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A Doença de Peyronie é caracterizada pelo desenvolvimento de placas fibróticas no pênis, causando curvatura anormal, dor e dificuldades durante a ereção. Entenda melhor essa condição.
Um ponto de atenção e que, por muitos estigmas, costuma ser negligenciado pelo homem é sua saúde. Entre as questões que merecem cuidado está a saúde sexual. Por isso, é fundamental avaliar qualquer tipo de alteração no corpo, inclusive em relação à anatomia peniana.
Em alguns casos, a curvatura peniana pode se agravar ao longo do tempo e gerar dificuldades na vida sexual, especialmente quando não há acompanhamento médico. Esse tipo de problema é conhecido como Doença de Peyronie, e neste artigo, você vai saber as causas e soluções para ele.
O que é a Doença de Peyronie?
A Doença de Peyronie é caracterizada pelo desenvolvimento de placas fibrosas rígidas nos corpos cavernosos do pênis. Essas placas podem causar uma curvatura anormal do pênis durante a ereção, o que pode torná-la dolorosa e dificultar a relação sexual.
Esta curvatura, que pode chegar a um formato semelhante à letra L, só é perceptível com o pênis ereto. Por isso, é importante ficar atento e buscar ajuda médica para identificar o problema.

A Doença de Peyronie possui duas fases principais. A fase inflamatória é o estágio inicial, caracterizado pelo surgimento de nódulos e deformações. Nesse período, o paciente pode sentir dor, especialmente durante a ereção ou a penetração, embora nem todos relatem esse sintoma.
Já na fase cicatricial, a deformidade peniana torna-se mais estável, pois a placa de fibrose está mais rígida. Nesse estágio, as alterações no pênis cessam, mas a curvatura pode dificultar ainda mais a penetração, dependendo de sua gravidade.
Doença de Peyronie pode se curar sozinha?
Muitos homens perguntam se a Doença de Peyronie tem cura. De acordo com o Dr. Paulo Egydio, na maioria dos casos a curvatura peniana não desaparece espontaneamente.
Uma pesquisa publicada no Asian Journal of Urology indica que a melhora espontânea ocorre entre 3% a 13% dos casos. Portanto, não é recomendável esperar que o problema se resolva sozinho.
A ausência de diagnóstico precoce e acompanhamento adequado pode, em alguns casos, comprometer a função peniana.
Quais são as causas da Doença de Peyronie?
Na grande maioria das vezes, o que causa a Doença de Peyronie são traumas e microtraumas causados por diferentes fatores, como relações sexuais ou acidentes.
Durante o sexo, por exemplo, quando o pênis efetua a penetração sem estar rígido o suficiente, fica mais suscetível sofrer impactos que, ao cicatrizarem, formam um tecido fibroso.
- Fraturas penianas: em caso de acidentes, traumas e fraturas podem lesionar, inflamar e formar tecido cicatricial no pênis.
- Curvatura peniana congênita: condição na qual o pênis possui uma curvatura natural desde o nascimento. Isso ocorre devido a uma má formação nos tecidos.
- Diabetes: como o diabetes causa problemas de cicatrização, lesões no tecido peniano podem aumentar o risco de desenvolver a Peyronie.
- Cirurgias na próstata: algumas vezes, as cirurgias na próstata podem causar a doença de Peyronie, visto que a cirurgia pode interferir no fluxo sanguíneo normal para o pênis, casos que podem levar à formação de cicatrizes e placas fibrosas.
- Fibroses no pênis: é a formação de placa ou nódulo na membrana do pênis, que acomete a elasticidade dos tecidos penianos, resultando na curvatura. A fibrose pode estar associada ao afinamento ou à percepção de redução do comprimento peniano.
Algumas condições podem estar associadas a maior risco de desenvolvimento da doença, como a diabetes e a obesidade. E ainda, doenças autoimunes como o lúpus, o vitiligo e a esclerose múltipla.
A Doença de Peyronie é hereditária?
Apesar de ser uma condição adquirida, o Dr. Paulo Egydio explica que existem fatores hereditários na Doença de Peyronie que tornam alguns homens mais propensos a desenvolvê-la
O especialista destaca que estudos associam a Peyronie a outras condições fibrosas, como a Doença de Dupuytren, que causa nódulos na palma da mão, e a Doença de Ledderhose, caracterizada por caroços duros na sola dos pés.
