Os tratamentos para Doença de Peyronie incluem injeções como colagenase e interferon alfa-2b, medicamentos para disfunção erétil e, em casos mais avançados, cirurgia.
A Doença de Peyronie é uma condição adquirida que afeta a túnica albugínea e leva à curvatura peniana durante a ereção. Embora o quadro preocupe muitos homens, existem tratamentos disponíveis — e, em alguns casos, a correção da curvatura pode ser feita por meio de abordagens clínicas, sem necessidade de cirurgia.
Uma diretriz elaborada pela Sociedade Brasileira de Urologia, publicada na Revista da Associação Médica Brasileira, reúne as principais evidências científicas sobre a eficácia e a segurança dos tratamentos clínicos. No total, foram selecionados 37 estudos de alta relevância para embasar as recomendações da SBU.
Além de orientar caminhos para o tratamento, a existência dessa diretriz dá mais segurança ao paciente para buscar ajuda profissional e evitar falsas promessas para a curvatura do pênis.
Continue a leitura e descubra qual abordagem baseada em evidências pode ser personalizada para o seu caso.
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Quais são as causas da Doença de Peyronie?
A Doença de Peyronie é uma condição caracterizada pela formação de tecido cicatricial fibrótico na túnica albugínea do pênis, com origem multifatorial.
Uma das principais causas está associada a traumas repetitivos ou microtraumas no pênis durante a atividade sexual, que desencadeiam um processo inflamatório e contribuem para o desenvolvimento de fibroses.
As causas incluem ainda os seguintes fatores desencadeantes:
- Genética
- Cirurgias pélvicas ou penianas anteriores
- Disfunção erétil prévia
A prevalência da Doença de Peyronie pode variar de 0,4% a 13%, segundo uma análise publicada no World Journal of Men’s Health.
O risco aumenta com a idade: uma revisão do StatPearls aponta que a incidência tende a crescer conforme o envelhecimento, sendo mais comum em homens entre 40 e 70 anos.
Homens com disfunção erétil ou diabetes apresentam ainda maior probabilidade de desenvolver a condição.
Sintomas da Doença de Peyronie
Os sintomas mais comuns da Doença de Peyronie podem comprometer a função sexual, afetando a rigidez da ereção e dificultando o desempenho na hora H. Os seguintes sinais costumam ser notados com o pênis ereto:
- Curvatura anormal do pênis;
- Dor peniana;
- Retração peniana (encurtamento do pênis);
- Pontos de afinamento ao longo do pênis;
- Impacto na função sexual (dificuldade ou incapacidade de manter ereções rígidas).
Além das alterações físicas, a doença pode causar impactos emocionais e psicológicos, como insegurança, ansiedade e queda na autoestima.
Tratamentos para Doença de Peyronie comprovados por estudos
Homens que enfrentam problemas decorrentes da curvatura peniana devem recorrer a evidências científicas para orientar o tratamento, evitando informações não confiáveis.
Nesse contexto, as recomendações consolidadas da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) para os tratamentos clínicos incluem:
Colagenase (CCH)
A colagenase é uma enzima aplicada diretamente sobre a placa de fibrose do pênis, com bons resultados na redução da curvatura em casos de Doença de Peyronie com ângulos entre 30° e 90°.
Estudos apontam que, em média, houve redução aproximada de 17° na curvatura, com relatos de melhora de satisfação em alguns pacientes. — especialmente quando associado a sessões de modelagem peniana.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem hematomas, dor e inchaço. Complicações mais graves, como lesões nos corpos cavernosos, são raras, mas possíveis. A colagenase também demonstrou segurança e eficácia durante a fase aguda da doença.
No entanto, seu uso não foi avaliado para placas calcificadas ou deformidades em ampulheta.
Interferon alfa-2b (INF α2b)
O interferon alfa-2b é outra substância utilizada em injeções penianas aplicadas diretamente na placa. Ele demonstrou eficácia moderada na redução da curvatura peniana e do tamanho da placa, além de proporcionar alívio da dor.
Os resultados foram observados inclusive em placas localizadas na parte inferior do pênis, independentemente da duração da doença.
Os efeitos colaterais relatados são, em geral, leves e incluem dor local, inchaço, hematomas, febre e dores no corpo.
Ácido hialurônico
A injeção de ácido hialurônico demonstrou ser mais eficaz do que o gel de verapamil na fase inicial da Doença de Peyronie. Pesquisas indicaram uma redução média de 4 a 5 graus da curvatura, com relatos de melhora na função erétil e satisfação em alguns casos.
Nenhum evento adverso foi registrado no estudo, o que torna o ácido hialurônico uma opção segura e promissora — especialmente para quem está nos estágios iniciais da condição.
Gel H-100
O gel H-100 é composto por nicardipina, superóxido dismutase e óleo de emu — substâncias com ação na melhora da circulação e no controle da inflamação. Essa terapia tópica deve ser aplicada diretamente na pele do pênis, duas vezes ao dia.
