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O priapismo acontece quando o pênis fica ereto por várias horas sem estímulo sexual. Causado por condições médicas como anemia falciforme, leucemia, uso de certos medicamentos ou lesões, é possível tratar a condição. Entenda quais são os tratamentos disponíveis e prevenir novos episódios.
O priapismo é uma condição médica que ocorre em homens quando uma ereção persiste por várias horas, geralmente sem qualquer estímulo sexual. É uma situação anormal e que, por isso, requer muita atenção para evitar danos a longo prazo.
Normalmente, durante uma ereção, o sangue flui para o pênis e é temporariamente retido lá, o que é completamente natural e saudável. No entanto, no priapismo, esse sangue não consegue retornar ao resto do corpo, mantendo a ereção por mais tempo que o habitual.
O perigo de uma ereção que não passa, mesmo sem estímulos sexuais, é que podem surgir lesões no pênis, dando origem a outros problemas, como a disfunção erétil e Peyronie. A seguir, veja tudo o que você precisa saber sobre o priapismo, as principais causas e os tratamentos necessários.
O que é priapismo?
O priapismo é o termo usado para designar ereções que acontecem involuntariamente, geralmente com a glande amolecida, que duram mais de três horas e podem provocar fortes dores.
Imagine esta situação: você está tranquilo, fazendo suas coisas, quando de repente o pênis fica ereto do nada.
E, ao contrário do que você está acostumado, ele não está respeitando os sinais para ir embora. Isso é o que chamamos de priapismo.
Diferente das ereções normais, o priapismo pode ser doloroso e não está relacionado com a excitação sexual. Portanto, essa condição não tem relação com o sexo: mesmo sem estímulos ou após a ejaculação, o pênis permanece ereto. Nem mesmo a dor é capaz de interromper a ereção.
Algumas pessoas estão mais propensas a ter priapismo do que outras. Algumas condições médicas, como anemia falciforme, leucemia ou outras doenças do sangue, por exemplo, podem ser a causa do priapismo.
Além disso, medicamentos como antidepressivos, remédios para pressão alta, entre outros também podem provocar, além de lesões na região pélvica que não foram tratadas corretamente.
É normal ter priapismo?
Não é normal ter priapismo. Essa condição pode sinalizar que algo não está funcionando corretamente.
O priapismo masculino pode ser um sinal de problemas de saúde mais sérios. Se não for tratado adequada e rapidamente, pode levar a complicações graves, como danos permanentes ao pênis ou até mesmo perda de função sexual.
Portanto, não ignore. Em casos de ereções repentinas e muito duradouras, é fundamental consultar um médico urologista para averiguar a situação.
Tipos de ereção persistente
Quando falamos sobre ereção persistente, existem três tipos principais: priapismo isquêmico, considerado o mais perigoso e responsável por 95% dos casos, priapismo isquêmico intermitente e priapismo não-isquêmico.
Priapismo isquêmico
O priapismo isquêmico está associado a algumas doenças que alteram o sangue, como anemia falciforme e leucemia. Fatores externos, como pancadas, e consumo de medicamentos estimulantes sexuais e antidepressivos também podem estar ligados à condição.
Ele causa uma contenção de sangue dentro do pênis, impedindo a circulação e consequentemente a oxigenação, com morte das células devido à falta de oxigênio. O priapismo isquêmico deixa o pênis bastante rígido e provoca muita dor.
Um fato novo e bastante preocupante em relação à condição é que ela já foi detectada em paciente infectado pela covid-19, segundo um caso reportado no American Journal of Emergency Medicine em 2023.
Além disso, um estudo da MedRxiv constatou que além do priapismo, o coronavírus pode também diminuir o tamanho do pênis.
Priapismo isquêmico intermitente
Ao contrário do priapismo isquêmico clássico, em que a ereção persiste por um longo período, o priapismo isquêmico intermitente envolve episódios recorrentes de ereção prolongada.
Isso significa que o pênis pode ficar ereto, voltar ao normal e então retornar à ereção prolongada novamente, em um ciclo repetitivo. As causas podem ser semelhantes às do priapismo isquêmico tradicional.
Priapismo não-isquêmico
Já no segundo tipo o que ocorre é um maior fluxo sanguíneo na região, impedindo que o membro fique flácido. Neste caso, o pênis não fica tão rígido.
Ele costuma ser causado por algum tipo de trauma peniano, seja na relação sexual ou em cirurgias mal-sucedidas, que gera uma conexão anormal (fístula) entre veias e artérias, mantendo o pênis ereto por mais de três horas.
Sintomas além da ereção
A ereção persistente é o sintoma de priapismo mais óbvio e conhecido. No entanto, há outros sinais que podem acompanhar essa condição e que são importantes de se observar:
- Dor e desconforto: pode variar de leve a intensa e pode ser descrita como latejante, latejante ou até mesmo como uma sensação de queimação.
- Inchaço e rigidez: ocorre devido ao acúmulo de sangue no corpo cavernoso, o tecido esponjoso do pênis responsável pela ereção.
- Alterações na cor da pele: em alguns casos, a pele do pênis afetado pelo priapismo pode ficar descolorida.
- Sintomas gerais: a diminuição no fluxo sanguíneo em outras partes do corpo também pode causar sintomas como tonturas, náuseas e palpitações.

