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A bupropiona causa disfunção erétil ou não? Apesar de ser um antidepressivo, o medicamento não costuma afetar negativamente a função erétil e, em alguns casos, pode estar associado a melhora da libido, conforme a resposta individual. Saiba mais!
Como a bupropiona age no cérebro e no corpo masculino?
A bupropiona causa disfunção erétil?
Para alguns homens, o aumento da dopamina proporcionado pela bupropiona pode melhorar a libido. Mas para outros, alguma disfunção sexual masculina pode aparecer, especialmente quem não goza de saúde plena ou usa outros remédios ao mesmo tempo.
A disfunção erétil não é efeito colateral comum. Segundo a bula do medicamento, pode haver disfunção sexual (mas não há especificação dos problemas que podem surgir).
Comparando a bupropiona com outros antidepressivos
Alguns estudos indicam que sugerem menor incidência de disfunção erétil com o uso da bupropiona em relação a alguns antidepressivos da classe ISRS, embora isso dependa de cada caso clínico.
Os ISRS costumam reduzir a libido e dificultar a ereção, enquanto a bupropiona pode até melhorar a libido em alguns casos.
Cada pessoa pode ter reações diferentes, então é importante observar os sinais e conversar com o médico sobre possíveis ajustes.
Por que alguns antidepressivos afetam a função erétil?
O mecanismo da ereção é complexo, e envolve fatores neurológicos, hormonais e vasculares, além da erotização. Os antidepressivos atuam no cérebro e, muitas vezes, provocam efeitos colaterais nos demais fatores responsáveis pela ereção.
Os medicamentos ISRS, por exemplo, funcionam aumentando os níveis de serotonina, o que pode diminuir a libido e dificultar a ereção. Já a bupropiona age principalmente na dopamina, que está menos associada à disfunção erétil.
O risco de disfunção erétil por antidepressivo depende do tipo de medicamento e da resposta individual do paciente. Por isso, é importante ficar atento aos sinais e relatar ao médico.
Disfunção erétil por antidepressivo é sempre permanente?
A maioria dos casos de disfunção erétil por antidepressivo não é permanente. Quando o remédio é ajustado ou trocado, a função sexual pode voltar ao normal.
Entretanto, é possível que a disfunção erétil tenha causa psicológica devido à depressão, ansiedade, estresse e outros fatores. Nesses casos, o antidepressivo pode ajudar a controlar os quadros. Mas, enquanto os sintomas não estiverem controlados ou a dosagem não for ajustada, a disfunção erétil pode persistir.
É importante lembrar que não é indicado parar a medicação sem orientação médica, pois isso pode agravar os sintomas da depressão.
Como diferenciar disfunção causada por medicação ou por ansiedade?
Nem sempre é fácil saber se a disfunção erétil vem do antidepressivo ou da ansiedade – ou de ambos. Apenas com o auxílio de um médico urologista ou um terapeuta será possível esclarecer a origem do problema.
Para o diagnóstico certo, é fundamental realizar exames físicos e avaliação psicológica.
Alternativas e ajustes com orientação médica especializada
Se a disfunção erétil for causada pelo uso da bupropiona ou outro antidepressivo, com orientação médica, podem ser considerados ajustes na medicação ou outras abordagens terapêuticas que visem preservar a saúde sexual.
Também é possível iniciar um tratamento visando melhorar a função sexual, com medicamentos como Sildenafila, Tadalafila ou injeções aplicadas diretamente nos tecidos penianos.
Além disso, a terapia psicológica e mudanças no estilo de vida podem ajudar a reduzir o impacto emocional na vida íntima e melhorar a qualidade de vida do paciente.
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Quando procurar um urologista para avaliar a função sexual
O urologista é o médico indicado para avaliar a qualidade das ereções do homem. Ele vai investigar a causa exata e indicar o tratamento mais adequado para a saúde mental e sexualidade.
Se a disfunção erétil acontece com frequência, é recomendado buscar o profissional. Entretanto, lembre-se que falhas eventuais são normais e esperadas, e não configuram o quadro.
Como a bupropiona causa disfunção erétil em raros casos, pois há um risco menor em comparação com outros antidepressivos, é preciso ficar atento.
Ao invés de interromper o uso por conta própria, converse com profissionais que cuidam da sua saúde. Conte com o Dr. Paulo para recuperar a sua qualidade de vida sexual!
