Conheça o hormônio DHEA: para que serve e quando é necessário suplementar

Conheça o hormônio DHEA: para que serve e quando é necessário suplementar

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O hormônio DHEA é usado para emagrecimento, fortalecimento muscular, melhora de sintomas da depressão e de disfunções sexuais, como impotência sexual e baixa libido. Masa as pesquisas sobre os seus benefícios não são conclusivas. Entenda o que é e quando é preciso fazer sua reposição. A saúde masculina é impactada por diversos fatores hormonais, sendo o DHEA um dos protagonistas na manutenção do equilíbrio físico, sexual e emocional. Amplamente conhecido por suas promessas de benefícios, como aumento da libido, fortalecimento muscular e melhora do bem-estar geral, o DHEA também desperta questionamentos quanto à sua eficácia e segurança. Entender seu papel no organismo masculino e os impactos de sua deficiência é essencial para tomar decisões seguras sobre a saúde. Neste artigo, esclarecemos esses pontos para te ajudar.

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O que é DHEA?

O DHEA é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que estão localizadas acima dos rins. Por ser um hormônio precursor dos hormônios sexuais, como a testosterona, o DHEA é a matéria-prima que o organismo usa para produzi-los. Devido às vantagens que oferece, a suplementação é vendida em vários países com promessas de emagrecimento, ganho muscular, melhora da aparência da pele, combate à depressão e em questões sexuais como baixa libido e impotência. O DHEA é prescrito também para mulheres com atrofia vaginal na menopausa e no tratamento da infertilidade feminina.

Benefícios do DHEA para saúde masculina

Por atuar na produção de hormônios sexuais, os efeitos do DHEA podem estar relacionados à composição corporal, sexualidade e humor, incluindo:
  • redução da gordura corporal;
  • aumento da massa muscular;
  • aumentar a libido;
  • evitar a impotência;
  • melhorar o humor e combater depressão;
  • mais energia e vitalidade.

Função sexual e libido

Por atuar na produção de testosterona, hormônio responsável pelas características físicas e regulação da libido, o DHEA impacta a sexualidade masculina. Se seus níveis estão baixos, o homem tem menos energia e mais alterações de humor – fatores que podem reduzir a libido.

Saúde muscular e óssea

A redução dos níveis de DHEA enfraquece os ossos. Entretanto, a reposição desse hormônio para fortalecimento ósseo parece ser mais eficaz para as mulheres. Segundo uma pesquisa feita com homens e mulheres com duração de dois anos, a suplementação de DHEA combinada com vitamina D e cálcio mostrou mais resultados positivos para as voluntárias.

Energia e bem-estar

O DHEA pode influenciar os níveis de cortisol, hormônio relacionado ao estresse, o que em alguns casos pode estar associado a uma melhora de energia e bem-estar. O cortisol é um hormônio liberado em momentos de estresse físico e emocional para ajudar o corpo a lidar com essas situações. Mas, o excesso traz prejuízos como aumento do peso, problemas para dormir.

Saúde cardiovascular

O DHEA também traz vantagens à saúde cardiovascular. De acordo com estudo realizado pela Anatomical Society of Great Britain and Ireland, a terapia de reposição com homens e mulheres entre 65 e 75 anos mostrou-se positiva para reduzir o envelhecimento arterial e evitar o risco de AVC.

Saúde mental

Este artigo analisou 853 pessoas entre homens e mulheres distribuídos em 14 estudos. A conclusão foi que o DHEA melhora os sintomas depressivos. Mas, como as pesquisas analisadas não tinham voluntários com perfis parecidos, não é possível cravar que os efeitos do DHEA para depressão sejam válidos para todo mundo.

O que acontece no homem quando o DHEA está baixo?

Os níveis normais de DHEA em adultos são de 120 a 870 ng/dL. Quando está abaixo do esperado, homens podem enfrentar problemas como:
  • alterações de humor, como ansiedade e depressão;
  • dificuldade de concentração e de memória;
  • aumento de peso;
  • baixa libido;
  • disfunção erétil.
homem sentado na cama cabisbaixo e a mulher encostada na cabeceira com ar decepcionado

Fatores que influenciam os níveis de DHEA

O auge da produção de DHEA é dos 20 aos 30 anos. Depois disso, há uma redução de 5% ao ano e, aos 70 anos a queda é de 80%. Também existem outras condições que reduzem os níveis de DHEA. Conheça:
  1. Problemas nas glândulas adrenais, que produzem o DHEA;
  2. Doenças autoimunes;
  3. Diabetes tipo 2;
  4. Problemas na tireoide;
  5. Uso de medicamentos, como os esteroides, por exemplo;
  6. Alimentação pobre em vitaminas C e B5, zinco e magnésio; nutrientes importantes para a saúde adrenal.

Sintomas de DHEA baixo

Nos momentos em que o DHEA está abaixo do esperado, outros sintomas comuns que afetam homens são:
  • cansaço persistente e falta de energia;
  • dificuldade para dormir.
  • depressão e ansiedade;
  • dificuldade de concentração e memória;
  • pele seca, acne e até envelhecimento precoce;
  • redução do desejo sexual;
  • dificuldade de ereção;
  • rigidez e dor nas articulações;
  • perda de massa muscular e de força.

O que fazer para regular o hormônio?

Adotar hábitos saudáveis é a melhor maneira de manter os níveis de DHEA regulados. Dormir bem, investir em técnicas de relaxamento como ioga e meditação para reduzir o estresse, praticar exercícios físicos e manter uma alimentação balanceada são pontos vitais. Essas são as melhores maneiras de regular o hormônio naturalmente. homem sentado em uma pedra com as pernas cruzadas

A suplementação de DHEA é eficaz?

A suplementação de DHEA é eficaz para os homens que comprovadamente estão com níveis baixos desse hormônio. Para saber se é preciso ou não repor esse hormônio é preciso buscar a orientação de um urologista.

Riscos e efeitos colaterais

Os riscos da reposição de DHEA são para os homens com:
  • histórico de câncer de próstata;
  • doenças cardíacas;
  • diabetes;
  • doenças no fígado;
  • problemas de coagulação.
Já os efeitos colaterais do DHEA são:
  • acne;
  • insônia;
  • ginecomastia (aumento das mamas);
  • aumentar os níveis do colesterol ruim;
  • alteração dos batimentos cardíacos.
Além do mais, o DHEA pode interferir na ação de medicamentos, como o triazolam, que é usado para tratar insônia grave. Nesse caso, a reposição tem potencial para aumentar os efeitos deste remédio.

Procure auxílio médico e evite automedicação

Embora o DHEA possa trazer benefícios importantes para homens com níveis hormonais baixos, sua reposição deve ser feita com cautela e acompanhamento profissional para evitar riscos e efeitos colaterais. Se você tem notado sintomas como baixa libido, dificuldade de ereção ou alterações no humor, não ignore esses sinais. Entre em contato com o Dr. Paulo Egydio para uma avaliação personalizada e para conhecer os tratamentos mais adequados para disfunção erétil. Sua saúde merece atenção especializada! Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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