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Climactúria é o vazamento de urina durante o orgasmo. O quadro pode ser constrangedor e gerar incômodo na hora da relação, mas é possível adotar medidas para evitar, como urinar antes da hora H. Saiba como tratar esse caso.
Quadro comum após a cirurgia de remoção da próstata e também em homens com incontinência urinária, a climactúria pode comprometer a vida sexual, afinal, um golden shower não requisitado pode acabar com o momento prazeroso.
Na climactúria, a quantidade de urina varia, de algumas gotas a uma quantidade mais volumosa. Independentemente do volume, existem tratamentos que podem ajuda a conter esse escape. Continue a leitura e saiba o que fazer e como conviver com a situação.
O que é climactúria e quais suas causas?
Climactúria é o nome dado à liberação involuntária e indesejada de urina no momento do orgasmo.
Essa condição atinge alguns homens que passaram por cirurgia de próstata, especialmente a prostatectomia radical, que remove a glândula para tratar o câncer de próstata. A principal explicação para isso é que, durante esse tipo de cirurgia, estruturas responsáveis pelo controle da urina, como o esfíncter urinário, podem ser lesionadas ou removidas.
A climactúria também pode surgir em homens que apresentam algum grau de incontinência urinária. Quando o controle da bexiga já está comprometido, o esforço muscular e as contrações pélvicas durante o orgasmo podem provocar o escape de urina.

Como a climactúra impacta a vida sexual masculina?
A climactúria gera impactos para o bem-estar e a confiança do homem, o que acaba afetado a sua vida sexual.
O vazamento involuntário de urina no momento do orgasmo é frequentemente motivo para vergonha e constrangimento, o que compromete a espontaneidade e o prazer sexual.
Além disso, a sensação de perda de masculinidade e a frustração por não conseguir controlar o próprio corpo podem abalar profundamente a autoestima. Muitos homens desenvolvem ansiedade de desempenho, inibição do desejo e, em alguns casos, até mesmo evitam a prática sexual.
Nos relacionamentos, a situação pode gerar desconforto mútuo, interferindo na intimidade do casal e exigindo um diálogo aberto. Além disso, o homem pode evitar novos relacionamentos por medo de julgamento ou rejeição.
Vale lembrar que, no caso de pacientes que realizaram a cirurgia da próstata, pode haver como sequela a disfunção erétil, o que representa um desafio adicional à vida sexual do paciente.
Tratamentos recomendados
O tratamento para climactúria depende do grau de perda urinária e do impacto que isso tem na vida sexual do paciente.
Muitas vezes, seguir algumas orientações comportamentais, como esvaziar a bexiga antes do ato sexual e realizar exercícios de Kegel para o fortalecimento do assoalho pélvico podem mitigar essa questão.
Em casos mais complexos, dispositivos compressivos, como anéis penianos, podem ser utilizados temporariamente para controlar o fluxo de urina.
Quando a condição se associa à disfunção erétil, é possível pensar em alternativas cirúrgicas, que tratam os dois problemas ao mesmo tempo.
Mudanças no estilo de vida que podem aliviar os sintomas
Além dos tratamentos médicos, algumas mudanças no dia a dia podem ajudar a reduzir os episódios de climactúria e melhorar a vida sexual. Veja algumas recomendações:
- Reduzir o consumo de cafeína;
- Moderar a ingestão de álcool;
- Manter o peso corporal adequado para evitar pressão sobre a bexiga e o assoalho pélvico;
- Praticar atividades físicas regularmente;
- Fortaleça o assoalho pélvico com exercícios de Kegel;
- Conversar com o parceiro;
- Buscar apoio psicológico.
Lidar com as consequências da climactúria pode ser desafiador, mas é possível iniciar bons hábitos que ajudam a recuperar a autoestima e a qualidade de vida após cirurgia de próstata e suas sequelas.
A relação entre climactúria e a disfunção sexual masculina
É muito comum que a climactúria venha acompanhada de disfunção erétil, especialmente naqueles que passaram por procedimentos cirúrgicos na próstata.
Isso acontece porque as estruturas nervosas e musculares envolvidas na ereção e no controle urinário são muito próximas, e podem ser atingidas durante a prostatectomia.
Além disso, a frustração devido à dificuldade ou impossibilidade de manter uma ereção e a perda de urina durante o orgasmo acabam por intensificar a disfunção sexual.
Prótese peniana pode ser uma opção para homens que enfrentam climactúria persistente?
Sim, existem alguns casos em que a prótese peniana pode ser uma alternativa para casos de climactúria persistente associada à disfunção erétil severa.
As próteses penianas infláveis ou maleáveis permitem uma ereção firme e controlada, pois complementam a rigidez do pênis.
Além de tratar a disfunção erétil, a cirurgia pode contribuir para o controle da climactúria, especialmente quando é associada a uma abordagem que visa comprimir a uretra.
É possível adicionar uma faixa de tecido ao redor da uretra, que vai comprimir levemente essa região. Ao fazer isso, a perda de urina no momento da ejaculação é impedida, tratando as duas condições.
Como o urologista pode ajudar no diagnóstico e tratamento da climactúria
O urologista é o médico que vai confirmar o quadro de climactúria e disfunção erétil.
Ao passar por uma consulta com o profissional, serão realizados exames físicos e clínicos, que permitem identificar a causa exata do problema e guiar a melhor opção de tratamento para cada indivíduo.
Esse médico poderá recomendar mudança de hábitos, medicamentos, injeções ou o procedimento cirúrgico para a colocação da prótese peniana.
A climactúria pode trazer à tona sentimentos negativos, ainda mais para os pacientes que já lidaram com o câncer de próstata. Por isso, ao notar sintomas da climactúria, fale com o Dr. Paulo Egydio, que vai conduzir o atendimento com empatia e discrição. Com diagnóstico adequado e acompanhamento médico, muitos pacientes conseguem melhorias significativas na qualidade de vida e saúde sexual.



