Como fazer sexo anal: 7 dicas indispensáveis para uma relação segura

Superfície de madeira marrom clara com quatro donuts, três parcialmente visíveis e um totalmente visível com cobertura azul e buraco no meio simbolizando como fazer sexo anal

Como fazer sexo anal: 7 dicas indispensáveis para uma relação segura

Navegue pelo conteúdo

Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

Aprender sobre a prática do sexo anal pode contribuir para uma experiência sexual mais satisfatória. Mas, para isso, é preciso seguir algumas dicas para evitar a Doença de Peyronie. Confira quais são elas para aproveitar mais a relação.

Não saber como fazer sexo anal pode afastar o homem de explorar a sua sexualidade e transformar esse tipo de relação em tabu.

Uma pesquisa da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos mostrou que o sexo anal está se tornando mais comum. Entre os norte-americanos, nos anos 1990, entre 25% e 35% das mulheres e homens afirmavam já ter experimentado. Vinte anos depois, cerca de 40% a 45% da amostra havia praticado.

Essa popularização traz um aspecto pouco abordado: a necessidade de tomar cuidado para não causar prejuízos ao pênis.

Tendo em vista que durante a relação problemas podem acontecer, listamos 7 dias essenciais para um sexo seguro, confortável e prazeroso para todos os envolvidos.

Cuidados para um sexo anal seguro e prazeroso

A prática anal é prazerosa por um fator anatômico: o canal do ânus é mais estreito em comparação com o da vagina, portanto, exerce maior pressão sobre o pênis. A excitação também pode estar relacionada às preferências do homem na hora H.

Esse tipo de estimulação pode ser praticada entre parceiros hétero e homossexuais, de forma ativa ou passiva.

Entretanto, se não for feita adequadamente, a penetração anal pode causar lesões no pênis, curvatura e fratura peniana.

Conheça os cuidados necessários, seja para quem vai realizar a penetração anal pela primeira vez ou para quem já está habituado à prática, mas ainda não segue todas as recomendações.

1. Lubrificação

A lubrificação ajuda o pênis a vencer a resistência e efetuar a penetração sem forçá-lo. O ânus, no entanto, não é lubrificado (como a vagina). Por isso, é importante acrescentar uma lubrificação extra para uma prática segura.

Além disso, escolha um lubrificante à base de água ou silicone que seja duradouro e que ofereça maior deslizamento em quantidade generosa, e reaplique sempre que necessário.

2. Movimentos lentos e seguros

Procure penetrar de forma lenta e progressiva, após a lubrificação. Esse cuidado pode reduzir o risco de traumatismos no pênis.

Após a penetração, procure fazer movimentos lentos e de baixa amplitude. Isso pode reduzir o desconforto durante a prática de sexo anal, além de reduzir o risco de impactos que causam fibroses na túnica albugínea.

3. Brinquedos antes do ato

O uso de brinquedos eróticos anais é extremamente recomendado, mas eles devem ter uma base alargada para evitar acidentes. Além disso, é preciso higienizá-lo antes e após a utilização. Uma alternativa aos brinquedos eróticos é a introdução do dedo.

Isso deve ser feito antes da penetração com o pênis, nas preliminares, de modo a preparar a região para receber o pênis. Além disso, brinquedos sexuais podem ser auxiliares na exploração de outras zonas erógenas, como a próstata.

4. Uso de preservativos a base de água

O uso do preservativo é recomendado para auxiliar tanto na lubrificação quanto na prevenção de ISTs.

Porém, ao usar essa proteção, evite os lubrificantes oleosos, pois eles podem danificar o látex do preservativo. Dê preferência àqueles à base de água.

duas camisinhas embaladas em fundo amarelo

5. Evitar sexo oral ou vaginal

Durante o sexo anal, procure não migrar para o sexo oral ou vaginal.

O ânus é uma região que concentra uma maior quantidade de fungos e bactérias. Quando o pênis entra em contato com outras partes do corpo, ele pode transmitir ou transferir esses micro-organismos, que podem ser nocivos.

O ideal é começar a relação com o sexo oral e/ou vaginal e finalizar com o anal. Outra opção é trocar o preservativo após o sexo anal, para então retomar de outra maneira a relação.

Superfície branca com donut de cobertura rosa parcialmente mordido simbolizando como fazer sexo anal

6. Posições favoráveis

O parceiro ativo deve buscar posições sexuais que não só tornem a relação prazerosa, mas que, ao mesmo tempo, seja possível controlar. Dessa forma, é possível evitar que o pênis escape e que, com o impacto, haja consequências para o membro.

Posições como de quatro e por cima, por exemplo, estão muito associadas a fraturas no pênis. Para executá-las, é preciso estar atento.

7. Consentimento e comunicação

O consentimento e a comunicação no sexo anal vão garantir uma experiência segura e prazerosa para os parceiros.

Além de assegurar que ambos os envolvidos concordem com a prática, sem pressões, e que conversem sobre seus limites, expectativas e preocupações, a comunicação ajuda a estabelecer confiança e segurança. E, consequentemente, deixa o parceiro mais relaxado, bem como o seu esfíncter.

Cuidados antes e após sexo anal

Fazer sexo anal também inclui atenção à higiene. Tanto antes quanto após a relação, é importante higienizar o pênis, no caso do parceiro ativo, e o ânus, no caso do parceiro passivo.

A área deve ser limpa com cuidado, evitando desconforto e sensibilidade. Use apenas água e sabão neutro. Para o pênis, é preciso expor a glande.

A higiene pode ser feita durante um banho em conjunto para iniciar e encerrar esse momento de uma forma agradável.

Entender como praticar o sexo anal com segurança pode contribuir para uma vida sexual mais satisfatória. Porém, é preciso praticá-lo com todos os cuidados necessários para evitar a formação de fibroses. Essa é uma característica da Doença de Peyronie, que gera deformidades penianas e acaba tendo o efeito oposto: prejudicando a sua qualidade de vida sexual.

Para saber como aproveitar essa e outras experiências e, ainda, cuidar da sua saúde sexual masculina e se prevenir da curvatura peniana, faça parte do canal do WhatsApp do Dr. Paulo Egydio.

Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

Leituras Relacionadas