Doença de Peyronie: quando a curvatura peniana é um problema?

Doença de Peyronie: quando a curvatura peniana é um problema?

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A Doença de Peyronie representa um desafio relevante para a saúde sexual masculina, afetando não apenas a anatomia do pênis, com curvaturas anormais, mas também o bem-estar físico e emocional do paciente. Afinal, em muitos casos, a condição pode causar dor durante as ereções e impactar negativamente a vida sexual e a autoestima.

Por isso, é uma das principais reclamações que chegam ao consultório do Dr. Paulo Egydio, que tem ajudado muitos homens a entender melhor o problema e buscar o tratamento mais adequado para cada caso. Mas o que afinal é essa condição, o que ela causa e ainda mais importante: existe cura?

Continue lendo e entenda tudo sobre o tema no guia abaixo!

O que é a doença de Peyronie?

Resumidamente, a doença da Peryronie trata-se de uma curvatura peniana ocasionada em determinada fase da vida do homem, geralmente como consequência de traumas ou microtraumas que ocorrem durante o ato sexual. Em casos mais graves, por exemplo, o pênis chega a formar um “L” devido à sua tortuosidade.

A doença é caracterizada por uma cicatriz na túnica albugínea, o tecido que cobre o mecanismo de ereção do pênis, e costuma manifestar-se por meio de fibroses. Assim, com o passar do tempo, essa cicatriz deixa o tecido peniano com menor elasticidade, o que resulta em uma deformidade que só é perceptível durante a ereção.

Quando não tratada, essa curvatura evolui com o passar do tempo, tornando as relações sexuais muito difíceis ou até mesmo impossíveis, além de provocar dores na ereção.

Como surgiu o termo Peyronie?

Diagnosticada e descrita pela primeira vez em 1743, a doença levou o nome do primeiro médico que a diagnosticou, François Gigot de La Peyronie, que possuía célebres pacientes, como o Rei da França Luiz XV.

O que causa a doença de Peyronie?

Estudos mostram que a Doença de Peyronie advém de várias causas, como traumas e fraturas no pênis, diabetes, avanço da idade e outras. E muitas delas podem ser percebidas com uma auto avaliação, já outras só serão diagnosticadas com um exame urológico, como você confere nos tópicos a seguir:

O avanço da idade e os problemas de ereção

Com o passar dos anos, é comum que os homens passem por mudanças naturais no corpo, e isso inclui a saúde sexual. Afinal, a produção de colágeno diminui, a circulação sanguínea pode ficar comprometida e os níveis hormonais também sofrem alterações.

Esses fatores contribuem para uma maior propensão a microtraumas no pênis durante a relação sexual — muitas vezes sem que o homem perceba. E esses pequenos traumas, quando se repetem, podem levar ao surgimento de placas fibrosas características da Doença de Peyronie.

Além disso, o avanço da idade costuma vir acompanhado de dificuldades na ereção, que tornam o pênis menos rígido e, portanto, mais vulnerável a dobramentos ou lesões durante o sexo. A repetição dessas situações pode iniciar um processo de cicatrização interna que, com o tempo, gera curvatura e desconforto.

Traumas, fraturas e a fibrose peniana

A incidência de traumas e fissuras no pênis predispõe a formação da fibrose peniana. Isso acontece, normalmente, durante o ato sexual, sobretudo quando o homem está em uma posição que não lhe permite o controle da situação.

Nesses momentos, a atenção aos movimentos e o uso de lubrificação artificial são essenciais para que tudo flua bem na hora H, mesmo quando não há problemas em manter o pênis ereto.

Quando acompanhado de uma Curvatura Peniana Congênita, no entanto, os cuidados devem ser redobrados. Por isso, observe se o pênis escapa com frequência e procure um urologista se isso acontecer. Lembre-se que, esta é uma situação bastante comum em homens com uma curvatura acentuada, mas o calor do momento faz com que este sintoma passe despercebido.

Além disso, as fissuras provocadas pelos traumas ou fratura peniana tendem a iniciar ou piorar ainda mais a curvatura do pênis, e podem até agravar um problema, inicialmente mais simples, para a Doença de Peyronie.

Ou seja, ao experimentar dificuldade nas relações sexuais ou dores durante o ato, consultar-se com um urologista para uma avaliação presencial é mais do que necessário para que outras orientações sejam dadas.

