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Fraturas pélvicas são aquelas com dores na região pélvica ou do quadril e representam um grave risco ao paciente devido à complexidade dos ossos da pélvis. Saiba tudo sobre elas!
As fraturas pélvicas podem variar desde casos leves, que não envolvem deslocamentos significativos dos ossos, até lesões graves, com potencial para causar sequelas, comprometer funções vitais e causar sangramento com risco à vida, devido aos vasos sanguíneos e nervos na região.
Em pacientes de diferentes faixas etárias, as consequências e os tratamentos dessas fraturas podem variar bastante, exigindo um olhar individualizado. No caso dos homens, a disfunção erétil pode ser uma complicação, levando à necessidade de implante de prótese peniana para restaurar a qualidade de vida.
Saiba mais sobre esse importante assunto!
O que é fratura da pelve?
Fraturas pélvicas referem-se a qualquer tipo de lesão nos ossos do quadril, incluindo o ílio, ísquio, púbis e sacro, que formam o anel pélvico.
Essas lesões geralmente são causadas por traumas de alta intensidade, mas situações do dia a dia podem ocasionar alguma interrupção na continuidade dos ossos pélvicos.
Essas fraturas podem ser classificadas em fraturas estáveis e fraturas instáveis, dependendo de como o anel pélvico é afetado.
Dependendo da gravidade e da localização do trauma, as complicações podem variar de dor intensa até disfunções significativas.

Principais causas das fraturas na pelve
As principais causas das fraturas da pelve estão relacionadas a traumas severos, como:
- Quedas de altura;
- Escorregões;
- Acidentes de carro ou moto.
Pacientes idosos também são suscetíveis a esse tipo de fratura devido à prevalência da osteoporose. Essa condição enfraquece os ossos, tornando-os mais suscetíveis a fraturas mesmo com impactos leves.
Já os atletas podem sofrer uma condição conhecida como fratura por arrancamento, que ocorre quando um músculo ou tendão se desprende da pélvis, puxando parte do osso.
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Tipos de fraturas pélvicas
Os traumas da pelve são classificados em três tipos: estáveis, instáveis e abertos.
As fraturas estáveis geralmente envolvem uma única lesão e não causam grande deslocamento dos ossos, nem geram deformidades significativas.
Já as fraturas instáveis ocorrem quando múltiplas lesões comprometem o anel pélvico, resultando em deslocamentos ósseos e uma maior probabilidade de complicações. São essas que podem comprometer órgãos internos, vasos sanguíneos, nervos e estruturas musculoesqueléticas, além de causar hemorragias graves e afetar a mobilidade e a qualidade de vida.
Existe também a fratura pélvica aberta, que expõe os ossos ao ambiente externo, aumentando o risco de infecções.
Sintomas
Os sintomas mais comuns associados às fraturas pélvicas incluem:
- Dor na virilha e no quadril, especialmente ao mover a perna ou o tronco
- Hematomas na região afetada
- Dificuldade para caminhar ou manter-se em pé
- Hemorragia, em casos mais graves, devido a lesões em grandes vasos sanguíneos localizados na pélvis
Como o diagnóstico do problema é feito?
Para diagnosticar uma fratura da pelve, o médico pode solicitar uma radiografia ou uma tomografia computadorizada – particularmente no caso de fraturas mais complexas.
Com os exames, é possível avaliar o grau de deslocamento, a extensão e o tipo de fratura, informações essenciais para planejar o tratamento adequado.
Tratamentos recomendados
O tratamento das fraturas pélvicas depende da lesão.
Fraturas estáveis geralmente são tratáveis com repouso, medicação para a dor e fisioterapia.
As instáveis precisam de mais cuidados, incluindo uma cirurgia para a fixação dos ossos, seja com placas, parafusos ou outros dispositivos.
Em casos de fratura pélvica grave, o paciente pode necessitar de internação em pronto-socorro para estabilizar a lesão antes da operação.
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Cuidados e recomendações pós-tratamento
Independentemente do tipo de fratura, os pacientes vão precisar de um período de repouso, fundamental para a estabilização dos ossos. Em muitos casos, a reabilitação continua com a fisioterapia pélvica para restaurar a força e a mobilidade da região.
Pacientes que sofreram fraturas graves e passaram pela cirurgia precisam, ainda, de cuidados para evitar complicações como infecções e tromboses.

Cirurgias pélvicas podem causar disfunção erétil?
A possibilidade de desenvolver disfunção erétil é uma complicação das fraturas e das cirurgias pélvicas. Esse risco existe quando os nervos ou vasos sanguíneos que irrigam o pênis são afetados e danificados de forma permanente, principalmente em casos mais complexos, dificultando a funcionalidade peniana.
Como lidar com a impotência causada pelas fraturas pélvicas?
Se as fraturas pélvicas gerarem disfunção erétil permanente, o homem ainda pode ter uma boa qualidade de vida sexual com a colocação de uma prótese peniana maleável ou inflável, que dará complemento de rigidez ao pênis. Assim, o homem conseguirá ter uma ereção sempre que estiver erotizado.
É importante ressaltar que, para passar pela cirurgia de implante peniano, é preciso que o paciente esteja recuperado da lesão pélvica e reabilitado de cirurgias anteriores. Só assim será possível avaliar o impacto da intervenção pélvica na funcionalidade do pênis.

As fraturas pélvicas podem trazer prejuízos para a vida sexual do homem, mas também são muito perigosas para a integridade funcional do corpo. Esteja atento aos sinais de possíveis lesões, como dores na região, e procurar ajuda médica sempre que necessário.
Um diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar complicações graves, garantindo uma recuperação mais eficaz e preservando a qualidade de vida. Para lidar com a disfunção erétil em decorrência do problema, receba orientações do Dr. Paulo Egydio.