Em um estudo com pacientes na fase aguda da Doença de Peyronie (até 12 meses de sintomas), em determinados estudos, observou-se alongamento peniano, redução da curvatura relatada em até 40% e alívio da dor em alguns pacientes.
O único efeito colateral relatado foi uma leve irritação na pele. Por ser de fácil aplicação e bem tolerado, o H-100 surge como uma alternativa promissora de tratamento clínico para casos recentes da doença.
Tadalafila
Isoladamente, a diretriz não recomenda o uso da tadalafila para o tratamento da curvatura peniana. Seu principal papel é auxiliar em casos de disfunção erétil associada, melhorando a função erétil.
No entanto, estudos recentes indicam que a administração diária de tadalafila (5 mg) na fase inicial da doença pode reduzir a progressão da curvatura peniana, além de proporcionar melhora significativa na função erétil.
Além disso, a combinação da tadalafila com verapamil intralesional, ondas de choque ou bomba peniana de vácuo pode oferecer alívio da dor, redução da curvatura e melhora da função erétil, sem efeitos adversos graves, conforme demonstram os estudos.
Leia mais: Ozonioterapia funciona para curvatura peniana?
Tratamentos para Doença de Peyronie com pouco ou sem efeitos relevantes
Confira abaixo os principais tratamentos para Doença de Peyronie nessa visão:
Verapamil intralesional
O verapamil apresentou resultados inconsistentes. Embora alguns estudos tenham apontado melhora no tamanho da placa e na qualidade da ereção, a maioria não evidenciou redução significativa da curvatura. Por isso, seu uso é considerado de eficácia limitada, e os benefícios são imprevisíveis.
Ondas de choque
A terapia com ondas de choque pode aliviar a dor em alguns pacientes, mas os estudos não demonstraram melhora significativa na curvatura do pênis ou na função sexual quando usadas isoladamente. Além disso, não houve redução relevante no tamanho das placas.
Terapia oral com vitamina E
Isoladamente ou combinada a outros tratamentos, a vitamina E não mostrou melhora significativa na curvatura, na dor ou na função sexual, apesar de ser amplamente prescrita. O uso prolongado em altas doses pode aumentar o risco de eventos vasculares.
Terapia oral com Colchicina
Conhecida por sua ação anti-inflamatória, a colchicina não apresentou efeito relevante na redução da dor, da curvatura ou do tamanho da placa na fase inicial da doença. Fatores como o tabagismo podem reduzir ainda mais sua eficácia.
Carnitina, tamoxifeno e potaba
Esses três medicamentos foram avaliados em diferentes estudos, apresentando pouca ou nenhuma eficácia na melhora da curvatura peniana, do tamanho da placa ou da dor. Por não trazerem benefícios clínicos significativos, essa recomendação tem sido abandonada no tratamento da Doença de Peyronie.
Radioterapia
Embora tenha sido investigada como opção terapêutica para a Doença de Peyronie, a radioterapia não demonstrou vantagens. Considerando também os potenciais riscos da exposição à radiação, a diretriz orienta contra seu uso nos casos da doença.
O tratamento caseiro não é uma opção para curar a Peyronie
Muitos homens ainda recorrem a métodos caseiros para evitar consultas, exames ou cirurgias, sem considerar os riscos envolvidos. Esses tratamentos não só são ineficazes, como podem agravar o quadro.
Práticas equivocadas, como o uso de chás, exercícios ou dispositivos que prometem desentortar o pênis, não têm respaldo científico e podem causar lesões permanentes — especialmente quando não há indicação médica.
A cirurgia para Peyronie é outro tratamento recomendado para reverter a doença
Quando as alternativas clínicas não apresentam resultados satisfatórios — geralmente na fase crônica da condição — a cirurgia para Peyronie é recomendada para que o homem recupere ao máximo as características do pênis e a rigidez.
O procedimento mais utilizado é a Técnica Egydio, realizada no lado curto do pênis, que é expandido com o auxílio de pequenas incisões. Essa intervenção não apenas alinha o pênis, mas também permite recuperar o tamanho e o calibre, respeitando os limites dos nervos, além de preparar o órgão para a colocação de prótese peniana, se necessário.
Leia mais: Terapias complementares para a Doença de Peyronie
O Dr. Paulo Egydio pode te ajudra a encontrar o melhor tratamento para Doença de Peyronie
A Doença de Peyronie exige um tratamento personalizado, seguro e baseado em evidências. Por isso, é fundamental contar com a experiência do Dr. Paulo Egydio o quanto antes.
Urologista e andrologista, Dr. Egydio é referência no tratamento da curvatura peniana, com dedicação que começou durante seu doutorado no Hospital das Clínicas da USP, há 25 anos.
Ele participa regularmente de congressos internacionais para assegurar tratamentos que promovam qualidade de vida ao paciente, sempre com respeito ao homem.
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