Vasodilatadores penianos, injeções e próteses: saiba as diferenças e indicações

Vasodilatadores, injeções ou prótese peniana? Como escolher

Vasodilatadores penianos, injeções e próteses: saiba as diferenças e indicações

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O vasodilatador peniano deve ser indicado por médico, considerando o histórico clínico do paciente e a segurança do tratamento.

Os medicamentos vasodilatadores para disfunção erétil podem ajudar homens que, por motivos orgânicos, emocionais, ou ambos, têm o diagnóstico comprovado da condição. Entretanto, para lidar de forma segura com o efeito dos vasodilatadores penianos, é fundamental contar com auxílio médico.

Alguns quadros de disfunção erétil podem ser administrados com o auxílio desses medicamentos. Porém, eles não funcionam de forma similar em todos os pacientes e alguns, após certo tempo, acabam não reagindo mais ao tratamento. 

Conheça essa opção de tratamento e saiba o que esperar.

O que é um vasodilatador peniano?

Um vasodilatador peniano é um medicamento facilitador da entrada e retenção de sangue, resultando em um pênis mais rígido e ereto.

Esse tipo de medicamento promove o relaxamento da musculatura lisa dos vasos sanguíneos presentes no interior do pênis, fazendo com que eles se dilatem e permitam maior fluxo de sangue para os corpos cavernosos.

O efeito acontece porque o medicamento ajuda a liberar uma substância natural chamada óxido nítrico (NO).

O NO faz com que a parede dos vasos sanguíneos do pênis relaxe e se dilate. Com os vasos mais abertos, o sangue flui com mais facilidade e fica retido no interior dos corpos cavernosos, o que aumenta a rigidez peniana.

Tipos de vasodilatadores

Esses medicamentos podem ser usados por via oral, tópica ou injetável, e cada forma tem características próprias.

Vasodilatadores orais

Vardenafila, Tadalafila, Sildenafila e outros vasodilatadores orais são tomados em comprimidos, absorvidos pelo sistema digestivo e chegam à circulação sanguínea. Eles agem no corpo todo, mas têm efeito maior no pênis quando o homem está erotizado.

O tratamento com vasodilatadores orais costuma ser uma das primeiras alternativas recomendadas, com eficácia variável conforme o caso clínico. A prescrição varia conforme o caso, e a dosagem pode ser única ou diária, permitindo efeito mais curto ou prolongado.

Vasodilatadores tópicos

As pomadas e cremes vasodilatadores, geralmente a base de Alprostadil, são aplicados diretamente no pênis para estimular a vascularização. A ação é localizada e o efeito é percebido em torno de 15 a 30 minutos após a aplicação.

Os vasodilatadores tópicos representam uma opção terapêutica de uso local, indicada conforme avaliação médica, porém, não costumam ser indicados para casos moderados ou severos de disfunção erétil.

Vasodilatadores, injeções ou prótese peniana? Como escolher

Vasodilatadores injetáveis

Geralmente a base de Alprostadil ou Papaverina, os vasodilatadores injetáveis são aplicados diretamente nos corpos cavernosos do pênis pelo homem antes da relação sexual, com ação rápida e duração de até uma hora.

As injeções penianas costumam ser indicadas como segunda linha terapêutica, sob orientação médica especializada.

Em um estudo recente publicado no Brazilian Journal of Health Review, as injeções intracavernosas apresentaram resposta satisfatória em cerca de 80% dos casos analisados, segundo os autores do estudo e foram consideradas relevantes diante da limitação de resposta a tratamentos orais em pacientes pós-prostatectomia.

Próteses penianas como alternativa

Esgotadas as alternativas terapêuticas para impotência masculina clínicas, o homem pode precisar de uma cirurgia peniana para a colocação de uma prótese. O objetivo é restabelecer a rigidez peniana suficiente para a função sexual.

Além de avaliar a saúde geral do paciente, o médico examina o pênis, verificando a presença de fibroses, a qualidade da vascularização, o grau de rigidez durante a ereção, possíveis alterações nas dimensões e formação de curvatura.