Consequências do priapismo
Essa ereção prolongada, persistente e dolorosa pode alterar para sempre o seu pênis, principalmente quando se trata do priapismo isquêmico.
Quando o paciente não procura auxílio médico imediatamente, o episódio acaba provocando a necrose do tecido erétil localizado dentro dos corpos cavernosos. No local, ocorre uma fibrose, um tecido rígido que impede a ereção. Temos então um caso grave de disfunção erétil.
Dependendo da forma que o homem manipula o membro no auge da crise – forçando-o para baixo, por exemplo -, pode acontecer uma fratura peniana que tende a entortar, afinar ou diminuir o pênis. São sintomas típicos da Doença de Peyronie.

Nesses casos, felizmente é possível tratar a consequência desse problema por meio da colocação de implantes penianos, em uma cirurgia com a “Egydio TEP Strategy“. Ela exige, primeiramente, a reconstrução do membro afetado. Tudo pode ser feito em apenas um ato cirúrgico.
Quando identificado e tratado adequadamente desde o início, o priapismo e suas complicações costumam ser revertidos com boas taxas de sucesso. Além disso, com ajuda profissional especializada também é possível adotar medidas de prevenção contra novas crises.

O que fazer ao identificar o problema?
A primeira e mais importante coisa a fazer ao identificar o problema é procurar ajuda médica imediatamente. Essa condição pode ser um sinal de problemas de saúde sérios e precisa ser tratada o mais rápido possível.
Ao procurar ajuda médica, esteja preparado para fornecer informações detalhadas sobre os sintomas e o tempo de duração da ereção persistente. Isso ajudará o profissional a entender a situação e determinar o melhor tratamento.
Embora seja compreensível sentir preocupação ou ansiedade ao lidar com a condição, é fundamental manter a calma. Além disso, não tente usar métodos caseiros ou técnicas não comprovadas para resolver a ereção persistente, pois eles podem piorar a situação e causar danos permanentes.
Tratamento do priapismo
No hospital, são usados métodos para interromper a ereção, como medicação para contração dos vasos ou drenagem do sangue. As medidas diminuem a pressão nos cilindros, abrem as veias periféricas e permitem a saída do sangue. Dessa forma, o pênis tende a retornar à flacidez.
Com a fase aguda da doença controlada, é essencial que o paciente se consulte com um urologista. O profissional identifica a causa do priapismo, faz a avaliação do dano e pode iniciar um tratamento com o objetivo de evitar novos episódios.
Se necessário, o médico pode indicar, ainda, o tratamento cirúrgico para corrigir possíveis fibroses e implantar próteses que darão sustentação para que volte a ter a rigidez vertical necessária para penetração.
É possível prevenir o priapismo?
Com base nas principais causas, nem sempre é possível prevenir o priapismo. Contudo, existem algumas “boas práticas” que podem contribuir para evitar o problema.
Manter um estilo de vida saudável, por exemplo, pode ajudar a reduzir o risco de priapismo, assim como de outras condições de saúde. Isso inclui:
- manter uma dieta equilibrada;
- praticar exercícios regularmente;
- evitar o tabagismo;
- evitar o consumo excessivo de álcool.
Pessoas com condições médicas que aumentam o risco de priapismo, como anemia falciforme, devem se cuidar ainda mais e seguir a prescrição médica para evitar novos problemas de saúde.
Por fim, estar ciente dos sintomas e procurar ajuda médica imediatamente se eles ocorrerem pode ajudar a evitar complicações graves. Reconhecer os sinais precoces do priapismo e agir rapidamente pode fazer toda a diferença no tratamento e no resultado.
O priapismo é comum e pode acometer homens de todas as idades. Portanto, se o seu pênis estiver ereto por mais de três horas, não seja omisso.
Procure a emergência e dê seguimento ao tratamento com um urologista. Não deixe o priapismo impactar negativamente na sua vida sexual.
O ideal é cuidar ativamente da sua saúde. Faça sua pré-análise com o Dr. Paulo Egydio agora mesmo e receba um diagnóstico gratuito em até 24 horas na sua caixa de e-mail.
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