Diabetes e a Doença de Peyronie

Homens com diabetes devem ter um cuidado extra com a Doença de Peyronie. Isso porque a elevação de glicose no sangue provoca danos no funcionamento dos vasos sanguíneos.

Como consequência, favorece o surgimento de fibroses sem que tenha havido um trauma no pênis; dificulta a cicatrização; além de ser a principal causa da disfunção erétil. Todos esses fatores, juntos, estão ligados às causas da Peyronie.

Uma ereção de qualidade está diretamente relacionada ao fluxo de sangue dentro do pênis, por isso é importante controlar a doença para que os vasos sanguíneos e os nervos que dão sensibilidade na região genital estejam saudáveis.

Cirurgias na próstata e Peyronie

O tratamento para câncer de próstata envolve tratamentos que podem trazer consequências danosas à saúde do homem. Algumas delas estão diretamente associadas às causas da Doença de Peyronie.

E a disfunção erétil e o aparecimento de fibroses no pênis são exemplos disso, e podem provocar, também, o encurtamento do pênis. Por isso, é importante tratar as consequências provocadas pelo câncer de próstata, como a perda de rigidez, tamanho e calibre do pênis, pois elas contribuem para o surgimento das deformidades penianas e piora progressiva da Peyronie.

Tipos de curvatura peniana

Além da Doença de Peyronie, há outro fator que pode deixar o pênis torto, esse de origem genética: A Curvatura Congênita ou Pênis Curvo do Jovem.

Neste caso, a elasticidade do tecido peniano já é formada com uma diferença entre eles desde o nascimento. No entanto, na Curvatura Congênita a tortuosidade só será notada durante a puberdade, devido ao desenvolvimento peniano, à maior frequência de ereções e ao início da vida sexual.

Essa pode ser uma característica perfeitamente normal e sem riscos de trazer futuras complicações.

Em alguns casos, não há necessidade de tratamento. Isso porque o simples acompanhamento e cuidados na hora do sexo são essenciais para que o homem prossiga com uma vida tranquila e feliz.

Importante também ressaltar que a avaliação de um urologista é muito importante para trazer as orientações necessárias ou definir se será preciso fazer algum tipo de tratamento para que o Pênis Curvo do Jovem não evolua para a Doença de Peyronie.

Como identificar os sintomas da Doença de Peyronie?

Se o seu pênis costumava ser reto mas, está ficando torto, é sinal de que algo não vai bem com a saúde do seu genital. Mais forte ainda são os indícios de que o problema seja a Doença de Peyronie.

Porém, não se preocupe: a Doença de Peyronie tem cura, mas ela pode ser amenizada ou até mesmo evitada quando diagnosticada precocemente. E para entender o que está acontecendo com o seu pênis, é importante conhecer os sintomas.

Assim, ao notar qualquer um desses sinais, procure ajuda médica para aumentar as chances de um tratamento eficaz:

Nódulos ou caroço no pênis

A presença de nódulos no pênis pode indicar a formação da fibrose peniana, também conhecida como tecido de cicatriz.

As placas superficiais podem ser percebidas por meio da palpação e normalmente se formam na parte superior do pênis, mas também podem ocorrer na parte inferior ou dos lados. Por isso, fique atento ao seu aparecimento, muitas vezes é possível identificá-las por meio do autoexame, ao apalpar o pênis em estado flácido.

Por outro lado, situações como fibroses mais profundas podem formar uma espécie de caroço no interior do pênis. Geralmente, elas só são identificadas após um exame detalhado dos corpos cavernosos, estruturas internas do pênis responsáveis pela ereção.

Dor no pênis durante a ereção

Dores frequentes no pênis durante a ereção podem ser o indício de uma situação mais grave, como a fase inflamatória da Doença de Peyronie.

A consulta com um urologista, nesse caso, pode identificar o problema para trazer as orientações necessárias.

Início da disfunção erétil

A dificuldade de ereção não é apenas um indicador da Doença de Peyronie, também pode ser a causa dela. Quando o pênis não está rígido o suficiente na hora da penetração, ele pode sofrer traumas ou microtraumas que, com o tempo, se transformam em um nódulo e evoluem para a Curvatura Peniana Adquirida.

