O que acontece com o pênis à medida que você envelhece: 10 mudanças explicadas

Chão com pedras amarromzadas, ampulheta de hastes de madeira e areia azul com metade do conteúdo em cima e metade embaixo um pouco enterrada e fundo desfocado representando as mudanças penianas com o passar do tempo

O que acontece com o pênis à medida que você envelhece: 10 mudanças explicadas

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Mudanças penianas, como diminuição da sensibilidade, encolhimento e afinamento são comuns durante o envelhecimento. Mas, existem algumas condições com as quais você deve se preocupar. Saiba quais são e como envelhecer com saúde e disposição! Todo homem vai experimentar algumas mudanças penianas ao longo da vida. Esse é um processo normal, que faz parte do envelhecimento. Só que, em alguns casos, pode comprometer a saúde física, sexual ou emocional. O pênis tende a mudar principalmente à medida que um homem envelhece. Alterações hormonais e no fluxo sanguíneo, o surgimento de doenças e a adoção de um estilo de vida não tão saudável contribuem para essa situação.

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O que acontece com o pênis conforme envelhecemos?

Conforme o homem envelhece, particularmente após completar 60 anos, o pênis fia mais sujeito a disfunção erétil e ao desenvolvimento de fibroses.

De modo geral, as ereções noturnas ou matinais deixam de apresentar boa qualidade e podem até mesmo desaparecer. Esse é um indício de uma disfunção erétil orgânica. Com essa deterioração, os tecidos penianos recebem baixa oxigenação, o que gera considerável vulnerabilidade para o risco de fibroses.

Mudança 1: Diminuição da sensibilidade

A sensibilidade peniana depende de uma boa condição cerebral para que você possa se erotizar. Ao envelhecer, o desejo sexual tende a diminuir, em decorrência da queda da testosterona. Além disso, condições como o diabetes alteram aspectos neurológicos que provocam a perda de sensibilidade. Se o homem desenvolver uma fibrose peniana próxima dos nervos, a sensibilidade também pode mudar. Além disso, a erotização depende da confiança que o homem tem em si mesmo. Aqueles que ficam ansiosos com o desempenho ou que têm uma relação amorosa abalada podem desfrutar menos da sensibilidade peniana.

Mudança 2: Dificuldade em gozar e ter orgasmos

A queda de hormônio masculino – o hipogonadismo – pode vir acompanhada de uma queda da libido e do desejo sexual. Quando isso acontece, o homem tem mais dificuldade para se erotizar, para estar atento ao momento e para desfrutar da relação sexual. Assim, a sua vida sexual perde a qualidade.

Mudança 3: Volume da ejaculação

A ejaculação é uma contração muscular necessária para empurrar o sêmen para fora. Conforme envelhece, a força dos jatos enfraquecem e, muitas vezes, a ejaculação apenas escorre pela ponta do pênis. A quantidade de líquido ejaculado também muda, pois a produção de semen diminui. Pacientes que removeram a próstata, por exemplo, sequer ejaculam. Em alguns casos, como em homens diabéticos, a ejaculação pode subir para a bexiga e sair na urina – o que configura um quadro de ejaculação retógrada, e que não apresenta riscos para a saúde.

Mudança 4: Alteração na curvatura

A formação de fibroses no pênis limita a expansão e a elasticidade dos tecidos, o que propicia o aparecimento de curvaturas no pênis. Esses desvios podem se apresentar em qualquer direção (para cima, para baixo ou para os lados) e, às vezes, atingem graus severos que inviabilizam uma vida sexual de qualidade. Fundo desfocado em tom de azul com relógio de corrente dourada, redondo, de fundo branco e números e ponteiros pretos em primeiro plano simbolizando as mudanças penianas com o passar dos anos

Mudança 5: Encolhimento do pênis

O pênis é um cilindro hidráulico pressurizado, e o pênis diminui com a velhice em alguns casos, pois pode haver a perda de elasticidade do membro, causando encurtamento dos tecidos. Se o cilindro perder elasticidade de ambos os lados na mesma proporção, o pênis terá o tamanho reduzido sem curvatura. No entanto, quando um lado está mais restrito, ao ficar ereto, o pênis também ficará curvado.

