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Quando não é tratada, a Doença de Peyronie, a curvatura peniana pode se estabilizar em um grau que interfere nas relações sexuais. A fibrose também pode levar à disfunção erétil. Saiba mais sobre os prejuízos para a saúde sexual e mental.
Homens que notam uma curvatura incomum no pênis e demoram a buscar ajuda por vergonha ou por acreditarem que “vai passar com o tempo” podem não ter ideia sobre o que acontece se não tratar a Doença de Peyronie. Essa falta de cuidado pode trazer consequências graves à saúde.
A Doença de Peyronie tende a piorar se não for tratada adequadamente. Quando isso acontece, a condição pode comprometer a qualidade de vida do homem, interferindo em sua autoestima, nos relacionamentos afetivos e, principalmente, na capacidade de manter relações sexuais satisfatórias.
Conforme o tempo passa, a doença pode evoluir para quadros mais complexos e necessitar de uma cirurgia. Por isso, entender o que acontece se não tratar a Doença de Peyronie é essencial para priorizar a saúde. Continue a leitura!
O que é a Doença de Peyronie e como ela afeta o pênis?
A Doença de Peyronie causa curvatura no pênis, mas está longe de ser apenas uma questão estética.
Essa condição é caracterizada pela formação de uma placa de fibrose no interior do pênis, mais especificamente na túnica albugínea – camada que envolve os corpos cavernosos. Essa placa gera perda de elasticidade, o que explica o surgimento da curvatura peniana, notada quando o pênis está em estado de ereção.
Dependendo da gravidade da fibrose peniana em termos de extensão e localização, outras deformidades penianas podem surgir. Além da curvatura que pode chegar até 90°, o homem pode apresentar afinamentos e redução no tamanho do órgão. Nos casos mais severos, a fibrose pode levar à disfunção erétil.
Além das alterações visíveis, outros sintomas da Doença de Peyronie incluem dor no pênis, especialmente durante a ereção, dificuldade para penetração e movimentos limitados na hora do sexo.
Quanto tempo dura a síndrome de Peyronie?
Sem o tratamento adequado, a curvatura peniana durará para sempre, exceto em raros casos.
A condição ocorre em duas fases:
- Fase aguda: na primeira fase, a fibrose ainda está em formação e em estado de inflamação. Por isso, é comum ter dor durante a ereção. Além disso, nessa fase, a curvatura pode aumentar progressivamente.
- Fase crônica: nesta fase, a curvatura se estabiliza, consolidando a curvatura peniana. Em alguns casos, pode chegar a se calcificar.
É importante lembrar que pode haver mais de uma fibrose no pênis, e elas podem estar em estágios evolutivos diferentes.
A Doença de Peyronie é grave?
A Doença de Peyronie deve sim ser considerada grave. Ela tem potencial de impactar significativamente a qualidade de vida sexual, e, ainda, de trazer sequelas psicológicas e para as relações do homem.
Além disso, a ausência de tratamento adequado pode levar a sérias complicações, como a disfunção erétil.
O que piora a Doença de Peyronie?
Alguns fatores pode agravar a progressão dessa condição. Eles estão relacionados a lesões nos corpos cavernosos e alterações nos tecidos penianos, como:
- Traumas na região peniana
- Posições sexuais que forçam o pênis
- Disfunção erétil
- Diabetes mal controlado
- Queda na testosterona
- Hipertensão e problemas cardiovasculares
- Uso de determinados medicamentos

Complicações a longo prazo da Doença de Peyronie não tratada
Com o passar do tempo, a fibrose tende a cicatrizar. Quando isso acontece, a elasticidade da área afetada é perdida, e não é mais possível tratar clinicamente a condição.
Nessa fase, há um risco maior de desenvolver disfunção erétil como uma das complicações da Doença de Peyronie. Também pode haver uma curvatura seja muito aguda, impossibilitando a penetração na hora H.
Além disso, quando calcificada, a fibrose não pode ser tratada com a Técnica Egydio. É preciso avaliar outros pontos para as incisões durante a cirurgia.