Além disso, caso o paciente já tenha a Doença de Peyronie, a ereção também poderá ser prejudicada e a curvatura irá se agravar ainda mais.

Diminuição, afinamento ou acinturamento do pênis

A fibrose peniana está diretamente associada a uma menor elasticidade dos tecidos e, consequentemente, a sintomas como redução do tamanho, da espessura ou afinamento do membro.

Se isso acontecer, é fundamental deixar a vergonha de lado e buscar ajuda médica. Afinal, quanto antes o problema for diagnosticado, maior a chance de retomar uma vida sexual saudável e satisfatória.

Curvatura peniana acentuada

Normalmente, a curvatura traz problemas quando está acima de 30 graus. Sendo assim, caso ela evolua e impossibilite o sexo, é hora de buscar um especialista.

Se ela provocar dores em você ou na sua parceira(o), isso também é um indicativo que a saúde peniana não vai bem.

Quais as consequências da Doença de Peyronie?

Na Doença de Peyronie, o homem possui uma fibrose na túnica albugínea ou no interior do corpo cavernoso que traz consigo algumas consequências, como dificuldade em ter/manter ereções, afinamento peniano, movimentos curtos e outros.

Ou seja, problemas que interferem tanto na anatomia quanto na funcionalidade do pênis. Por isso, é importante tratar a Peyronie o quanto antes, pois estes aspectos estão diretamente relacionados à satisfação sexual e autoestima do homem.

Conheça outras consequências:

Curvatura peniana acentuada

A posição onde a fibrose se encontra dentro do pênis vai impactar, diretamente, em sua anatomia.

Isso porque ela provoca uma diferença na elasticidade dos tecidos penianos, que pode causar ou acentuar a curvatura para os lados, para baixo ou para cima, em direção ao umbigo. Se esta fibrose não for tratada, o pênis continuará entortando até um ponto que impede totalmente a penetração.

 

Diminuição, afinamento ou acinturamento do pênis

Da mesma forma que a fibrose interfere na curvatura do pênis, ela também provoca a sua diminuição, afinamento e até mesmo o acinturamento. Por esse motivo, é importante tratar não só a fibrose, mas também todos os impactos causados na anatomia do pênis.

Nesses casos, é possível fazer incisões de relaxamento para expandir os tecidos, possibilitando a recuperação das medidas perdidas.

Dificuldade em ter e manter a ereção

Com uma fibrose atrapalhando a circulação do sangue, é bem possível que o homem com Doença de Peyronie também apresenta dificuldades em manter uma ereção, ou até mesmo de tê-la.

Isto deve ser avaliado antes de realizar a cirurgia para tratar a fibrose, pois caso haja disfunção erétil vinculada à doença, será necessária a colocação de uma prótese peniana para que o homem recupere a sua vida sexual. Isso também tem o objetivo de evitar que o pênis desenvolva novas fibroses e volte a curvar novamente no futuro.

Dores ou desconforto na parceira(o)

Com o pênis torto, a penetração se torna um ato menos confortável tanto para o paciente quanto para a (o) sua (seu) parceira (o).

A curvatura acentuada faz com que o movimento de vai e vem provoque dores ou desconforto na outra pessoa, já que o pênis não está em sua anatomia natural, adequada ao sexo.

Posições restritas e movimentos curtos

Quando a Doença de Peyronie não impede totalmente as relações sexuais, ela pode restringir, e muito, as possibilidades de posições e movimentos realizados. Isso porque o homem terá que se preocupar constantemente para encontrar uma forma em que o encaixe seja possível, além de tomar cuidado extra para não causar outros traumas penianos, o que poderia agravar ainda mais a curvatura.

Tratamento para Peyronie: remédios, injeções ou cirurgia?

Como falamos, a Doença de Peyronie ainda que possa assustar pode ser tratada. Mas como isso realmente pode ser feito? Confira abaixo:

Tratamentos clínicos para a Doença de Peyronie

Existem várias razões pelas quais pacientes com Doença de Peyronie devem procurar um urologista. O fato de a condição ser amenizada ou até mesmo evitada com acompanhamento médico adequado está entre as principais.

