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Homens com motilidade espermática baixa viveriam até 77,6 anos, enquanto os com motilidade alta chegariam a 80,3 anos, segundo pesquisa.
A qualidade seminal influencia a longevidade do homem, aponta um estudo publicado em março de 2025 na revista Human Reproduction. A capacidade dos espermatozoides de nadar em direção ao óvulo, essencial para a fertilização, está diretamente associada à saúde geral do indivíduo.
Pesquisadores analisaram amostras de sêmen de mais de 78 mil homens que passaram por testes de infertilidade na Dinamarca ao longo de 50 anos e constataram que aqueles com maior motilidade espermática viveram, em média, 2,7 anos a mais do que aqueles com motilidade espermática muito baixa.
Homens com motilidade espermática extremamente baixa (contagem total móvel entre 0 e 5 milhões por ml de sêmen) poderiam viver até 77,6 anos, enquanto aqueles com alta qualidade seminal (contagem total de espermatozoides móveis superior a 120 milhões por ml de sêmen) poderiam alcançar até 80,3 anos. Essa relação persiste independentemente de doenças prévias ou do nível educacional dos indivíduos analisados.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que uma amostra de sêmen saudável deve apresentar pelo menos 42% de espermatozoides com motilidade espermática adequada. No entanto, homens com menos de 5 milhões de espermatozoides móveis por mililitro de sêmen são diagnosticados com um quadro grave de oligospermia, condição associada à infertilidade.
A descoberta de que a qualidade seminal influencia a longevidade do homem é importante porque, além da fertilidade, a qualidade espermática pode servir como um marcador da condição geral de saúde do indivíduo. O estudo evidencia a importância de cuidar da qualidade espermática para promover uma vida mais longa e saudável.
Veja também: Entenda o que é qualidade seminal e sua relação com a fertilidade masculina