Mudança 6: Afinamento do pênis

Mais uma das mudanças penianas causadas pela perda da elasticidade dos tecidos é o afinamento do membro. Nesse caso, a perda se dá na circunferência (parcial ou total), deixando o pênis afinado, o que pode ocorrer em um ou mais pontos.

Mudança 7: Disfunção erétil

Para que a ereção ocorra, é necessário um balanço fisiológico entre a quantidade de sangue que entra e sai do pênis. Com o envelhecimento e as doenças crônicas associadas à idade, esse equilíbrio fica cada vez mais difícil. Como consequência, o homem pode apresentar dificuldade ou incapacidade de ter, ou manter uma ereção – a chamada disfunção erétil. A disfunção erétil pode ser orgânica ou psicológica. Entretanto, nessa fase da vida, é muito comum que a condição seja orgânica.

Mudança 8: Tempo de ereção

Um dos sinais da disfunção erétil é não conseguir manter a ereção por muito tempo. Muitas vezes, os homens que ainda têm ereções percebem que a duração delas já não é mais a mesma, e isso acaba gerando uma certa ansiedade que prejudica ainda mais a manutenção do pênis ereto.

Mudança 9: Ejaculação precoce

Por não conseguirem segurar a ereção por muito tempo, os homens acabam ejaculando mais cedo. A pressão e o medo de não conseguir performar bem podem atrapalhar ainda mais, fazendo com que o homem tenha uma ejaculação precoce.

Mudança 10: Insatisfação com o pênis

As mudanças penianas podem deixar o homem insatisfeito e frustrado com o seu pênis, levando-o a quadros de ansiedade, depressão, isolamento social e problemas nas relações. O impacto psicológico é intensificado por outras mudanças que costumam acontecer nessa fase da vida, como declínio da saúde, filhos que saem de casa e aposentadoria, para citar alguns exemplos. Vale lembrar que alguns tratamentos para a saúde mental podem interferir na saúde sexual.

Porque essas mudanças acontecem?

As mudanças penianas ocorrem devido aos impactos do envelhecimento. A partir de uma certa idade, os homens se tornam mais propensos a alterações hormonais e no fluxo sanguíneo, além das consequências de maus hábitos ao longo da vida, como o tabagismo. Além disso, os homens ficam mais suscetíveis a algumas condições que interferem na região peniana. É o caso do câncer de próstata, cujo tratamento cirúrgico pode acarretar em disfunção erétil permanente.

O que fazer para preservar a saúde peniana?

Cuidar do pênis em todas as etapas da vida é fundamental para que o homem envelheça com uma boa saúde peniana. Manter as consultas médicas em dia, evitar hábitos ruins e praticar sexo com segurança são atitudes essenciais que contribuem para que o pênis se mantenha saudável por toda a vida.

Como cuidar da saúde do pênis?

Para lidar com as mudanças no pênis e o avanço da idade, é de extrema importância que os homens contem com auxílio profissional para um envelhecimento saudável. Médicos como clínico geral, geriatra, endocrinologista, cardiologista e urologista vão ajudar o paciente a prevenir doenças e a gerenciar as condições que eles já possam estar enfrentando. Um urologista, particularmente, ajudará o paciente a ter qualidade de vida sexual, seja com orientações para as relações, com o diagnóstico de condições como disfunção erétil e Doença de Peyronie, ou com tratamento de problemas que atrapalham a hora H. Além disso, adotar um estilo de vida saudável é essencial para que o homem viva mais e melhor. Alimentação equilibrada, atividade física e evitar o estresse são a base para uma boa saúde. As mudanças penianas fazem parte da vida desde o nascimento. Com o passar dos anos, o seu pênis vai mudar muitas vezes, mas durante a vida adulta, você sempre pode contar com o urologista para acompanhar se tudo vai bem com o seu amigo. Fale conosco e evite preocupações. Saiba mais: Aumento de pênis com prótese peniana Tipo de anestesia e tempo da cirurgia de prótese peniana Tipos de prótese peniana inflável: escolha o modelo correto Sexo com prótese peniana Preço da prótese peniana: valores atuais Disfunção erétil e prótese peniana: dúvidas e tratamentos

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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