Tadalafila em jovens: entenda os riscos do uso sem orientação médica

Duas cartelas de comprimidos amarelos sobre superfície de madeira clara representando o uso da tadalafila em jovens

Tadalafila em jovens: entenda os riscos do uso sem orientação médica

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Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

Usado para tratar disfunção erétil, a Tadalafila em jovens só é recomendada com orientação médica. O consumo indiscriminado ou recreativo pode levar a riscos como dores musculares e problemas gastrointestinais, entre outros. Saiba mais.

O uso descontrolado de Tadalafila em jovens é alarmante. O medicamento, conhecido comercialmente como Cialis, é eficaz contra a disfunção erétil, mas não há benefícios para ajudar no ganho de músculos – principal motivo para a popularidade crescente.

Segundo um levantamento feito pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, as vendas em farmácias podem ter praticamente triplicado na comparação entre 2020 e 2024.

A prática de uso desse  remédio para impotência usado por jovens sem qualquer orientação médica não é isenta de riscos – muito pelo contrário. Continue a leitura e conheça esse perigo para a saúde masculina jovem.

O que é a Tadalafila e para quem ela é indicada

A Tadalafila é um medicamento pertencente à classe dos inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5 (PDE5), indicado para o tratamento da disfunção erétil em homens adultos. Ele também é aprovado para tratar sintomas da hiperplasia prostática benigna em alguns casos.

Esse medicamento favorece o fluxo sanguíneo no pênis para a estimulação sexual, permitindo que o homem tenha ereções mais firmes e duradouras na hora H.

Apesar de sua eficácia e segurança quando usada corretamente, a Tadalafila sempre deve ser prescrita com base em uma avaliação médica, a depender da causa da disfunção erétil. Ela não é um suplemento, tampouco um produto de uso recreativo!

Por que jovens estão usando estimulantes sexuais sem prescrição?

Alguns fatores explicam o crescimento no consumo de medicamentos para ereção por jovens.

A pressão social, seja para ter determinada performance sexual ou para conquistar um padrão de beleza corporal, aliada a uma cultura de hiperexposição sexual nas redes sociais e o consumo de pornografia, contribuem para a insegurança de muitos jovens, que veem na Tadalafila uma forma de garantir bons resultados – mesmo sem necessidade.

Também é importante ressaltar que o fácil acesso ao produto, seja por meio de compras online, farmácias sem controle rigoroso ou até mesmo amigos que compartilham o comprimido como se fosse inofensivo, torna o uso elevado. Em muitos casos, o jovem sequer conhece os efeitos da Tadalafila sem receita.

Homem jovem com barba está sentado em um sofá branco, vestindo uma camisa xadrez azul e verde escura bebendo de uma garrafa de cerveja representando o risco do uso da tadalafila em jovens

É seguro usar Tadalafila na juventude apenas para melhorar o desempenho?

A Tadalafila não é indicada para quem não precisa, independentemente da idade, pois pode acarretar em dependência psicológica.

O uso da Tadalafila em jovens sem indicação médica pode mascarar inseguranças naturais da idade e criar uma falsa sensação de necessidade permanente da medicação, além de uma ansiedade de desempenho, o que pode piorar a ereção.

Quando usada de maneira indiscriminada, principalmente se associada ao consumo de álcool, drogas recreativas ou outros medicamentos, é ainda mais arriscada para a saúde, com riscos cardíacos em jovens com Tadalafila que podem passar despercebidos.

O uso contínuo, ainda, pode levar, ao longo do tempo, a uma resposta inadequada ao medicamento, de modo que o homem precise recorrer a outros mecanismos e tratamentos para obter uma ereção.

Já a banalização desse uso tende a descredibilizar o papel do urologista, dificultando intervenções futuras.

