Alguns medicamentos para calvície podem causar disfunção erétil em alguns homens, especialmente a finasterida e a dutasterida.
A popularidade dos tratamentos para calvície masculina trouxe relatos associando esse tipo de medicamento à disfunção erétil.
Embora esse risco seja baixo, está relacionado principalmente à finasterida, que reduz os níveis de dihidrotestosterona (DHT), hormônio envolvido na progressão da calvície.
A maioria dos homens utiliza esse tratamento sem apresentar efeitos colaterais sexuais. Ainda assim, é importante conhecer os possíveis riscos antes de iniciar o uso do medicamento.
A seguir, conheça quais medicamentos para queda de cabelo podem afetar a função sexual, como eles agem no organismo e quando procurar avaliação médica.
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Remédio para calvície causa disfunção erétil?
Alguns medicamentos para calvície podem causar disfunção erétil, embora esse efeito colateral seja incomum.
Segundo um artigo de revisão, os medicamentos mais associados a alterações na função sexual são a finasterida e a dutasterida. Eles reduzem os níveis de dihidrotestosterona, hormônio derivado da testosterona que participa do desenvolvimento da calvície e também desempenha funções relacionadas à saúde sexual masculina.
Apesar dessa associação, a maioria dos homens não apresenta disfunção erétil durante o tratamento. Ainda assim, especialistas recomendam que os pacientes sejam informados sobre esse possível efeito adverso antes de iniciar o uso, principalmente aqueles com histórico de disfunção erétil, idade mais avançada ou outros fatores de risco para alterações da função sexual.

Relação entre finasterida e libido
A finasterida pode influenciar a libido em alguns homens porque reduz os níveis de dihidrotestosterona.
Possíveis efeitos colaterais
De acordo com um estudo que avaliou a relação entre finasterida e saúde sexual, os efeitos colaterais sexuais são incomuns.
Disfunção erétil, alterações na ejaculação e diminuição da libido foram observadas em menos de 2% dos usuários. Em uma das pesquisas analisadas, a incidência desses efeitos caiu para 0,3% após cinco anos de tratamento.
A explicação mais aceita é que a finasterida reduz a produção de DHT, hormônio envolvido tanto na progressão da calvície quanto em mecanismos relacionados ao desejo sexual.
No entanto, o papel exato do DHT na função sexual masculina ainda não está totalmente esclarecido, e mais estudos são necessários para compreender essa relação.
Síndrome após finasterida
Outra condição associada ao medicamento é a chamada síndrome pós-finasterida, caracterizada pela persistência de sintomas sexuais, físicos e neuropsiquiátricos após a interrupção do tratamento.
Entre os sintomas relatados estão disfunção erétil, redução da libido, alterações da ejaculação, diminuição do prazer sexual, fadiga, dificuldade de concentração, problemas de memória e insônia.
Apesar dos relatos existentes, a síndrome ainda é motivo de debate na comunidade científica. Muitos estudos apresentam limitações metodológicas, e especialistas ressaltam a necessidade de pesquisas mais robustas para esclarecer sua prevalência, causas e mecanismos.
Dutasterida pode afetar a função sexual?
A dutasterida pode afetar a função sexual em alguns homens. Essa redução tem sido associada a efeitos como diminuição da libido, disfunção erétil e alterações na ejaculação.
Possíveis efeitos colaterais
Um estudo que avaliou homens entre 18 e 50 anos comparou o uso de dutasterida 0,5 mg com placebo durante 24 semanas, seguido de mais 24 semanas sem tratamento.
Durante o uso da dutasterida, houve maior frequência de diminuição da libido, disfunção erétil e alterações na ejaculação em comparação ao grupo placebo. No entanto, esses efeitos foram, em sua maioria, leves ou moderados.
Após a suspensão do medicamento, a função sexual retornou aos níveis observados antes do tratamento, indicando que os efeitos tendem a ser temporários e reversíveis.
As evidências atuais sugerem que a dutasterida pode estar associada a alterações na função sexual em alguns usuários, mas essas alterações tendem a desaparecer após a interrupção do tratamento.
Diferenças em relação à finasterida
Uma pesquisa comparativa entre dutasterida e finasterida analisou três estudos clínicos envolvendo 576 homens com calvície.
Os autores concluíram que a dutasterida foi mais eficaz para estimular o crescimento dos cabelos, pois reduz os níveis de dihidrotestosterona de forma mais intensa.
Apesar disso, a pesquisa não encontrou diferença significativa entre os dois medicamentos em relação ao risco de efeitos colaterais sexuais, como alterações na função erétil, diminuição da libido e distúrbios ejaculatórios.
Tratamentos para calvície mais comuns
A finasterida e a dutasterida são os medicamentos mais utilizados no tratamento da calvície androgenética. Embora atuem de forma semelhante, apresentam algumas diferenças.
- Finasterida: reduz a produção de dihidrotestosterona. A dose mais utilizada é de 1 mg por via oral, uma vez ao dia, de preferência sempre no mesmo horário. Os primeiros resultados costumam aparecer após cerca de três meses de uso contínuo.
- Dutasterida: o medicamento bloqueia de forma mais intensa a conversão da testosterona em DHT, o que pode favorecer o crescimento capilar. A dose habitual é de 0,5 mg por via oral, uma vez ao dia, e os resultados também costumam surgir após aproximadamente 3 meses de tratamento.
Consulte também conteúdos sobre estratégias complementares para saúde sexual masculina
Quando procurar um urologista?
Procure um urologista se, após iniciar o tratamento para calvície, surgirem e persistirem por algumas semanas sintomas como dificuldade para obter ou manter a ereção, redução da libido ou alterações na ejaculação.
A avaliação médica é importante para identificar se esses sintomas estão relacionados ao medicamento ou a outras condições, como diabetes, doenças cardiovasculares, alterações hormonais, ansiedade, depressão ou uso de outros medicamentos.
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