O chip de tadalafila é um implante subcutâneo que libera o medicamento de forma contínua no organismo.
A disfunção erétil ainda é um tabu, por isso, muitos homens procuram alternativas que prometem praticidade e discrição no manejo da disfunção erétil.
Nesse contexto, alternativas ao Viagra, como o implante de tadalafila, são divulgadas nas redes sociais por clínicas que se apresentam como especializadas em saúde sexual masculina.
A seguir, são apresentados esclarecimentos baseados em evidências científicas e diretrizes médicas sobre o chamado chip de tadalafila, incluindo sua eficácia e possíveis riscos.
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O que é o chamado “chip de tadalafila”?
O chip de tadalafila é um implante subcutâneo, ou seja, aplicado embaixo da pele, que vem sendo apresentado como uma das alternativas ao viagra.
No entanto, nem sempre esse chip contém somente tadalafila, existindo versões que associam medicamentos para disfunção erétil a hormônios, como a testosterona.
A diferença entre tadalafila oral e implante é a forma de liberação da substância: enquanto o comprimido libera a dose necessária apenas no momento do uso, o implante é um tadalafila de liberação contínua.
Chip de tadalafila funciona mesmo?
Até o momento, não há evidências científicas consistentes que comprovem a eficácia do implante subcutâneo de tadalafila para o tratamento da disfunção erétil.
Além disso, o Dr. Paulo Egydio esclarece que as sociedades brasileira, americana e europeia não reconhecem os implantes hormonais para disfunção erétil.
O especialista também destaca a inexistência de regulação da Anvisa sobre implantes hormonais. Diante da ausência de regulamentação e de evidências científicas robustas, esse tipo de implante não é recomendado por diretrizes médicas para o tratamento da disfunção erétil, uma vez que a liberação contínua da substância dificulta o controle da dosagem e o manejo dos efeitos colaterais.
Os medicamentos orais para disfunção erétil permitem maior controle da dosagem e possibilitam a suspensão imediata do uso, características importantes no manejo clínico e na segurança do paciente.
Quais são os riscos e efeitos colaterais
Devido à liberação contínua da substância, os riscos e efeitos colaterais do chip hormonal podem ser mais intensos em comparação à tadalafila via oral. Entre os possíveis riscos e efeitos adversos relatados na literatura, destacam-se:
Possíveis efeitos adversos
- Dor local;
- Alterações cardiovasculares;
- Cefaleia, rubor, queda de pressão;
- Risco de dosagem contínua sem controle.
Riscos do uso sem acompanhamento médico
O uso do implante de tadalafila sem acompanhamento médico urológico pode mascarar condições preexistentes associadas à disfunção erétil, como hipertensão, diabetes e alterações hormonais.
Como o implante atua apenas sobre o sintoma, sem tratar a causa subjacente da disfunção erétil, condições associadas podem permanecer sem diagnóstico ou tratamento adequado.
Para quem o chip não é indicado
O chip de tadalafila não é indicado nas seguintes situações:
- Alergia ou sensibilidade a qualquer componente da fórmula.
- Quando a disfunção erétil tem origem psicológica ou neurológica, como nos casos de lesões na medula espinhal.
- Problemas cardíacos ou hepáticos graves.
- Infarto ou tiveram AVC nos últimos 3 ou 6 meses.
- Uso de medicamentos com nitrato, porque reduz drasticamente a pressão arterial.
- Pressão arterial muito alta e sem controle ou muito baixa.
- Histórico de priapismo, ereção dolorosa com duração superior a 3 horas.
- Doenças oculares raras e hereditárias.
Saiba com o Dr. Paulo Egydio qual o tratamento indicado para o seu caso
O Dr. Paulo Egydio possui mais de 26 anos de experiência em saúde sexual masculina e está preparado para avaliar cada paciente e oferecer o tratamento mais adequado.
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