Para começar, é importante que o homem entenda a necessidade de realizar consultas periódicas com o urologista desde a sua adolescência. Afinal, este hábito contribui para uma boa orientação sobre o início da vida sexual, já que ajuda na identificação de descontroles hormonais e possíveis problemas de ereção, uma das maiores causas da Doença de Peyronie.

Por uma questão cultural, no entanto, isso normalmente não acontece. Por essa razão, é comum o paciente chegar ao consultório de um urologista com graves queixas, e muitas vezes o diagnóstico é a Doença de Peyronie.

E já que não houve aconselhamento profissional sobre as formas de tratar o estágio inicial da doença, alguns hábitos e atitudes equivocados contribuem para agravar o caso, causando desconfortos físicos maiores e afetando, também, o psicológico e a autoestima do paciente.

Quando diagnosticada no início, o controle da Doença de Peyronie pode ser feito com o uso de medicamentos e o acompanhamento dos resultados durante um período médio de 6 meses. Durante este processo, o homem terá orientações específicas para impedir que a doença se agrave e, se houver a necessidade de cirurgia para corrigir a curvatura peniana, ele já estará preparado para realizar o procedimento e o médico terá todo o detalhamento da doença para um tratamento assertivo.

Tratamentos cirúrgicos para desentortar o pênis

Quando a Doença de Peyronie chega à segunda fase, também conhecida como cicatricial, o tratamento clínico, provavelmente, não fará mais efeito. Nesse caso, é indicada a realização de um procedimento cirúrgico.

A cirurgia pode resolver a curvatura acentuada e a diminuição do pênis causada pela doença de Peyronie. Além disso, corrigir o estreitamento e os problemas de disfunção erétil. Normalmente, o procedimento é feito com anestesia local e o paciente recebe alta hospitalar no mesmo dia.

O método cirúrgico através de múltiplas incisões consiste na expansão dos tecidos do pênis para recuperar tamanho e calibre. E existem diversos métodos capazes de oferecer um pênis reto e funcional. Entretanto, para isso, é essencial conversar com um especialista para definir qual é o tratamento mais indicado para o seu caso.

Ultrassom com doppler

O primeiro passo na busca do tratamento é a realização de um exame de ultrassom com doppler dos corpos cavernosos.

Trata-se de um exame que vai medir a funcionalidade do pênis com uma ereção induzida e ultrassom colorido em alta definição. Este ultrassom fornecerá imagens do interior do pênis para que o especialista verifique a existência de fibrose, se elas são superficiais ou profundas, se há algum problema de ereção vinculado, bem como medir a vascularização do pênis, ou seja, como anda a circulação de sangue dentro dele.

Com este resultado em mãos, será possível identificar o estágio da Doença de Peyronie para definir se o tratamento será iniciado com o uso de medicamentos, ou se o mais indicado será partir direto para a cirurgia.

O exame também fornece o grau exato da curvatura e identifica a região que será necessário expandir para a sua correção, bem como se há outros fatores associados, como a disfunção erétil, diminuição do tamanho e afinamento peniano.

Cirurgia para Doença de Peyronie: como funciona o pré e pós operatório?

O pré e pós-operatório da cirurgia para doença de Peyronie exigem alguns cuidados para que a recuperação do paciente aconteça de forma plena. No entanto, é importante esclarecer que nem todo homem que tem o pênis torto precisa de tratamento. Ou seja, se o paciente for diagnosticado com Doença de Peyronie, o tratamento não necessariamente precisa ser cirúrgico que, geralmente, é indicado para o paciente que a curvatura dificulta e/ou impossibilita as relações sexuais.

Como todo processo cirúrgico gera dúvidas de preparação e receio sobre internações e anestesias, é importante conhecer os preparativos para o procedimento, como ele é feito e os cuidados que devem ser tomados no pós-operatório. Confira:

Antes da cirurgia

Ao ser diagnosticado, o paciente é encaminhado para um exame de ultrassom com doppler dos corpos cavernosos, que avalia a funcionalidade do pênis com uma ereção induzida e ainda verifica a condição das fibroses, a circulação de sangue dentro do pênis e o grau da curvatura.

Caso seja identificado um quadro de disfunção erétil, associado à Doença de Peyronie, a colocação de um implante peniano pode ser indicada para resolver a situação, no mesmo procedimento. Claro que esta opção só será considerada para pacientes que já tenham tentado o uso de medicamentos para estimular a ereção, porém sem resultados satisfatórios.

