Automedicação para ereção: por que é um grande risco à saúde masculina?

Homem sentado na cama com a mão cheia de comprimidos azuis representando a sildenafila

Automedicação para ereção: por que é um grande risco à saúde masculina?

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O uso de remédios para ereção sem prescrição pode causar dependência psicológica, mascarar problemas de saúde e agravar outras condições.

A automedicação para ereção é o uso de medicamentos que prometem ereção ou melhorar o desempenho sexual sem prescrição médica.

Como existe a pressão para atender padrões irreais de desempenho, muitos homens fazem uso indevido de estimulantes sexuais.

Em busca de soluções rápidas, a compra de estimulantes pela internet é uma alternativa prejudicial à saúde.

Saiba os riscos da automedicação para ereção.

Faça a sua Pré-Análise com o Especialista Dr. Paulo Egydio

Riscos da automedicação para ereção

Os efeitos colaterais de medicamentos para ereção podem ser mais intensos quando não há prescrição e orientação médica. Conheça os riscos a seguir.

1. Riscos à saúde cardiovascular

Os riscos cardiovasculares  dos medicamentos para ereção ocorrem porque eles podem reduzir a pressão arterial. 

Esse efeito colateral tende a ser mais intenso quando o uso é combinado com remédios para pressão alta, o que pode causar uma queda acentuada da pressão e outros eventos adversos.

Um alerta da ANVISA reforça que a automedicação aumenta o risco de infarto e AVC, principalmente em pessoas com predisposição para eventos cardíacos.

 2. Priapismo

O priapismo – ereção involuntária, persistente e dolorosa – é um dos principais perigos do uso de remédios para ereção sem prescrição médica.

Essa condição pode formar placas rígidas no interior do pênis, o que aumenta a possibilidade de entortar ou afinar o membro.

3. Dependência psicológica

Segundo um artigo da PUC-RIO sobre o uso indiscriminado de remédios para disfunção erétil, a dependência psicológica é  um dos principais efeitos colaterais. Ou seja, acreditar que um bom desempenho depende da medicação, traz ansiedade, algo que prejudica a saúde mental do homem.

4. Perda de visão ou audição súbita

Uma notícia do Conselho Federal de Farmácia afirma que a perda súbita da visão é um dos perigos do uso de Viagra sem acompanhamento.

A publicação relata que cientistas do Irã divulgaram o caso de  um homem de 32 anos que perdeu a visão de um olho após usar Viagra em excesso sem prescrição médica.

Outros efeitos adversos atribuídos à automedicação para ereção são: 

  • perda de audição; 
  • dor de cabeça; 
  • rubor facial; 
  • congestão nasal.

5. Falsificação e produtos sem eficácia

A falsificação de remédios para ereção também é um risco.

Isso é potencializado pela compra de estimulantes pela internet, já que não há fiscalização, nem a necessidade de receita médica.

Remédios falsificados podem conter substâncias desconhecidas, que não tratam a disfunção erétil e ainda podem causar intoxicação.

Além disso, produtos como gomas com tadalafila também não possuem eficácia comprovada e não têm o aval da Anvisa.

6. Atraso no diagnóstico

O uso indevido de estimulantes sexuais também pode adiar o diagnóstico correto da disfunção erétil.

Isso significa que as causas reais do problema –  como diabetes, doenças cardiovasculares e alterações hormonais – podem permanecer sem tratamento adequado.

Infográfico risco dos medicamentos para ereção sem receita

Infográfico risco dos medicamentos para ereção sem receita

A importância do urologista para o tratamento correto da Disfunção Erétil

Homens que suspeitam estar com disfunção erétil devem procurar orientação médica.

Na consulta com urologista, o profissional pergunta quando começou a dificuldade de ereção e investiga o histórico clínico.

O diagnóstico depende também do paciente, que deve informar se usa medicamentos. 

Exames para medir taxas hormonais, identificar possíveis problemas anatômicos e investigar doenças cardiovasculares ajudam a definir a disfunção erétil.

Com o diagnóstico correto, o urologista prescreve um tratamento personalizado, que pode envolver medicamentos orais ou injetáveis, além de terapias complementares, como a bomba peniana.

Além do tratamento com fármacos, o homem pode adotar hábitos saudáveis, que são reconhecidos por contribuir para a saúde geral, incluindo fatores relacionados à função sexual.

Praticar atividade física regularmente, manter uma alimentação equilibrada, evitar o consumo excessivo de álcool em excesso e não fumar são medidas que beneficiam  a saúde masculina como um todo.

Hábitos de autocuidado – como atenção à saúde mental e uma boa rotina de sono – são aspectos que podem influenciar positivamente o bem-estar e devem ser avaliados como parte do contexto clínico.

Ereção saudável vai além da pílula: converse com o Dr. Paulo Egydio

Ter uma ereção saudável é a união de questões físicas e emocionais.

Mas se você está com dificuldades de ereção e cogita usar estimulantes sem prescrição, consulte primeiramente um urologista.

O urologista é o profissional habilitado para avaliar o quadro e indicar opções terapêuticas adequadas ao perfil clínico de cada paciente.

Preencha nosso formulário de pré-análise e receba as primeiras orientações sobre o seu caso por e-mail.

 

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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