A recuperação sexual após cirurgia urológica pode se tornar um fardo emocional se o paciente não tiver acesso a orientações claras de seu médico.
As cirurgias urológicas provocam mudanças na vida do homem, e não apenas nas estruturas como próstata, pênis, testículo, rins, bexiga ou uretra.
A região pélvica, onde essas estruturas estão localizadas, está muito ligada a autoestima, confiança e bem-estar sexual. Por isso, durante o pós-operatório, muitas dúvidas podem surgir e dificultar a adaptação do paciente ao novo cenário.
No entanto, a experiência clínica mostra que muitos homens podem retomar a atividade sexual após esse tipo de cirurgia, especialmente quando há acompanhamento adequado e adesão ao plano de recuperação, sempre considerando as particularidades de cada caso.
A seguir, entenda quais fatores podem influenciar a função sexual após uma cirurgia urológica e como essas informações podem ajudar na preparação para o retorno à prática sexual.
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Por que a recuperação sexual preocupa tantos homens após uma cirurgia urológica
A recuperação sexual após cirurgia urológica reúne aspectos fisiológicos, psicológicos e de identidade, o que pode tornar esse processo complicado.
Os procedimentos realizados na região pélvica podem gerar, inicialmente, desconforto, com dores e limitações físicas que geralmente são temporárias.
Além disso, as intervenções tendem a provocar mudanças na aparência ou no funcionamento da área operada, o que pode causar uma certa estranheza até o paciente se adaptar.
O homem pode se preocupar, ainda, com seu desempenho sexual após cirurgia, devido ao medo de disfunção erétil.
Dúvidas relacionadas a ereção, ejaculação, sensibilidade e prazer podem causar estresse emocional e levando alguns pacientes a evitarem relações sexuais.
É comum que sentimentos negativos como tristeza, ansiedade, irritabilidade e medo surjam durante esse período.
Por isso, é fundamental conversar desde cedo com o urologista sobre riscos, tempo de recuperação, possíveis efeitos colaterais e tratamentos complementares. Essa atitude ajuda a reduzir a ansiedade e aumenta a confiança durante a recuperação.
Mitos comuns sobre a recuperação sexual — e o que é verdade
A vida sexual após cirurgia urológica pode ser muito prazerosa, mas para isso é preciso esclarecer os mitos sobre recuperação sexual e se preparar para esse momento.
Mito 1: “Toda cirurgia urológica causa impotência”
Embora cirurgias urológicas possam aumentar significativamente o risco de impotência, não é correto afirmar que todas causam disfunção erétil de forma automática ou irreversível.
A disfunção erétil nesse tipo de cirurgia ocorre em decorrência de danos aos vasos ou nervos.
Entretanto, quando o procedimento é realizado por profissionais qualificados, que avaliam o caso com antecedência e planejam uma estratégia cirúrgica individualizada, podem ser adotadas medidas que visam reduzir esse risco, dentro dos limites de cada situação clínica.
Mito 2: “A ereção nunca volta ao normal”
Em muitos casos, pode haver algum grau de recuperação da função erétil. Porém, nem sempre a recuperação após a cirurgia se aproxima do nível pré-operatório ou é retomada de forma completa.
O tempo e a taxa de recuperação variam conforme idade, função erétil prévia, tipo de tratamento e conservação dos nervos e vasos, além da adesão ao processo de reabilitação e do acompanhamento médico.
Mito 3: “Evitar o sexo por muito tempo é melhor para se recuperar”
A abstinência prolongada não é necessariamente benéfica para a recuperação. Considerar as orientações do urologista para cada caso é essencial.
As recomendações variam por procedimento. No caso do implante de prótese peniana, após a alta médica, é importante que o homem volte a praticar sexo para se adaptar e avaliar a satisfação em relação ao implante.
Mito 4: “Medicamentos para ereção são a única solução”
Se o paciente apresentar impotência após cirurgia urológica, é possível realizar um tratamento personalizado para a retomada da função erétil e reabilitação peniana.
Os medicamentos orais (PDE5-inibidores) são a primeira linha de tratamento.
Se o paciente não obtiver uma resposta satisfatória, é possível tentar aplicar injeções intracavernosas antes das refeições. A última alternativa é o implante de prótese peniana, indicado para casos severos.
Em paralelo, o urologista pode recomendar terapias complementares, como dispositivos de vácuo, ondas de choque ou fisioterapia específica para a região peniana.
Mito 5: “O desejo sexual sempre diminui após a cirurgia.”
Imediatamente após a cirurgia, o desejo sexual tende a diminuir devido a fatores como dores, estresse ou redução de testosterona se houver terapia hormonal.
Porém, conforme o paciente se recupera, alguns homens podem perceber melhora da libido e da qualidade de vida, sempre de acordo com o tipo de cirurgia realizada, o quadro clínico e o acompanhamento médico
Fatores que ajudam na recuperação da função sexual masculina
Durante o período pós-operatório, o urologista vai orientar o paciente sobre as melhores práticas que ajudarão na reabilitação peniana após cirurgia urológica. Confira algumas delas.
Fisioterapia pélvica e exercícios
A fisioterapia pélvica auxilia a fortalecer o assoalho pélvico – estruturas fundamentais para a ereção e controle da ejaculação durante a relação sexual.
A fisioterapia pode ser feita com equipamentos específicos ou realizada a partir dos exercícios Kegel, conforme indicado pelo médico.
Essas terapias podem ajudar a aliviar dores, contribuir para a recuperação da força, da coordenação e da resistência muscular, além de favorecer a circulação sanguínea na região peniana, quando indicadas e conduzidas por profissionais habilitados.
Cuidados com o pênis e com o corpo no pós-operatório
Ficar atento aos cuidados de higiene é muito importante para a recuperação da função sexual masculina.
A área operada deve estar sempre limpa, seca e protegida, conforme instruído pelo médico, para favorecer a cicatrização e evitar complicações como infecções.
Além disso, o paciente talvez precise utilizar dispositivos de reabilitação peniana, como bombas a vácuo, que podem estimular a circulação e auxiliar na prevenção de atrofia dos corpos cavernosos do pênis, contribuindo, em alguns casos, para o manejo da função erétil, conforme orientação médica.
Nesse caso, é preciso seguir as orientações do urologista, pois o uso inadequado pode provocar complicações.
Orientações do urologista e acompanhamento constante
Seguir as orientações do urologista no pós-operatório sexual é uma forma importante de favorecer uma recuperação mais segura e avaliar os resultados da cirurgia de maneira adequada, dentro das possibilidades de cada caso
Cada etapa do tratamento é pensada para favorecer a retomada da saúde sexual, e qualquer alteração deve ser feita apenas com orientação profissional.
Já os retornos periódicos permitem que o médico avalie a evolução do paciente, identifique precocemente possíveis complicações e tire suas dúvidas, tranquilizando-o inclusive em relação à função erétil e reabilitação peniana.
Dúvidas? Converse com o Dr. Paulo Egydio
Depois de uma cirurgia urológica, é comum que os homens tenham preocupações. Muitas vezes, eles não têm com quem compartilhar as dúvidas, mas conversar com o Dr. Paulo Egydio pode ajudar.
O profissional cuida há mais de 25 anos da saúde sexual masculina e compreende o que o paciente sente nesse momento. Ele vai abordar a ansiedade e expectativas na recuperação para que você realize o procedimento necessário para viver mais e melhor.
Leve suas perguntas ao Dr. Paulo Egydio. Fale com a nossa equipe e agende uma consulta para esclarecer cada passo da recuperação e da vida sexual após a cirurgia urológica.