Riscos do uso da Tadalafila em jovens

Os efeitos colaterais da Tadalafila são mais comuns quando a substância é usada sem ajuste de dose ou em combinação com outras substâncias. Nesses casos, podem ocorrer:

  • Dores de cabeça
  • Tontura
  • Rubor facial
  • Congestão nasal
  • Dor nas costas
  • Distúrbios gastrointestinais

Em casos mais graves, pode haver, ainda, alterações na pressão arterial, arritmias e priapismo (ereção prolongada e dolorosa).

Além disso, o uso de Tadalafila por adolescentes pode ainda afetar negativamente a saúde mental e sexual.

Tadalafila pode causar dependência psicológica?

Embora a tadalafila não cause dependência química, seu uso sem orientação médica e sem necessidade pode levar à dependência psicológica e gerar um ciclo de ansiedade.

O jovem passa a acreditar que não consegue ter um bom desempenho sexual sem a ajuda da medicação, o que aumenta a ansiedade de desempenho e afeta negativamente sua autoestima.

Com o tempo, isso pode prejudicar o desenvolvimento de uma vida sexual saudável, além de criar barreiras para relacionamento, uma vez que a confiança sexual não é construída com base no uso de medicamentos para desempenho sexual.

Automedicação com Tadalafila: uma prática arriscada e silenciosa entre jovens

A automedicação com Tadalafila é, muitas vezes vista como algo “normal” entre jovens, mas fortemente contraindicada.

No entanto, o remédio para impotência usado por jovens pode não só representar um risco relacionado aos efeitos colaterais, mas também pode retardar um diagnóstico importante.

A disfunção erétil na juventude, pode ser um sinal de doenças e condições de saúde preocupantes, e só um médico poderá auxiliar.

Não é recomendado se aconselhar com amigos ou nas redes sociais para tratar esse tipo de dificuldade ou impossibilidade de ereção.

Quando a disfunção erétil em jovens deve ser investigada?

A disfunção erétil na juventude não é comum e, por isso, merece atenção.

Embora seja até esperado que o jovem tenha dificuldades em suas primeiras relações, quando esse desafio ocorre de forma persistente – e não apenas em situações pontuais de estresse ou insegurança – , é preciso buscar um urologista.

Entre as causas possíveis estão distúrbios hormonais, alterações psicológicas, uso de substâncias ilícitas e condições crônicas, como diabetes, hipertensão ou curvatura do jovem.

O papel do urologista na orientação sobre medicamentos para a vida sexual

O urologista é o profissional mais indicado para orientar sobre tratamentos para a disfunção erétil e outros temas relacionados à saúde sexual masculina, seja na juventude, na idade adulta ou na velhice.

Um profissional poderá avaliar de forma completa o histórico clínico do paciente, indicar exames e, se necessário, prescrever a medicação correta na dose apropriada. Nenhum medicamento deve ser iniciado sem avaliação, especialmente em um período tão sensível quanto a juventude.

A abordagem pode incluir avaliação multidisciplinar, com foco em orientação clínica e, se indicado, estratégias terapêuticas adequadas ao perfil de cada paciente. Se necessário, o médico irá prescrever medicamentos ou indicar a cirurgia peniana.

Jovens e saúde sexual: quando buscar ajuda profissional?

Todo jovem que sentir insegurança frequente no desempenho sexual, notar alterações nas ereções ou tiver qualquer desconforto relacionado à vida sexual deve procurar um urologista. O mesmo vale aqueles que já recorreram à Tadalafila em jovens sem prescrição.

De forma geral, quanto mais cedo o jovem busca ajuda, menores serão os riscos à saúde e há mais chance de desenvolver uma sexualidade saudável.

Dado o contexto, a Tadalafila e saúde masculina jovem merecem atenção. Por isso, também é importante incluir pais, responsáveis e educadores nesse diálogo, para que ajudem a combater tabus e apoiem decisões sensatas.

O uso de Tadalafila em jovens sem orientação médica representa um risco à saúde física e emocional. Para quebrar esse ciclo, entre em contato com o Dr. Paulo Egydio. Com acompanhamento médico, jovens podem ser corretamente orientados quanto aos riscos, cuidados e possibilidades de tratamento da saúde sexual.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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