O uso de remédios para ereção sem prescrição pode causar dependência psicológica, mascarar problemas de saúde e agravar outras condições.
A automedicação para ereção é o uso de medicamentos que prometem ereção ou melhorar o desempenho sexual sem prescrição médica.
Como existe a pressão para atender padrões irreais de desempenho, muitos homens fazem uso indevido de estimulantes sexuais.
Em busca de soluções rápidas, a compra de estimulantes pela internet é uma alternativa prejudicial à saúde.
Saiba os riscos da automedicação para ereção.
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Riscos da automedicação para ereção
Os efeitos colaterais de medicamentos para ereção podem ser mais intensos quando não há prescrição e orientação médica. Conheça os riscos a seguir.
1. Riscos à saúde cardiovascular
Os riscos cardiovasculares dos medicamentos para ereção ocorrem porque eles podem reduzir a pressão arterial.
Esse efeito colateral tende a ser mais intenso quando o uso é combinado com remédios para pressão alta, o que pode causar uma queda acentuada da pressão e outros eventos adversos.
Um alerta da ANVISA reforça que a automedicação aumenta o risco de infarto e AVC, principalmente em pessoas com predisposição para eventos cardíacos.
2. Priapismo
O priapismo – ereção involuntária, persistente e dolorosa – é um dos principais perigos do uso de remédios para ereção sem prescrição médica.
Essa condição pode formar placas rígidas no interior do pênis, o que aumenta a possibilidade de entortar ou afinar o membro.
3. Dependência psicológica
Segundo um artigo da PUC-RIO sobre o uso indiscriminado de remédios para disfunção erétil, a dependência psicológica é um dos principais efeitos colaterais. Ou seja, acreditar que um bom desempenho depende da medicação, traz ansiedade, algo que prejudica a saúde mental do homem.
4. Perda de visão ou audição súbita
Uma notícia do Conselho Federal de Farmácia afirma que a perda súbita da visão é um dos perigos do uso de Viagra sem acompanhamento.
A publicação relata que cientistas do Irã divulgaram o caso de um homem de 32 anos que perdeu a visão de um olho após usar Viagra em excesso sem prescrição médica.
Outros efeitos adversos atribuídos à automedicação para ereção são:
- perda de audição;
- dor de cabeça;
- rubor facial;
- congestão nasal.
5. Falsificação e produtos sem eficácia
A falsificação de remédios para ereção também é um risco.
Isso é potencializado pela compra de estimulantes pela internet, já que não há fiscalização, nem a necessidade de receita médica.
Remédios falsificados podem conter substâncias desconhecidas, que não tratam a disfunção erétil e ainda podem causar intoxicação.
Além disso, produtos como gomas com tadalafila também não possuem eficácia comprovada e não têm o aval da Anvisa.
6. Atraso no diagnóstico
O uso indevido de estimulantes sexuais também pode adiar o diagnóstico correto da disfunção erétil.
Isso significa que as causas reais do problema – como diabetes, doenças cardiovasculares e alterações hormonais – podem permanecer sem tratamento adequado.
Infográfico risco dos medicamentos para ereção sem receita
A importância do urologista para o tratamento correto da Disfunção Erétil
Homens que suspeitam estar com disfunção erétil devem procurar orientação médica.
Na consulta com urologista, o profissional pergunta quando começou a dificuldade de ereção e investiga o histórico clínico.
O diagnóstico depende também do paciente, que deve informar se usa medicamentos.
Exames para medir taxas hormonais, identificar possíveis problemas anatômicos e investigar doenças cardiovasculares ajudam a definir a disfunção erétil.
Com o diagnóstico correto, o urologista prescreve um tratamento personalizado, que pode envolver medicamentos orais ou injetáveis, além de terapias complementares, como a bomba peniana.
Além do tratamento com fármacos, o homem pode adotar hábitos saudáveis, que são reconhecidos por contribuir para a saúde geral, incluindo fatores relacionados à função sexual.
Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar o consumo excessivo de álcool em excesso e não fumar são medidas que beneficiam a saúde masculina como um todo.
Hábitos de autocuidado – como atenção à saúde mental e uma boa rotina de sono – são aspectos que podem influenciar positivamente o bem-estar e devem ser avaliados como parte do contexto clínico.
Ereção saudável vai além da pílula: converse com o Dr. Paulo Egydio
Ter uma ereção saudável é a união de questões físicas e emocionais.
Mas se você está com dificuldades de ereção e cogita usar estimulantes sem prescrição, consulte primeiramente um urologista.
O urologista é o profissional habilitado para avaliar o quadro e indicar opções terapêuticas adequadas ao perfil clínico de cada paciente.
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