Qual é a melhor prótese peniana para diabéticos?

Superfície branca com três pirulitos coloridos em close. Eles representam a colocação de prótese peniana para diabéticos em casos de disfunção erétil

Qual é a melhor prótese peniana para diabéticos?

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A colocação de prótese peniana para diabético é um debate importante na urologia. Esses pacientes estão mais propensos a apresentar disfunção erétil, e, ainda, complicações cirúrgicas, e por isso precisam de cuidados específicos antes, durante e após o procedimento. Confira!

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A saúde sexual em diabéticos está diretamente relacionada ao controle da glicose no sangue, pois a alta da glicose afeta os vasos sanguíneos e nervos do pênis, comprometendo os mecanismos necessários para uma ereção.

Não é à toa de um estudo publicado no periódico científico Diabetic Medicine em 2017 descobriu que metade dos homens com diabetes apresenta, também, disfunção erétil. Os pacientes diabéticos tipo 2 são os mais impactados pela dificuldade de ter e/ou manter uma ereção.

Nesse cenário, a disfunção erétil é uma preocupação significativa para homens com diabetes e também para os médicos que vão tratar esses pacientes. Por isso, No blog de hoje, vamos entender as melhores práticas para casos como esses. Acompanhe a leitura!

Disfunção erétil em pacientes diabéticos

Diabetes é uma síndrome metabólica. Nela, o organismo não produz ou absorve insulina adequadamente. Como consequência, ele não é capaz de utilizar a glicose, que fica em excesso.

Quando o nível de glicose no sangue permanece alto por muito tempo, pode ocorrer danos a órgãos, vasos sanguíneos e nervos, e é aí que a diabetes tem a ver com a disfunção erétil em diabéticos.

Para que o homem produza uma ereção rígida e duradoura, os vasos sanguíneos e os nervos do pênis são essenciais. Com diabetes, os vasos podem entupir e os nervos se tornam menos sensíveis, o que tende a prejudicar a ereção.

Tratamento para disfunção erétil em diabéticos

O primeiro passo para tratar a impotência masculina em diabéticos é o controle dos níveis de glicose no sangue.

A indicação é buscar um endocrinologista para auxiliar. Além de remédios, ajustar a alimentação, praticar exercícios físicos e evitar o sobrepeso ajudam a controlar a diabetes.

Caso as primeiras linhas de tratamento para disfunção erétil (medicamentos orais e injeções penianas) não funcionem, um urologista poderá indicar a prótese peniana para diabéticos e, nessa situação, estar com a diabetes controlada é muito importante não apenas para a sua saúde, mas também para reduzir o risco de infecções e facilitar a recuperação.

Porém, antes de efetuar a cirurgia de implante peniano, é fundamental uma avaliação médica do urologista. O profissional fará alguns exames que permitem verificar como está a sua ereção, detectar a presença de fibroses e conhecer a anatomia do seu pênis. Esses aspectos são fundamentais para saber se o paciente tem indicação do implante ou se ainda há alternativas à prótese peniana.

Cerca de dez pirulitos coloridos envoltos em plático transparente representam a escolha da melhor prótese peniana para diabéticos

Quem pode colocar uma prótese peniana?

A cirurgia de implante peniano é indicada para homens com disfunção erétil severa. Geralmente, são homens com comprometimento vascular ou com fibroses no interior do pênis. Esses pacientes não obtêm uma boa resposta após o tratamento com medicamentos como Sildenafila e Tadalafila, nem após as injeções penianas a base de Alprostadil.

Nesses casos, para que seja possível recuperar a rigidez peniana, esse perfil de paciente necessita da prótese peniana.

Além disso, é importante que o homem esteja em boas condições de saúde e receba tratamento para as causas da disfunção erétil, como diabetes, Doença de Peyronie, entre outros.

Quais são os tipos de prótese peniana disponíveis? 

As próteses penianas mais recomendadas pelos urologistas atualmente são as maleáveis e as infláveis.

A prótese peniana maleável é um dispositivo implantado no corpo cavernoso do pênis, composta por cilindros flexíveis de silicone com um núcleo metálico. Ela permite que o paciente ajuste manualmente a posição do pênis para ereção ou repouso.

O implante peniano inflável, por outro lado, além dos cilindros, possui um reservatório de líquido localizado no abdômen e uma bomba implantada no escroto. Para ativar a ereção, o paciente pressiona a bomba, transferindo o líquido para os cilindros, expandindo-os. Após o uso, um mecanismo de liberação drena o líquido de volta para o reservatório, deixando o pênis flácido.

Quanto tempo dura uma prótese peniana? 

A durabilidade da prótese peniana pode variar de acordo com diversos fatores, incluindo:

  • Qualidade do material utilizado na fabricação;
  • Experiência do cirurgião na realização do implante;
  • Cuidados pós-operatórios adequados para evitar complicações;
  • Forma de uso, evitando sobrecarga ou movimentos inadequados;
  • Desgaste natural ao longo do tempo, dependendo do modelo e do organismo do paciente;

A prótese peniana pode ser trocada, se necessário. De forma geral, os modelos infláveis estão mais sujeitos a falhas e vazamentos do que os maleáveis.

Como é a cirurgia de prótese peniana para diabético

De forma resumida, o procedimento para restaurar o pênis e inserir a prótese peniana é o mesmo em homens diabéticos ou não.

Primeiramente, o cirurgião realiza incisões de relaxamento na túnica albugínea, a fim de expandir os tecidos e recuperar o alinhamento, tamanho e calibre do pênis até o limite dos nervos.

Concluída essa etapa, é a hora de inserir a melhor prótese para o pênis, considerando a anatomia do membro.