Todo esse estudo é necessário para que o médico tenha um panorama detalhado de como está a curvatura peniana e programe o passo a passo da cirurgia. Depois disso, é só marcar a data e aguardar.

O procedimento não exige grandes preparações. Assim como toda cirurgia, será necessário a realização de exames de sangue, urina e avaliação cardiológica para evitar qualquer contratempo.

É importante também que os níveis de glicose estejam controlados para evitar a dificuldade de cicatrização e o risco de infecção. Além disso, o médico também orienta o paciente sobre a higienização da região pubiana com sabonete antibactericida, que deve ser feita durante dois dias antes da cirurgia.

Por fim, é pedido um jejum de oito horas, tanto de alimentos sólidos quanto líquidos. Com isso feito, basta ter uma boa noite de sono e relaxar, pois tudo estará sob controle.

O dia da cirurgia

O procedimento para corrigir a curvatura de Peyronie não é longo. Afinal, a cirurgia dura entre 2 e 3 horas e é feita apenas com sedação e anestesia local. Geralmente, o paciente dá entrada no hospital logo pela manhã e, é possível que no começo da tarde, já esteja liberado para ir para casa.

A raspagem dos pelos pubianos é feita no centro cirúrgico, pelo médico e sua equipe. Portanto, não é necessário se preocupar com isso, já que eles terão o maior cuidado para que não haja nenhum risco de infecção.

Depois da cirurgia

O pós-cirúrgico da Doença de Peyronie também não é complicado. O retorno ao médico acontece no mesmo dia da cirurgia, no período da tarde. Nesta consulta, o médico avaliará o resultado da cirurgia e dará as últimas orientações para que a cicatrização aconteça da melhor forma possível.

O pênis ficará com um curativo enfaixado e não será necessário retirá-lo pelos primeiros cinco dias. Após esse período, a faixa deve ser trocada diariamente, por mais cinco dias. Devido à simplicidade da troca, não é necessário que o paciente retorne ao médico para a sua realização: é possível fazê-lo sozinho, em poucos minutos.

Existem três etapas para o paciente voltar a sua vida normal: entre 7 e 10 dias é possível retornar ao trabalho (caso não exija esforço físico), a partir de 30 dias já se pode retomar as atividades físicas e de 45 a 60 dias poderá retomar a vida sexual após avaliação médica.

* Esta estimativa pode variar de caso para caso, de acordo com a recuperação do organismo de cada paciente.

O processo de recuperação fica ainda mais simplificado, pois os pontos cirúrgicos são absorvíveis, evitando que o paciente tenha qualquer desconforto no futuro ou durante a relação sexual. Em cerca de dois meses, todos eles já terão caído naturalmente.

Cura da Doença de Peyronie: com ou sem prótese peniana?

A prótese peniana é uma solução indicada nos casos em que a Doença de Peyronie provoca fibrose, curvatura acentuada do pênis e disfunção erétil. Afinal, ela ajuda a restaurar a rigidez axial do pênis após a correção da curvatura, prevenindo novos traumas.

Apesar de ainda existir certa resistência por falta de informação ou preconceito, o implante pode ser fundamental para recuperar a função sexual e a qualidade de vida. Normalmente, a colocação da prótese é feita no mesmo procedimento cirúrgico de correção da curvatura, sem exigir etapas adicionais para o paciente.

Existem diferentes tipos de prótese, como a maleável (ou semirrígida) e a inflável, cada uma com suas características. A prótese maleável é composta por duas hastes flexíveis que mantém o pênis em uma posição ajustável, oferecendo praticidade e baixa manutenção. Já a prótese inflável permite inflar e desinflar o pênis por meio de uma bombinha no escroto, proporcionando mais discrição, embora requeira um pouco mais de cuidado no manuseio. A escolha do modelo ideal depende de fatores como a preferência do paciente, estilo de vida, condição médica e custo.

Em alguns casos iniciais ou mais leves, o tratamento pode ser feito com medicamentos anti-inflamatórios ou para melhorar a circulação peniana, mas esses métodos são paliativos. Quando não há melhora satisfatória com os tratamentos clínicos, a cirurgia com implante peniano — muitas vezes aliada à reconstrução do pênis — passa a ser a alternativa mais eficaz para devolver a função sexual e o bem-estar ao paciente.

