Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio
A prolactina estimula a produção do leite materno. Já nos homens, esse hormônio está relacionado à testosterona e à produção de espermatozoides, podendo contribuir também para a redução de ansiedade e estresse. No entanto, níveis excessivos de prolactina podem estar associados a problemas de saúde que afetam a qualidade de vida. Entenda melhor a seguir.
A saúde hormonal é um dos pilares do bem-estar masculino, mas muitas vezes recebe menos atenção do que deveria. Um exemplo é a prolactina, hormônio mais conhecido por sua relação com a produção de leite materno, mas que também exerce funções importantes no organismo masculino.
Quando ocorre desequilíbrio, a prolactina pode afetar a libido e o humor. Quer saber como identificar possíveis alterações e discutir opções de tratamento com o médico? A seguir, abordamos informações importantes para cuidar da saúde de forma mais ampla.
O que é prolactina e qual sua função no organismo?
O hormônio prolactina atua principalmente no desenvolvimento das glândulas mamárias para a produção de leite.
Também é produzido pela glândula hipófise no organismo masculino, embora em menor quantidade, e pode influenciar a produção de testosterona, espermatozoides e auxiliar na redução de ansiedade e estresse.
As funções da prolactina no homem são:
- Auxiliar na regulação da produção de testosterona;
- Contribuir para a produção de espermatozoides;
- Participar da modulação do sistema imunológico;
- Atuar na regulação do metabolismo;
- Apoiar a formação de novos neurônios;
- Influenciar a redução de ansiedade e estresse.
Valores da prolactina: quando está normal e alterado?
Geralmente, o nível de prolactina considerado normal no homem fica abaixo de 20 ng/mL (lembrando que esses valores podem variar entre laboratórios).
Já a prolactina acima de 20 ng/mL costuma ser caracterizada como elevada, mas é importante avaliar esse resultado em conjunto com o médico.
Causas da prolactina alta em homens
Também conhecida como hiperprolactinemia, o aumento do hormônio no organismo está associado as seguintes causas:
- Prolactinoma: tumor na glândula hipófise que pode ser resultado de fatores hereditários, uso de antieméticos, anti-histamínicos, antidepressivos, antiepilépticos e antipsicóticos, hipotireiodismo, tuberculose insuficiência renal e lesões no cérebro;
- Estresse crônico: estresse aumenta a produção de cortisol, o “hormônio do estresse” e isso afeta a produção de vários hormônios, dentre eles, a prolactina;
- Atividade física intensa: durante exercícios como levantamento de pesos, corridas de longa distância e treino de alta intensidade, o corpo libera cortisol para minimizar a inflamação causada pelo exercício e acelerar a recuperação.
Sintomas da prolactina alta em homens
Um dos sinais mais característicos é a ginecomastia (aumento das mamas).
Conheça outros sintomas:
- Cansaço excessivo;
- Alterações de humor, podendo chegar a depressão;
- Aumento da gordura abdominal;
- Perda de massa muscular;
- Perda de pelos;
- Baixa libido;
- Disfunção erétil;
- Redução do volume da ejaculação;
- Infertilidade.
Em situações mais incomuns, a ginecomastia relacionada à prolactina alta pode levar à secreção de leite pelos mamilos. Além disso, alguns homens podem ter sintomas como dor de cabeça, alterações visuais (por atrofia do nervo óptico) ou até perda de algumas funções sensoriais e motoras, especialmente quando há tumor na hipófise.
Impactos da hiperprolactinemia não tratada na função sexual masculina
O excesso de prolactina pode contribuir para a redução dos níveis de testosterona, pois interfere na secreção de gonadotrofinas (LH e FSH), hormônios que estimulam a produção de testosterona.
Com menos testosterona disponível, podem ocorrer alterações na libido e na capacidade de obter ou manter uma ereção, já que o hormônio auxilia o fluxo sanguíneo peniano.
Esse quadro pode ser um dos fatores envolvidos na disfunção erétil, merecendo avaliação médica para diagnóstico e acompanhamento adequados.
Como alterações na prolactina são diagnosticadas?
Para validar se há mudanças nos níveis hormonais, o urologista solicita o exame de prolactina, após ouvir os sintomas descritos pelo paciente.
Esse exame nada mais é do que um exame de sangue convencional que dura poucos segundos. Além de não incluir jejum, a preparação exige não fazer atividade física intensa 30 minutos antes do exame, nem usar biotina ou suplementos à base dele 72 horas antes.
Níveis de prolactina acima de 100 ng/mL podem sugerir prolactinoma, o tumor na hipófise.
Tratamentos recomendados
O tratamento para prolactina alta depende diretamente da causa do desequilíbrio hormonal.
- Causa medicamentosa: o médico pode ajustar a dose ou substituir o medicamento relacionado ao aumento da prolactina.
- Tumor (prolactinoma): costumam ser prescritas medicações como cabergolina ou bromocriptina. Em casos específicos, pode haver indicação de cirurgia.
- Disfunção erétil: em situações persistentes, o urologista pode considerar o uso de medicamentos orais ou, em último caso, a implantação de prótese peniana.
Cada escolha terapêutica deve ser individualizada, considerando as particularidades de cada paciente.
Como gerenciar níveis de prolactina na rotina?
É possível manter o equilíbrio hormonal e ter níveis adequados de prolactina adotando práticas simples na rotina.
- Dormir bem, o que é possível incorporando hábitos saudáveis como alimentação leve à noite, tomar chás relaxantes, fazer alguma técnica de relaxamento e não usar dispositivos eletrônicos antes de dormir;
- Ter uma dieta saudável, com gorduras boas presentes no salmão, abacate, ovos e carne vermelha;
- Não beber em excesso e não fumar.
Cuide da sua saúde
Manter níveis adequados de prolactina é parte importante de um cuidado mais amplo com a saúde hormonal. Isso pode impactar positivamente a qualidade de vida, autoestima e bem-estar geral.
Esteja atento(a) a possíveis sintomas e busque avaliação médica sempre que notar algo fora do comum.
Hábitos saudáveis e consultas regulares com o urologista são fundamentais para alcançar e manter o equilíbrio hormonal. Para mais informações e dicas, acompanhe o blog do Dr. Paulo Egydio e saiba como cuidar da saúde masculina de forma completa. Sua saúde merece atenção constante!





