o medicamento para discutir as seguintes opções:

  • Ajustar a dose do medicamento ou buscar alternativas à venlafaxina, como a brupopiona, mirtazapina, trazodona e agomelatina;
  • Necessidade ou não de medicamentos para disfunção erétil, como os inibidores da fosfodiesterase-5, podem ser avaliados pelo médico caso não haja contraindicações específicas, desde que não haja contraindicações cardiovasculares.
  • Aguardar os sintomas sexuais cessarem sozinhos, porque em alguns casos, o organismo se adapta ao antidepressivo após algumas semanas, e os efeitos colaterais sexuais diminuem ou desaparecem espontaneamente.

Atenção: nunca interrompa o uso da Venlafaxina por conta própria

Interromper abruptamente o uso de antidepressivos pode causar ansiedade, irritabilidade, agitação, náuseas, dor de cabeça e insônia.

Caso o médico determine que o medicamento não é mais necessário, ele dará início ao processo de “desmame”, que é a redução gradual até a suspensão completa, permitindo a readaptação do cérebro e reduzindo o risco dos efeitos colaterais da retirada do uso do medicamento.

A venlafaxina causa impotência em alguns casos, mas não deixa de ser um antidepressivo eficaz.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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