Riscos de deformidade permanente do pênis
Quando não tratada, a deformidade peniana pode ser permanente. Ao evoluir para a fase crônica, a reversão espontânea da curvatura tende a ser incomum na fase crônica, sendo a cirurgia uma possibilidade a ser considerada conforme avaliação médica.
Em casos de calcificação, não é mais possível interferir no local afetado, pois regiões ossificadas não podem ser expandidas. Por isso, exames são fundamentais para planejar a estratégia cirúrgica, que pode ser aplicada nas adjacências.
Impacto na função erétil e dificuldade para manter ereções
A disfunção erétil associada à Doença de Peyronie pode ocorrer por duas vias: pela dificuldade causada pela curvatura e pela ansiedade gerada pelo medo do fracasso sexual. Ou seja, por razões orgânica ou psicológica.
O impacto na função sexual pode afetar inclusive homens que nunca tiveram problemas de ereção anteriormente.
Como a Doença de Peyronie afeta a vida sexual e o relacionamento
A autoestima masculina frequentemente está ligada à performance sexual. Quando a ereção uma questão complicada – seja devido à mudança na aparência do pênis ou à dificuldade/impossibilidade de ter/manter a rigidez ou às limitações para os movimentos -, é comum que o homem perceba uma queda em sua qualidade de vida sexual.
Os homens com Peyronie podem evitar o sexo, o que pode gerar distanciamento afetivo, conflitos conjugais e frustração emocional. Alguns evitam até mesmo experimentar novos relacionamentos.
Aumento da dor durante a ereção e atividade sexual
Na fase aguda, o homem pode apresentar dor durante a ereção. A dor pode tornar a relação sexual desconfortável, gerar insegurança e receio de falhar.
Consequências psicológicas e emocionais de não tratar a doença
O homem que não trata a Doença de Peyronie pode desenvolver sintomas de ansiedade, depressão, sentimento de inadequação, vergonha do próprio corpo e frustração sexual.
Progresso da doença sem intervenção: o que esperar?
Sem tratamento, a tendência é que a curvatura saia da fase aguda e dolorida e se estabilize na fase crônica.
Se o grau da curvatura não for muito severo, o homem até pode continuar a ter uma boa funcionalidade peniana. Porém, em alguns casos, mesmo em pouco tempo pode ocorrer uma curvatura acentuada, que logo afeta a vida sexual.
Se não tratada logo no início, há um risco ainda maior de surgirem efeitos a longo prazo da Doença de Peyronie, como calcificações e disfunção erétil.
Por que o tratamento precoce é essencial para evitar complicações sérias
Iniciar o tratamento para a Doença de Peyronie nos estágios iniciais pode contribuir para estabilizar a condição e reduzir a necessidade de procedimentos cirúrgicos. Isso porque existem medicamentos e técnicas que podem estabilizar a curvatura, desde que ela esteja em um grau aceitável.
Além disso, com orientações personalizadas, o médico pode auxiliar o paciente a lidar com as limitações e preservar, quando possível, a função sexual.
Agora, quando a curvatura já está cicatrizada ou nos casos mais severos, o homem poderá necessitar de cirurgia com uma técnica reconstrutiva especializada, que busca recuperar aspectos funcionais e anatômicos do pênis, respeitando os limites de cada caso. Ele também precisará de uma prótese peniana para ajudar a recuperar a rigidez.
Quando buscar ajuda médica?
O ideal é procurar um urologista ao notar qualquer alteração na anatomia do pênis ereto, dor durante a ereção ou dificuldade para manter relações sexuais.
Tomar essa atitude pode ser difícil, mas é importante deixar o constrangimento de lado e buscar ajuda o quanto antes. O diagnóstico precoce permite acompanhamento individualizado e prevenção de danos irreversíveis.
Homens que convivem há mais tempo com a Doença de Peyronie também devem receber auxílio, pois há tratamentos disponíveis inclusive para casos de longa data.
Compreender a evolução da Doença de Peyronie pode ajudar o homem a tomar decisões mais informadas e buscar orientação médica para evitar possíveis complicações.
Ao perceber mudanças no pênis, não ignore os sinais. Procure um urologista de confiança para uma avaliação individualizada e orientações sobre sua saúde sexual.



