Interferon para Peyronie: como funciona e quando é indicado

Torso de médico usando jaleco branco e estetoscópio no pescoço segurando seringa com injeções de INTERFERON PARA peyronie na mão direita e frasco do medicamento da esquerda, usando luvas brancas

Interferon para Peyronie: como funciona e quando é indicado

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As injeções de Interferon para Peyronie é um tratamento de baixa adesão na urologia. A opção apresenta resultados limitados na literatura, especialmente nos casos de curvatura peniana severa.

O tratamento com Interferon para Doença de Peyronie já foi cuidadosamente avaliado pelos pesquisadores ao longo do tempo, e, apesar de ser benéfico para outras condições, o medicamento não costuma ser a primeira escolha em muitos protocolos clínicos.

O Interferon é uma proteína produzida pelo corpo e, desde a década de 80, também em laboratório. Ele auxilia no combate a determinadas infecções virais, cânceres e doenças autoimunes.

Há alguns anos, o medicamento passou a ser estudado como uma das opções de tratamento não cirúrgico para Peyronie, mas os resultados publicados mostram eficácia variável.

Veja o que a literatura científica descreve sobre esse tratamento e outras abordagens disponíveis.

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O que são as injeções de Interferon para Peyronie?

O Interferon é um medicamento injetável aplicado diretamente na fibrose peniana, estudado com a finalidade de reduzir a formação de colágeno, o que poderia contribuir para atenuar a curvatura

Existem variações dessa proteína. No caso da Doença de Peyronie, o Interferon alfa é o tipo utilizado.

Como o Interferon age na curvatura peniana?

O Interferon alfa para curvatura peniana é aplicado diretamente na placa de fibrose no interior do pênis.

A aplicação atua sobre o colágeno (material que deixa o tecido endurecido), diminuindo sua produção e estimulando a ação de enzimas que quebram o excesso de colágeno já formado.

Além disso, o medicamento desacelera o crescimento das células do tecido afetado, impedindo o aumento da placa.

Benefícios e riscos do Interferon

Em teoria, o benefício do Interferon seria ajudar a suavizar a curvatura peniana e potencial para influenciar aspectos da função peniana, de acordo com alguns estudos.

Entretanto, os resultados da eficácia das injeções de Interferon nos estudos clínicos ao longo do tempo foram inconsistentes e variaram muito na literatura.

O principal ensaio clínico multicêntrico controlado por placebo sobre o tema, de 2006, publicado no Journal of Urology, avaliou 117 pacientes. Neste estudo, o medicamento foi injetado na placa por 12 semanas.

Após o período, observou-se uma pequena melhora, de aproximadamente 10° a 13° no alinhamento peniano em comparação ao placebo, com grande variabilidade  – um resultado considerado modesto e que, em muitos casos, não elimina a necessidade de outras abordagens terapêuticas.

Vale lembrar que esse tratamento injetável para Doença de Peyronie pode ser desconfortável para a maioria dos pacientes, pois a injeção é feita diretamente no pênis. Além do receio no momento da aplicação, o paciente pode apresentar os seguintes efeito adversos:

  • Edema (inchaço);
  • Equimose;
  • Dor e sensibilidade;
  • Hematoma.

Além disso, um dos principais efeitos colaterais das injeções de Interferon são sintomas gripais. Eles tendem a ser mais relevantes do que o tratamento em si, o que contribui para justificar a baixa indicação do tratamento por urologistas especializados em Peyronie.

Imagem gráfica de injeções de Interferon para Peyronie sendo aplicada diretamente na fibrose do pênis

Interferon vs. Colagenase: qual a diferença?

Embora Interferon e Colagenase sejam terapias injetáveis para Peyronie, os medicamentos têm diferenças importantes.

Enquanto o Interferon é uma proteína com efeito antifibrótico, a Colagenase é uma enzima que atua de forma direta e seletiva sobre as fibras de colágeno da placa, fragmentando o colágeno e facilitando o alinhamento do pênis.

Também há diferenças quanto aos efeitos adversos ao analisar Interferon vs Colagenase para Peyronie. Estudos sugerem que a Colagenase tende a apresentar um perfil de tolerabilidade mais favorável em comparação ao Interferon.

Ambos os medicamentos têm uma eficácia limitada quando a curvatura peniana é muito acentuada. Porém, a Colagenase é uma terapia mais recente e, em estudos específicos, apresentou resultados superiores ao Interferon.

A Colagenase pode provocar uma melhora da curvatura entre 15 ° e 30 °, versus uma reversão máxima de 13° no caso da proteína. Mesmo assim, na maioria dos casos estudados, a melhora obtida não foi suficiente para recuperar plenamente a função penetrativa.

Além disso, é importante ressaltar que o tratamento com Colagenase não está disponível no país. Já o Interferon está regulamentado pela Anvisa e o custo do tratamento com Interferon para Peyronie é em torno de R$ 300.

Fale com o Dr. Paulo Egydio e saiba se Interferon é a melhor opção para o seu caso

A literatura médica atualmente considera as injeções de Interferon para Peyronie uma opção de pouca relevância e raramente utilizado como alternativa.

Existem outras opções terapêuticas que podem ser consideradas após uma avaliação do Dr. Paulo Egydio.

O profissional reúne mais de 25 anos de prática, estudos e congressos relacionados a homens que apresentam Doença de Peyronie.

Após uma consulta, o doutor poderá identificar a extensão das placas, o grau da deformidade e avaliar o impacto na vida sexual para recomendar um tratamento medicamentoso, injetável ou cirúrgico adequado para cada caso.

Agende um horário para conhecer expectativas realistas de tratamento para você, com a expertise de um urologista respeitado e empático.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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