Essas informações ajudam o médico a definir não apenas a estratégia cirúrgica utilizada, mas também a decidir, junto com o paciente, se a prótese será a maleável ou a inflável.

Após o procedimento cirúrgico, o implante peniano tem como objetivo restabelecer a função erétil. Em média, o retorno às atividades sexuais ocorre entre 45 e 60 dias após a cirurgia, conforme avaliação médica. Esse período pode variar para mais, ou para menos, de acordo com o processo de cicatrização e recuperação individual de cada paciente.

De acordo com uma revisão de literatura que reuniu quase 30 anos de estudos, publicada na Sexual Medicine Reviews em 2018, cerca de 85% dos pacientes relataram níveis elevados de satisfação e melhora na qualidade de vida sexual.

Como escolher a melhor opção

Dada a variedade de tratamentos para a disfunção sexual, é obrigatório consultar um profissional da saúde masculina para recomendar entre vasodilatador peniano ou prótese.

De modo geral, casos leves e moderados podem ser tratados primeiramente com vasodilatadores. Já os quadros severos – principalmente quando há problemas na vascularização ou fibroses – ou aqueles que não evoluíram satisfatoriamente com medicamentos ou injeções tendem a necessitar da cirurgia.

Segurança e efeitos colaterais

Vasodilatadores e próteses penianas são opções terapêuticas amplamente reconhecidas na literatura médica para o tratamento da disfunção erétil, desde que indicadas de forma adequada e acompanhadas por um profissional habilitado. No entanto, como todo tratamento médico, podem apresentar efeitos colaterais e possíveis complicações.

No caso dos medicamentos orais, os principais efeitos colaterais são:

  • Dores de cabeça;
  • Náuseas e vômito;
  • Rubor e vermelhidão;
  • Problemas/complicações cardíacas.

Esses medicamentos têm sido adquiridos sem prescrição médica e usados de forma indiscriminada para melhorar o desempenho sexual, mas eles só devem ser utilizados mediante supervisão de um profissional da saúde. Os riscos aumentam quando combinados com a ingestão de álcool ou drogas.

Para os vasodilatadores tópicos, os efeitos colaterais esperados ficam restritos ao local de aplicação:

  • Dor e ardência;
  • Erupções na pele;
  • Coceira;
  • Inflamação no pênis;
  • Sensação de dormência.

A parceira também pode sentir uma leve ardência quando o homem utiliza o produto.

Os vasodilatadores injetáveis podem apresentar os seguintes efeitos adversos, principalmente quando não é injetada conforme orientação do médico:

  • Desconforto no momento da aplicação;
  • Hematomas;
  • Aumento do risco de priapismo e formação de fibroses;
  • Reações alérgicas.

Já as próteses penianas estão associadas a complicações quando não são bem indicadas ou quando os cuidados pós-cirúrgicos não são feitos corretamente:

  • Infecções;
  • Hematomas;
  • Sangramentos;
  • Má cicatrização;
  • Extrusão da prótese;
  • Má adaptação à prótese.

Dúvidas frequentes

Qual o melhor vasodilatador para o homem?

A escolha do melhor vasodilatador depende das necessidades individuais, resposta ao tratamento e perfil de saúde do paciente.

Qual o vasodilatador natural mais potente?

Estudos sugerem que o óxido nítrico é vasodilatador natural para ereção mais potente, pois é produzido pelo corpo e desempenha um papel crucial na função erétil.

Quais são os vasodilatadores mais usados?

Os vasodilatadores mais utilizados no tratamento da disfunção erétil incluem Sildenafila (Viagra), Tadalafila (Cialis) e Vardenafila (Levitra).

Entre em contato com o Dr. Paulo no WhatsApp

Para esclarecer dúvidas sobre o uso de vasodilatadores e outras opções de tratamento da disfunção erétil, é essencial buscar orientação de um urologista.

O atendimento médico individualizado permite avaliar o quadro e indicar a abordagem mais segura para cada caso.

Envie uma mensagem para o Dr. Paulo Egydio, tire as suas dúvidas e, se quiser, agende uma consulta.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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