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Estudos recentes sobre cannabis e esperma mostram que o THC pode alterar a forma, a velocidade e até o DNA dos espermatozoides.
O uso frequente de cannabis pode trazer impactos negativos para a fertilidade masculina, segundo estudo realizado pelo Dr. Alexander Pastuszak, urologista na Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Embora alguns usuários continuem conseguindo ter filhos, o consumo regular eleva os riscos de infertilidade.
Ao analisar 48 estudos de todo o mundo sobre o tema, o pesquisador observou os efeitos da maconha sobre o sistema reprodutivo. O THC, principal composto psicoativo da planta, compromete a qualidade do sêmen, afetando a concentração, a forma e a movimentação dos espermatozoides. Alterações no DNA das células reprodutivas também foram observadas, o que pode interferir no desenvolvimento saudável de um embrião.
Um estudos com homens jamaicanos e jordanianos mostrou que o uso de cannabis esteve associado a uma maior taxa de espermatozoides com formato anormal e baixa motilidade, dificultando o processo de fecundação. Além disso, o THC pode danificar as mitocôndrias, estruturas que fornecem energia para o esperma nadar em direção ao óvulo. Tais alterações podem prejudicar diretamente a qualidade do sêmen e, por consequência, a saúde reprodutiva masculina.
Testes com animais também sugerem que os danos do THC vão além da fertilização. Pesquisadores observaram que o uso paterno de cannabis antes da concepção pode comprometer o DNA presente no esperma, o que afeta o desenvolvimento neurológico da prole.
Já análises em laboratório mostraram que células vivas, quando expostas ao THC, morrem ao redor da substância — indício da toxicidade do composto para a saúde reprodutiva masculina.
Os danos não se limitam ao esperma. O uso crônico de doses elevadas de cannabis também pode resultar em disfunção erétil, ejaculação retardada e queda na libido.
O estudo corrobora com a recomendação dos especialistas: Para proteger a fertilidade masculina e garantir a qualidade do sêmen, a principal orientação é suspender completamente o consumo, mesmo com métodos como vaporizadores ou comestíveis, que ainda mantêm a exposição ao THC.
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