Agora, no caso dos pacientes diabéticos, o médico precisa considerar alguns fatores para que a cirurgia seja positiva para o paciente. Entenda:

Higienização

Muitos pacientes diabéticos ingerem medicamentos para controle da glicose. Essa medicação torna a pele que reveste a glande mais propensa a segurar gotículas de urina e glicose, o que facilita infecções de repetição na glande.

Portanto, no pré-operatório, o paciente precisará caprichar na higienzação do local, seguindo a lavagem indicada pelo médico, além de utilizar um antifúngico.

Vias de acesso

O tipo de via de acesso mais seguro para o paciente é a subcoronal.

Nela, o cirurgião vai abaixar a pele do pênis, que será levantada e usada para fechar a incisão após a conclusão dos procedimentos na parte interna do membro.

Na comparação com outras vias de acesso, como a escrotal e a suprapúbica, a vantagem é tocar o mínimo possível na pele e ficar longe do escroto, que concentra naturalmente bactérias. Com isso, é possível minimizar o riscos de infecções.

Evitar o uso de enxertos

O enxerto é um tecido não vascularizado e, por isso, tem um risco maior de uma bactéria se alojar nele e dar uma infecção – e pacientes diabéticos são mais suscetíveis a essa complicação.

O ideal é evitar o uso dos enxertos, e isso é possível graças a reconstrução peniana, que vai tratar retrações, afinamentos, curvaturas a partir múltiplos pequenos cortes que o próprio organismo vai regenerar, sem necessidade de usar outro tecido.

Prótese com impregnação antibiótica

A prótese peniana para diabético deve contar, preferencialmente, com impregnação de antibitóticos. Isso quer dizer que ela tem uma cobertura de antibiótico em sua superfície e/ou estrutura.

Próteses mais porosas, que permitem a impregnação de uma solução antibiótica, também é uma opção muito aconselhável para esse público.

Acompanhamento pós-operatório

Os cuidados da prótese peniana para diabéticos não terminam na hora da cirurgia.

Após a operação, ainda serão necessárias outras medidas, como tomar os antibióticos corretamente, usar um vasodilatador no pênis, preencher os corpos cavernosos com antibióticos. Isso tido pode reduzir o risco infeccioso para quase 0,5%.

Quais os riscos da cirurgia para diabéticos? 

Homens com diabetes estão mais sujeitos a determinados riscos. Porém, um controle rigoroso do diabetes pode ajudar a evitar que algo saia dos planos. Conheça os riscos:

A cirurgia de implante de prótese peniana em pacientes diabéticos envolve alguns riscos específicos devido às condições associadas ao diabetes, como cicatrização mais lenta e maior vulnerabilidade a infecções. Os principais riscos incluem:

  • Maior vulnerabilidade a infecções
  • Cicatrização mais lenta
  • Lesão nervosa associado ao diabetes, aumentando a chance de alteração da sensibilidade na região.
  • Trombose ou complicações vasculares
  • Hiperglicemia

Recuperação após a cirurgia: o que esperar? 

A recuperação após a cirurgia de prótese peniana para diabético pode ser um pouco mais demorada, exigindo acompanhamento médico rigoroso para evitar infecções e garantir o bom funcionamento da prótese.

Nos primeiros dias, é comum sentir dor, inchaço e hematomas na região, que podem ser controlados com analgésicos e compressas frias. O paciente deve fazer repouso adequado, ingerir antibióticos e monitorar os níveis de glicose para evitar complicações.

A maioria dos pacientes pode retomar atividades em cerca de 45 a 60 dias, conforme a cicatrização avança, inclusive para a prática sexual.

Expectativas da prótese peniana para diabético

É importante que médico e paciente conversem francamente sobre as expectativas da prótese peniana para diabético para o resultado do implante.

Precisamos lembrar que a funcionalidade é o principal objetivo da cirurgia. A escolha do implante busca proporcionar firmeza vertical para resistência penetrativa, de acordo com a indicação médica.

A preservação dos corpos cavernosos e tratamento da fibrose também permitem a melhor funcionalidade do membro.

Quando procurar um urologista para avaliar a necessidade da prótese?

Um homem diabético deve procurar um urologista para avaliar a necessidade de uma prótese peniana nos seguintes casos quando ereção não ocorre de forma satisfatória. Ou seja, quando o pênis não fica rígido o suficiente para a penetração ou até o final da relação na maioria das vezes.

Ele também pode ser encaminhado para o urologista pelo endócrino, caso haja danos aos nervos e aos vasos sanguíneos que podem impactar a função erétil.

Além disso, deformidades como curvaturas, perda de tamanho ou afinamento do pênis, associados à Doença de Peyronie, podem agravar o quadro e exigir tratamento.

Qual a melhor prótese peniana para diabético?

As melhores próteses penianas para diabético são aquelas mais adequadas para a anatomia daquele pênis em particular, respeitando as proporções de tamanho e calibre do pênis reconstruído.

No caso do implante maleável, a preferência é por opções mais calibrosas. Já para o inflável, é fundamental que os cilindros tenham espaço suficiente para expandir.

Além disso, não basta uma boa seleção da prótese: é preciso tratar os tecidos e danificar o mínimo possível os corpos cavernosos. Por fim, você também preciso se erotizar na hora H.

A prótese peniana para diabéticos pode ajudar os homens que têm disfunção erétil. Aliar o tratamento da disfunção erétil com o controle da glicose, é o primeiro passo para a cirurgia. Com os cuidados pré, intra e pós-operatórios adequados, muitos pacientes relatam melhora na qualidade de vida sexual.

Se você se identificar com o quadro, entre em contato com o Dr. Paulo Egydio para avaliar seu caso e saiba se ainda pode ser tratado com medicamentos ou injeções ou se é hora de uma prótese peniana para diabético.

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Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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