Segundo essas pesquisas, homens com histórico familiar dessas condições possuem mais risco de desenvolverem a Doença de Peyronie.
Sintomas da Doença de Peyronie
Os sinais e sintomas da Peyronie para ficar de olho incluem:
- Nódulos palpáveis ou caroços no pênis;
- Diminuição, afinamento ou acinturamento do pênis;
- Dor no pênis durante a ereção;
- Curvatura peniana acentuada, especialmente se for difícil ou impossível realizar a penetração no sexo;
- Disfunção erétil.
Quando não acompanhada adequadamente, a Doença de Peyronie pode impactar a saúde física, emocional e a qualidade de vida.
Fisicamente, além da disfunção erétil e dores na ereção ou durante a ereção, ou a relação sexual, homens podem ter perda de sensibilidade na glande (hipoestesia).
No âmbito emocional, a Peyronie pode gerar ansiedade, depressão e queda da autoestima, frequentemente resultando em dificuldades nos relacionamentos íntimos. Esses fatores, somados à redução da satisfação sexual, impactam diretamente o bem-estar geral e tornam essencial buscar diagnóstico e tratamento adequados.
Portanto, não negligencie sintomas!
Doença de peyronie tem cura? Veja o tratamento
O diagnóstico da Doença de Peyronie é essencial para determinar o estágio da condição e definir o tratamento adequado – que varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a extensão da curvatura do pênis.
É importante discutir com um médico urologista o tratamento adequado de acordo com estes fatores. Mas, em geral, eles variam entre:
|
Tratamento |
Como funciona | Indicações | Vantagens | Desvantagens |
Custo estimado |
| Medicamentos para Peyronie | Reduzem inflamação e estabilizam a curvatura | Fase inicial ou aguda | Não invasivo; fácil acesso | Eficácia limitada em casos avançados | Baixo a médio |
| Injeções penianas | Relaxam a placa fibrosa e melhoram a curvatura | Casos com placas fibrosas bem localizadas | Resultados diretos no local | Pode causar desconforto local; requer sessões repetidas | Médio |
| Bomba peniana | Esticam gradualmente o tecido, ajudando a reduzir a curvatura | Casos leves ou moderados; fase inicial | Não invasivo | Requer uso prolongado e diário para resultados significativos | Baixo a médio |
| Cirurgia | Remove ou ajusta a placa fibrosa; pode incluir prótese peniana | Casos graves ou com deformidade significativa | Pode apresentar bons resultados em casos selecionados | Invasivo; recuperação mais longa; riscos cirúrgicos | Alto |
| Implante de prótese peniana | Corrige a deformidade e resolve disfunção erétil concomitante | Casos com disfunção erétil grave associada | Pode tratar a deformidade associada à disfunção erétil em casos específicos | Invasivo; custo elevado | Alto |
É importante frisar a importância do diagnóstico precoce para um tratamento adequado, com menor complexidade terapêutica. Para isso, consultas periódicas com o urologista são fundamentais.
É possível evitar a Doença de Peyronie?
Algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco ou minimizar sua gravidade. Isso inclui:
- evitar lesões penianas significativas;
- praticar sexo seguro para prevenir infecções sexualmente transmissíveis que possam causar inflamação;
- manter uma dieta equilibrada;
- fazer exercícios regulares, incluindo hábitos saudáveis, fisioterapia e/ou orientações médicas individualizadas;
- controlar condições médicas crônicas;
- evitar o tabagismo;
- realizar exames médicos regulares.
Embora a Peyronie não tenha cura definitiva, é possível tratar a condição para melhorar a saúde física, sexual e emocional. Agora que você já conhece as causas, sintomas, diagnóstico, tratamentos e medidas preventivas da doença, deixe a vergonha de lado e busque ajuda com quem entende. Dr. Paulo Egydio, especialista em urologia com ampla experiência, pode orientar no diagnóstico e tratamento adequados.
Agendar uma avaliação médica pode ser o primeiro passo para cuidar da sua saúde sexual e bem-estar. Não deixe de fazer sua pré-análise gratuita no nosso site.