Os cuidados com o autodiagnóstico

Cuidado ao se autodiagnosticar, pois não é possível saber a real situação da saúde do pênis sem antes fazer exames específicos para isso. Afinal, a Doença de Peyronie pode estar vinculada a outros problemas e um urologista com experiência na área saberá indicar o tratamento ideal.

Sendo assim, ao sentir algum sintoma que indique a Doença de Peyronie, como a presença de nódulos ou caroço no pênis, a sua diminuição e afinamento, dores durante a ereção, disfunção erétil ou aumento da curvatura, é indicado que você busque ajuda médica.

Lembre-se: o autoexame é bem-vindo e necessário, mas não substitui a consulta presencial.

Os motivos para visitar um urologista

Existem várias razões pelas quais pacientes com Doença de Peyronie devem procurar um urologista e o fato de a condição ser amenizada ou até mesmo evitada com acompanhamento médico adequado está entre as principais.

Para começar, é importante que o homem entenda a necessidade de realizar consultas periódicas com o urologista desde a sua adolescência. Afinal, este hábito contribui para uma boa orientação sobre o início da vida sexual, já que ajuda na identificação de descontroles hormonais e possíveis problemas de ereção, uma das maiores causas da Doença de Peyronie.

Por uma questão cultural, no entanto, isso normalmente não acontece.

É comum o paciente chegar ao consultório de um urologista com graves queixas, e muitas vezes o diagnóstico é a Doença de Peyronie. E já que não houve aconselhamento profissional sobre as formas de tratar o estágio inicial da doença, alguns hábitos e atitudes equivocados contribuem para agravar o caso, causando desconfortos físicos maiores e afetando, também, o psicológico e a autoestima do paciente.

Tratamento para Doença de Peyronie

Conheça algumas das principais questões sobre o tema:

 

Quando tratar o pênis que ficou torto com a Peyronie?

É importante procurar um médico especialista em Doença de Peyronie o mais rápido possível. Isso porque a curvatura traz implicações na anatomia do pênis que causam dores e os deixam com baixa estima, já que, além de físicos, também há sintomas psicológicos envolvendo a doença.

 

Qual é a importância dos cuidados com o pênis torto desde jovem?

Cuidar do pênis torto desde jovem é importante para identificar se a curvatura é natural ou sinal de alguma condição mais séria, como a Doença de Peyronie. Afinal, em muitos casos, a tortuosidade não causa dor nem interfere na vida sexual, mas ainda assim é essencial manter bons hábitos, como o uso de lubrificação, evitar movimentos bruscos e escolher posições seguras durante o sexo. A avaliação com um urologista ajuda a orientar o paciente, esclarecer dúvidas e prevenir possíveis complicações no futuro, além de indicar o tratamento adequado quando necessário.

 

A Doença de Peyronie pode afetar a fertilidade?

A Doença de Peyronie não afeta diretamente a produção de espermatozóides ou a fertilidade, mas pode dificultar a relação sexual, o que indiretamente impacta a capacidade de engravidar uma parceira. Em casos mais severos, a dor e a deformidade podem impedir a penetração, sendo necessário tratamento para restaurar a função sexual.

 

Os principais casos da Doença de Peyronie

As deformidades no pênis provocadas pela Doença de Peyronie podem ser para cima, para baixo, para os lados. Às vezes elas ocorrem, ainda, em mais de um plano, provocando a diminuição e o afinamento peniano.

Por esse motivo é fundamental fazer uma avaliação detalhada do pênis antes de determinar o tratamento. Um exame funcional, com ereção induzida artificialmente, vai trazer informações específicas para auxiliar o profissional de saúde tomar uma boa conduta de tratamento para o seu caso.

 

Casos de cirurgias mal sucedidas, sem a reconstrução peniana

Se o profissional faz a correção do tamanho dos tecidos sem o princípio geométrico, baseando-se no lado menor para corrigir a curvatura, poderá acarretar em pênis menor. É comum ouvir relatos de pacientes que perderam tamanho em calibre do pênis após a cirurgia de Peyronie.

Para evitar esse tipo de situação é importante questionar ao profissional da saúde, qual método cirúrgico ele utilizará para corrigir a deformidade e quais são as consequências que esse procedimento trará em relação à medidas do pênis.

