Dor pélvica masculina: descubra quais são os sintomas e os tratamentos mais recomendados

homem com calça jeans e camiseta cinza com as mãos no abdômen perto do pênis.

Dor pélvica masculina: descubra quais são os sintomas e os tratamentos mais recomendados

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Na síndrome da dor pélvica masculina o homem sente dores nos músculos da região pélvica, abdômen, testículos e pênis. As causas podem ser infecções, estresse ou questões psicológicas. Descubra agora quais os sinais de alerta e os tratamentos da dor pélvica masculina.

A dor pélvica masculina causa dor nos músculos pélvicos, alterações na urina e disfunção sexual. Essa condição atinge de 2% a 10% dos homens e ainda não há clareza sobre as causas – a condição pode derivar de infecções, fatores genéticos e até mesmo estresse.

O tratamento engloba medicamentos e terapias alternativas como a acupuntura. Entenda melhor a seguir!

O que é a síndrome da dor pélvica?

A síndrome da dor pélvica masculina, conhecida pela sigla SDPC, é caracterizada por dor ou desconforto nos músculos pélvicos que no homem ficam abaixo da bexiga e do intestino. O problema pode durar de 3 a 6 meses, acompanhado por alterações na urina e alguma disfunção sexual.

O que causa a síndrome da dor pélvica em homens?

As causas da dor pélvica são diversas e abrangem:

  • questões neurológicas e endócrinas;
  • infecções, incluindo as sexualmente transmissíveis;
  • traumas na região anal;
  • fatores genéticos;
  • hiperplasia benigna prostática, conhecida como próstata aumentada.

A síndrome também está associada ao estresse, conforme estudo realizado pelos Departamentos de Urologia e Medicina Psicossomática da Universidade de Giessen, na Alemanha. Segundo a pesquisa, o sistema nervoso reage de maneira extrema e isso pode causar tensão muscular pélvica

Sintomas e sinais de alerta

Os principais sintomas da dor pélvica masculina são:

  1. Dor ao urinar;
  2. Maior necessidade em urinar, principalmente durante a noite (noctúria);
  3. Dificuldade para começar ou manter o fluxo de urina;
  4. Dor no períneo (localizado entre o ânus e o pênis);
  5. Dor nos testículos, pênis e na parte inferior do abdômen;
  6. Alguma disfunção sexual, podendo ser dor durante ou após a ejaculação ou dificuldade para ter ou manter a ereção.

um vaso sanitário com um rolo de papel higiênico sobre ele

Segundo documento elaborado em 2018 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, esses sinais podem se intensificar caso o homem tenha tendência à catastrofização da dor, condição em que o indivíduo pensa obsessivamente nos sintomas e passa a viver atormentado pela possibilidade de ser câncer ou qualquer outra doença grave.

Como aliviar a dor pélvica masculina?

A dor pélvica masculina pode ser aliviada com medicamentos para relaxar a próstata, medicamentos para disfunção erétil, fisioterapia e terapias como acupuntura, alongamento e ioga para tratar a ansiedade.

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Como o diagnóstico da síndrome é feito?

O diagnóstico é feito pelo urologista com base no histórico do paciente, exames físicos e de imagem.

um lupa sobre um fundo azul claro

Na avaliação física, o médico examina o abdômen, testículos, períneo, além de fazer o exame de próstata. O exame de PSA para medir os níveis do Antígeno Prostático Específico também pode ser solicitado para verificar se há problemas como o aumento não canceroso da glândula.

É possível ainda que o homem tenha que fazer cistoscopia, exame urológico de imagem cuja finalidade é analisar o interior da bexiga e uretra.

Para cravar o diagnóstico deve-se excluir doenças como infecção urinária, dores intestinais e orquite (inflamação nos testículos).

Quais são os tratamentos recomendados para síndrome da dor pélvica em homens?

O tratamento é individualizado, mas no geral é feito com:

Medicamentos

  • Alfa-bloqueadores como a doxazosina ou tansulosina, caso os sintomas sejam resultado de aumento da próstata. Esses medicamentos relaxam a glândula e alivia as alterações na urina;
  • Anti-inflamatórios e medicamentos para reduzir a percepção da dor pelo sistema nervoso central;
  • Para os casos de problemas de ereção, injeções penianas de 25 a 100mg de sildenafil 1 hora antes da relação sexual;
  • Se houver dor durante ou após a ejaculação, injeções de inibidores da recaptação da serotonina (20 a 40 mg de fluoxetina por dia) para aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida.

homem com jaleco branco com uma receita em uma mão e uma caixa de remédio em outra mão

Fisioterapia e acupuntura

  • A fisioterapia pélvica fortalece a musculatura e isso faz o paciente voltar a urinar normalmente e também ajuda a aliviar a dor;

Embora o artigoAcupuntura é eficaz para prostatite crônica/síndrome da dor pélvica crônica” relate que ainda não estão claros os benefícios da acupuntura na dor pélvica crônica, a terapia é útil porque atua na redução do estresse e ansiedade.

Como prevenir problemas pélvicos e suas consequências?

Para prevenir dor pélvica e suas consequências é preciso ter adotar as seguintes práticas:

  1. Exercícios para fortalecimento pélvico: ajudam no controle da micção e defecação, estabilização do tronco, na capacidade penetrativa e na ejaculação;
  2. Evitar a obesidade: o excesso de peso pressiona os músculos pélvicos;
  3. Não exagerar nas atividades físicas intensas: como levantamento de pesos, porque isso pressiona o assoalho pélvico. Mesclar esse tipo de exercício com alongamentos, pilates e ioga;
  4. Investir em alimentos anti-inflamatórios: como as folhas verdes, abacate, tomate, peixes ricos em ômega 3, frutas vermelhas, açafrão, soja e chá-verde.

A síndrome da dor pélvica masculina é a dor ou desconforto na região pélvica que irradia para o abdômen, testículos, pênis e períneo, acompanhada por alterações na urina e disfunções sexuais.

Caso você esteja com algum problema sexual, entre em contato com o Dr.Paulo e dê o primeiro passo para superá-lo. Conte com o suporte do especialista para recuperar a qualidade de vida e o bem-estar.

Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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