O que acontece quando a prolactina está alta? Sintomas, causas e tratamentos

O que acontece quando a prolactina está alta? Sintomas, causas e tratamentos

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A prolactina estimula a produção do leite materno. Já nos homens, esse hormônio está relacionado à testosterona e à produção de espermatozoides, podendo contribuir também para a redução de ansiedade e estresse. No entanto, níveis excessivos de prolactina podem estar associados a problemas de saúde que afetam a qualidade de vida. Entenda melhor a seguir.

A saúde hormonal é um dos pilares do bem-estar masculino, mas muitas vezes recebe menos atenção do que deveria. Um exemplo é a prolactina, hormônio mais conhecido por sua relação com a produção de leite materno, mas que também exerce funções importantes no organismo masculino.

Quando ocorre desequilíbrio, a prolactina pode afetar a libido e o humor. Quer saber como identificar possíveis alterações e discutir opções de tratamento com o médico? A seguir, abordamos informações importantes para cuidar da saúde de forma mais ampla.

O que é prolactina e qual sua função no organismo?

O hormônio prolactina atua principalmente no desenvolvimento das glândulas mamárias para a produção de leite.

Também é produzido pela glândula hipófise no organismo masculino, embora em menor quantidade, e pode influenciar a produção de testosterona, espermatozoides e auxiliar na redução de ansiedade e estresse.

As funções da prolactina no homem são:

  • Auxiliar na regulação da produção de testosterona;
  • Contribuir para a produção de espermatozoides;
  • Participar da modulação do sistema imunológico;
  • Atuar na regulação do metabolismo;
  • Apoiar a formação de novos neurônios;
  • Influenciar a redução de ansiedade e estresse.

uma metade de romã simulando o óvulo e a ilustração dos espermatozoides

Valores da prolactina: quando está normal e alterado?

Geralmente, o nível de prolactina considerado normal no homem fica abaixo de 20 ng/mL (lembrando que esses valores podem variar entre laboratórios).

Já a prolactina acima de 20 ng/mL costuma ser caracterizada como elevada, mas é importante avaliar esse resultado em conjunto com o médico.

Causas da prolactina alta em homens

Também conhecida como hiperprolactinemia, o aumento do hormônio no organismo está associado as seguintes causas:

  1. Prolactinoma: tumor na glândula hipófise que pode ser resultado de fatores hereditários, uso de antieméticos, anti-histamínicos, antidepressivos, antiepilépticos e antipsicóticos, hipotireiodismo, tuberculose insuficiência renal e lesões no cérebro;
  2. Estresse crônico: estresse aumenta a produção de cortisol, o “hormônio do estresse” e isso afeta a produção de vários hormônios, dentre eles, a prolactina;
  3. Atividade física intensa: durante exercícios como levantamento de pesos, corridas de longa distância e treino de alta intensidade, o corpo libera cortisol para minimizar a inflamação causada pelo exercício e acelerar a recuperação.

Sintomas da prolactina alta em homens

Um dos sinais mais característicos é a ginecomastia (aumento das mamas).

Conheça outros sintomas:

  • Cansaço excessivo;
  • Alterações de humor, podendo chegar a depressão;
  • Aumento da gordura abdominal;
  • Perda de massa muscular;
  • Perda de pelos;
  • Baixa libido;
  • Disfunção erétil;
  • Redução do volume da ejaculação;
  • Infertilidade.

Em situações mais incomuns, a ginecomastia relacionada à prolactina alta pode levar à secreção de leite pelos mamilos. Além disso, alguns homens podem ter sintomas como dor de cabeça, alterações visuais (por atrofia do nervo óptico) ou até perda de algumas funções sensoriais e motoras, especialmente quando há tumor na hipófise.

Impactos da hiperprolactinemia não tratada na função sexual masculina

O excesso de prolactina pode contribuir para a redução dos níveis de testosterona, pois interfere na secreção de gonadotrofinas (LH e FSH), hormônios que estimulam a produção de testosterona.

Com menos testosterona disponível, podem ocorrer alterações na libido e na capacidade de obter ou manter uma ereção, já que o hormônio auxilia o fluxo sanguíneo peniano.

Esse quadro pode ser um dos fatores envolvidos na disfunção erétil, merecendo avaliação médica para diagnóstico e acompanhamento adequados.

Como alterações na prolactina são diagnosticadas?

Para validar se há mudanças nos níveis hormonais, o urologista solicita o exame de prolactina, após ouvir os sintomas descritos pelo paciente.

Esse exame nada mais é do que um exame de sangue convencional que dura poucos segundos. Além de não incluir jejum, a preparação exige não fazer atividade física intensa 30 minutos antes do exame, nem usar biotina ou suplementos à base dele 72 horas antes.

Níveis de prolactina acima de 100 ng/mL podem sugerir prolactinoma, o tumor na hipófise.

paciente estende seu braço para que médica retire seu sangue

Tratamentos recomendados

O tratamento para prolactina alta depende diretamente da causa do desequilíbrio hormonal.

  • Causa medicamentosa: o médico pode ajustar a dose ou substituir o medicamento relacionado ao aumento da prolactina.
  • Tumor (prolactinoma): costumam ser prescritas medicações como cabergolina ou bromocriptina. Em casos específicos, pode haver indicação de cirurgia.
  • Disfunção erétil: em situações persistentes, o urologista pode considerar o uso de medicamentos orais ou, em último caso, a implantação de prótese peniana.
    Cada escolha terapêutica deve ser individualizada, considerando as particularidades de cada paciente.

Como gerenciar níveis de prolactina na rotina?

É possível manter o equilíbrio hormonal e ter níveis adequados de prolactina adotando práticas simples na rotina.

  1. Dormir bem, o que é possível incorporando hábitos saudáveis como alimentação leve à noite, tomar chás relaxantes, fazer alguma técnica de relaxamento e não usar dispositivos eletrônicos antes de dormir;
  2. Ter uma dieta saudável, com gorduras boas presentes no salmão, abacate, ovos e carne vermelha;
  3. Não beber em excesso e não fumar.

Cuide da sua saúde

Manter níveis adequados de prolactina é parte importante de um cuidado mais amplo com a saúde hormonal. Isso pode impactar positivamente a qualidade de vida, autoestima e bem-estar geral.

Esteja atento(a) a possíveis sintomas e busque avaliação médica sempre que notar algo fora do comum.

Hábitos saudáveis e consultas regulares com o urologista são fundamentais para alcançar e manter o equilíbrio hormonal. Para mais informações e dicas, acompanhe o blog do Dr. Paulo Egydio e saiba como cuidar da saúde masculina de forma completa. Sua saúde merece atenção constante!

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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