 

Cirurgia para Peyronie: como funciona o pré e pós operatório?

O pré e pós-operatório da cirurgia para doença de Peyronie exigem alguns cuidados para que a recuperação do paciente aconteça de forma plena.

No entanto, é importante esclarecer que nem todo homem que tem o pênis torto precisa de tratamento. Se o paciente for diagnosticado com Doença de Peyronie, o tratamento não necessariamente precisa ser cirúrgico. O tratamento cirúrgico, geralmente, é indicado para o paciente que a curvatura dificulta e/ou impossibilita as relações sexuais.

Como todo processo cirúrgico gera dúvidas de preparação e receio sobre internações e anestesias, é importante conhecer os preparativos para o procedimento, como ele é feito e os cuidados que devem ser tomados no pós-operatório.

 

Antes da cirurgia

Ao ser diagnosticado, o paciente é encaminhado para um exame de ultrassom com doppler dos corpos cavernosos, que avalia a funcionalidade do pênis com uma ereção induzida e ainda verifica a condição das fibroses, a circulação de sangue dentro do pênis e o grau da curvatura.

Caso seja identificado um quadro de disfunção erétil, associado à Doença de Peyronie, a colocação de um implante peniano pode ser indicada para resolver a situação, no mesmo procedimento. Claro que esta opção só será considerada para pacientes que já tenham tentado o uso de medicamentos para estimular a ereção, porém sem resultados satisfatórios.

Todo esse estudo é necessário para que o médico tenha um panorama detalhado de como está a curvatura peniana e programe o passo a passo da cirurgia. Depois disso, é só marcar a data e aguardar.

Veja também: Conheça as 04 principais cirurgias penianas e as funções de cada uma

O procedimento não exige grandes preparações. Assim como toda cirurgia, será necessário a realização de exames de sangue, urina e avaliação cardiológica para evitar qualquer contratempo.

É importante que os níveis de glicose estejam controlados para evitar a dificuldade de cicatrização e o risco de infecção. O médico também orienta o paciente sobre a higienização da região pubiana com sabonete antibactericida, que deve ser feita durante dois dias antes da cirurgia. Além disso, é pedido um jejum de oito horas, tanto de alimentos sólidos quanto líquidos.

Com isso feito, basta ter uma boa noite de sono e relaxar, pois tudo estará sob controle.

O dia da cirurgia

O procedimento para corrigir a curvatura de Peyronie não é longo. A cirurgia dura entre 2 e 3 horas, é feita apenas com sedação e anestesia local. Geralmente o paciente dá entrada no hospital logo pela manhã e, é possível que no começo da tarde, já esteja liberado para ir pra casa.

A raspagem dos pelos pubianos é feita no centro cirúrgico, pelo médico e sua equipe. Portanto, não é necessário se preocupar com isso, já que eles terão o maior cuidado para que não haja nenhum risco de infecção.

Depois da cirurgia

O pós-cirúrgico da Doença de Peyronie também não é complicado. O retorno ao médico acontece no mesmo dia da cirurgia, no período da tarde. Nesta consulta o médico avaliará o resultado da cirurgia e dará as últimas orientações para que a cicatrização aconteça da melhor forma possível.

O pênis ficará com um curativo enfaixado e não será necessário retirá-lo pelos primeiros cinco dias. Após esse período, a faixa deve ser trocada diariamente, por mais cinco dias. Devido a simplicidade da troca, não é necessário que o paciente retorne ao médico para a sua realização. É possível fazê-la sozinho, em poucos minutos.

Existem três etapas para o paciente voltar a sua vida normal: entre 7 e 10 dias é possível retornar ao trabalho (caso não exija esforço físico), a partir de 30 dias já se pode retomar as atividades físicas e de 45 a 60 dias poderá retomar a vida sexual após avaliação médica.

* Esta estimativa pode variar de caso para caso, de acordo com a recuperação do organismo de cada paciente.

O processo de recuperação fica ainda mais simplificado pois os pontos cirúrgicos são absorvíveis, evitando que o paciente tenha qualquer desconforto no futuro ou durante a relação sexual. Em cerca de dois meses, todos eles já terão caído naturalmente.

 

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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