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A disfunção erétil pode ocorrer após o câncer de próstata, especialmente quando a remoção da glândula atinge nervos associados à ereção.
A dificuldade de ereção pode estar entre os possíveis efeitos colaterais do tratamento da próstata. Isso porque os nervos responsáveis pela ereção podem ser afetados durante a prostatectomia.
Além disso, tanto a quimioterapia quanto a radioterapia podem comprometer a função erétil ao impactar nervos, vasos sanguíneos e a produção hormonal.
Continue a leitura para entender como a sexualidade masculina pode ser afetada após o câncer de próstata.
A relação entre câncer de próstata e impotência
O artigo publicado no Journal of the American Cancer Society analisou 2.636 homens tratados com radioterapia definitiva ou prostatectomia.
A pesquisa, baseada em questionários, constatou que 85% desses voluntários apresentavam dificuldade de ereção.
Outro estudo sobre disfunção erétil após câncer de próstata destaca que os efeitos sexuais do tratamento do câncer de próstata variam conforme o método adotado.
Por exemplo, as taxas de impotência são mais altas após a prostatectomia radical, principalmente quando não há preservação dos nervos.
Já no caso da radioterapia conformacional tridimensional — técnica que utiliza imagens em 3D para atingir o tumor com precisão e reduzir danos aos tecidos saudáveis —, a incidência de problemas de ereção após três sessões pode variar de 7% a 72%.
A relação entre impotência e prostatectomia se deve ao risco de lesão dos nervos eréteis, responsáveis por controlar o fluxo sanguíneo necessário para a ereção.
Quando esses nervos ou os vasos sanguíneos são danificados durante a cirurgia, a função erétil pode ser comprometida..
Além disso, os efeitos colaterais também podem decorrer de outros tratamentos oncológicos, como quimioterapia e radioterapia, que prejudicam os nervos e reduzem os níveis de testosterona, impactando diretamente a função sexual.
Principais tratamentos do câncer de próstata e seus efeitos sexuais
Conheça os principais tratamentos do câncer de próstata e efeitos sexuais:
- Prostatectomia radical: a prostatectomia é a remoção da próstata e, em alguns casos, de estruturas próximas. O procedimento pode causar impacto na ereção.
- Radioterapia: trata-se do uso da radiação para destruir células cancerígenas. O tratamento provoca uma reação inflamatória que prejudica os nervos e vasos sanguíneos.
- Terapia hormonal: reduz os níveis de testosterona, o que costuma levar à diminuição da libido e à disfunção erétil.
- Quimioterapia: emprego de medicamentos para combater as células doentes. Pode causar disfunção erétil, queda da libido e problemas de ejaculação.
Mitos e verdades sobre a função sexual pós-câncer de próstata
Descubra o que é mito e o que é verdade sobre câncer de próstata e impotência, de acordo com a ciência.
“A ejaculação é sempre perdida” – Verdade
Após a remoção da próstata o homem não consegue mais ejacular.
Um estudo sobre disfunções sexuais após remoção da próstata, mostra que todos os pacientes perdem essa função, já que a glândula é responsável por produzir parte do fluído do sêmen.
“A impotência é inevitável” – Verdade
Isso ocorre porque o cirurgião pode ter que remover um ou os dois feixes de nervos ligados à próstata, essenciais para a ereção.
No entanto, o artigo publicado na Cancer Research UK explica que é fundamental buscar ajuda urológica para a reabilitação erétil após prostatectomia, que pode envolver terapia sexual, uso de medicamentos e, em alguns casos, bombas a vácuo.
“Só a cirurgia causa disfunção” – Mito
Um artigo publicado no Clinical Oncology esclarece que mais de 80% dos homens apresentam disfunção erétil após câncer de próstata.
O sintoma não está restrito à cirurgia: pode ocorrer também após radioterapia e terapia hormonal.
Impacto na vida sexual e emocional do homem
Entenda como lidar com o impacto do câncer de próstata na vida sexual e emocional do homem:
Relação com autoestima e intimidade
A redução da autoestima é comum em homens submetidos à prostatectomia.
Os problemas sexuais observados após o tratamento afetam a percepção de si mesmos e podem causar ansiedade e depressão.
Tanto os pacientes quanto seus parceiros precisam de orientação urológica e psicológica para lidar com problemas como dificuldade de ereção e baixa libido.
Como comunicar-se com o parceiro(a)
Conversas honestas sobre mudanças, sentimentos e expectativas criam um ambiente de apoio e compreensão importante para o bem-estar sexual e emocional após a cirurgia prostática. Essa comunicação entre os parceiros reduz a ansiedade e o estresse do casal.
Importância do acompanhamento médico contínuo
O tratamento não termina com a cirurgia e os tratamentos.
O acompanhamento médico contínuo é essencial para avaliar e controlar os efeitos colaterais, além de possibilitar a detecção precoce de uma possível recidiva do câncer.
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O câncer de próstata tem tratamento, e seus efeitos colaterais sexuais podem, em alguns casos, ser manejados com acompanhamento médico adequado.
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*Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um profissional de saúde habilitado.



