A hepatite pode causar disfunção erétil porque o fígado ajuda o organismo a processar a testosterona, hormônio que regula a libido e a função erétil. Confira quais são os tratamentos para impotência de origem hepática.
A relação entre hepatite e disfunção erétil vai muito além do que muitos imaginam.
O fígado, órgão vital para o equilíbrio hormonal e a circulação sanguínea, exerce papel fundamental na saúde sexual masculina.
Quando ele está comprometido por doenças como a hepatite, todo o sistema responsável pela libido e pela ereção pode ser comprometido, afetando diretamente a qualidade de vida do homem.
Descubra, a seguir, porque a hepatite e outras doenças hepáticas podem levar à impotência masculina, quais são os tratamentos disponíveis e como adotar hábitos que protegem tanto o fígado quanto a saúde sexual.
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A hepatite pode causar impotência?
Sim, a hepatite pode causar impotência, principalmente quando provoca danos significativos ao fígado, como fibrose ou cirrose.
Pessoas com doenças hepáticas, como a hepatite e a cirrose, causam hipogonadismo, condição na qual os testículos produzem menos testosterona. Nesse caso, os sintomas são baixa libido e problemas de ereção.
Isso acontece porque o fígado regula o tempo que esse hormônio fica ativo no organismo. Além do mais, problemas no fígado aumentam a produção da proteína SHBG, que se liga à testosterona.
O excesso dessa proteína reduz a quantidade de testosterona livre, aquela que realmente age no organismo
Outra questão é que o fígado doente aumenta a atividade da enzima aromatase, responsável por converter testosterona em estrogênio, o hormônio feminino.
Mais estrogênio no organismo masculino resulta em afinamento da voz, aumento do tecido mamário, menos massa muscular e disfunções sexuais.
Dentre as doenças do fígado, a doença hepática alcoólica, que pode evoluir para cirrose se não tratada, é a alteração que mais causa disfunções sexuais.
Os níveis de testosterona diminuem significativamente nas 12 horas seguintes ao consumo de álcool. Tanto é que cerca de 80% dos alcoólatras apresentam impotência e redução da libido.

Sintomas e sinais de alerta da disfunção erétil causada pela hepatite
De acordo com este artigo que estuda a associação entre hepatite e disfunção erétil, problemas de ereção atingem entre 14% e 78% dos homens com hepatite viral crônica, ou seja, a inflamação persistente do fígado causada principalmente pelos vírus da hepatite B e hepatite C que pode durar a vida toda.
Em relação à hepatite B, a mesma publicação afirma que 76,4% dos homens pesquisados têm dificuldade para ter ereção e que 60,3% são casos graves.
Já a pesquisa conduzida pelo médico Clodoveo Ferri, da Universidade de Pisa (Itália), comparou 207 homens com hepatite C e 207 homens sem a doença. Cerca de 39% dos doentes tinham disfunção erétil contra 14% dos não-doentes.
O primeiro sinal de disfunção erétil causada pela hepatite é a dificuldade de ter ou manter uma ereção consistente, que inicialmente é ocasional e passa a ser frequente e persistente. Outro sintoma é a queda do desejo sexual.
Ambas disfunções são resultado da testosterona baixa, pois o comprometimento do fígado, além de impactar a produção do hormônio masculino, deixa a proteína SHBG que converte a testosterona em estrogênio mais ativa.
Problemas de ereção também são percebidos como efeitos colaterais do tratamento da hepatite.
Este artigo informa que o interferon, usado no tratamento da hepatite D reduz a libido e prejudica a função erétil. A mesma publicação reforça que medicamentos usados nos casos de depressão associada à hepatite B também colaboram para as alterações sexuais.
Tratamentos disponíveis para disfunção erétil em pacientes com hepatite
Tratamentos disponíveis para disfunção erétil em pacientes com hepatite incluem, primeiramente, o controle e tratamento da própria hepatite, para evitar a progressão do dano hepático e das alterações hormonais associadas.
Em casos mais avançados, como na cirrose, o transplante de fígado pode ser uma opção. Pesquisas mostram que o transplante hepático pode corrigir essas alterações hormonais, com possibilidade de melhora nos aspectos relacionados à função sexual, conforme relatado em alguns estudos.
A administração de medicamentos inibidores da PDE5 (como sildenafila ou tadalafila) é possível desde que não haja contraindicações em relação à função hepática.
Como prevenir a hepatite e outras doenças?
A prevenção das hepatites está associada a hábitos saudáveis, vacinação e boa higiene.
A vacinação é possível apenas para as hepatites A e B. Usar preservativo ajuda a prevenir a transmissão da hepatite B e C.
Ainda sobre a hepatite C, que não tem vacina, é fundamental não compartilhar objetos cortantes ou perfurantes, como agulhas, alicates e lâminas, e ter cuidados em procedimentos como tatuagens e piercings.
Por fim, adotar uma alimentação equilibrada, não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, praticar atividade física e fazer exames regulares, são medidas para manter a saúde do fígado e do corpo como um todo.
Conclusão
A hepatite pode estar associada à disfunção erétil. Em alguns casos, o tratamento adequado contribui para melhora do quadro.
Como os sintomas costumam aparecer apenas em fases mais avançadas, é essencial fazer exames de rotina e procurar um médico ao notar sinais como pele e olhos amarelados ou urina escura. O diagnóstico precoce ajuda a evitar complicações, inclusive na saúde sexual.
Agora que você conheceu a relação entre hepatite e disfunção erétil, continue aqui no blog do Dr. Paulo Egydio e confira informações úteis sobre disfunção erétil e cuidados com a saúde. Cuide-se!



