Já ouviu falar da síndrome do punho de ferro? Conheça problemas atrelados ao vício em masturbação

Punho erguido na vertical representa a síndrome do punho de ferro

Já ouviu falar da síndrome do punho de ferro? Conheça problemas atrelados ao vício em masturbação

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A síndrome do punho de ferro é causada pelo estímulo repetitivo da masturbação, resultando em dificuldade para atingir o orgasmo de outras formas. Existem diferentes maneiras de tratar o problema; buscar ajuda é o primeiro passo. Saiba mais a seguir.

Embora a sociedade contemporânea esteja mais aberta à prática da masturbação, ela ainda pode ser considerada um tabu em algumas culturas ou contextos.

Antes de iniciar esse texto, é importante dizer que a masturbação é uma prática natural e saudável para a maioria das pessoas. Na verdade, ela pode inclusive ter benefícios para a saúde e auxiliar no autoconhecimento.

O problema só existe quando o hábito se torna compulsório. E acredite: o vício da masturbação existe, é real e pode trazer sérias consequências, sobretudo quando combinado com a compulsão pela pornografia, que pode desencadear uma série de desafios físicos e emocionais, além trazer problemas para as relações.

A dependência da masturbação pode, além disso, causar uma série de questões emocionais profundas, incluindo ansiedade, depressão e uma queda na autoestima, impactando negativamente os relacionamentos interpessoais, levando a dificuldades de comunicação, intimidade e confiança.

Quando o hábito se torna um vício, pode inclusive resultar inclusive em disfunções, como a conhecida síndrome do punho de ferro, um assunto que vamos explorar melhor no texto de hoje.

A síndrome do punho de ferro é desencadeada não pelo excesso de masturbação, mas pela repetição do estímulo de uma maneira específica, incluindo toque, velocidade e pressão constantes.

E aí: você já ouviu falar nela? Acompanhe para saber mais.

Afinal, a masturbação pode se tornar um vício?

Para muitos, a masturbação é um ato natural de autoexploração e prazer. Mas, algumas pessoas pode sim se tornar um vício prejudicial, afetando diversos aspectos do dia a dia.

Especialistas em sexualidade definem que a masturbação se torna um vício quando a prática interfere nas atividades diárias e no comportamento do indivíduo e das pessoas ao redor.

Estima-se que quase um terço da população masculina sofra com masturbação compulsiva e que 30% dos homens relatam que se masturbaram cinco vezes ou mais por semana.

O vício em masturbação é caracterizado por uma necessidade intensa e persistente de se masturbar, interferindo no trabalho, nos estudos e nas relações pessoais.

O problema é mais grave ainda quando essa prática se torna a única maneira de atingir o orgasmo, como acontece no problema chamado síndrome do punho de ferro.

Mão de madeira segura cacto para representar os malefícios da síndrome do punho de ferro

Se masturbar uma vez ao dia é sinal de vício?

A masturbação diária não necessariamente é considerada um vício. A frequência pode variar de pessoa para pessoa e não há como fixar um número específico que defina automaticamente o comportamento como vício.

Se o hábito não interfere no trabalho, nos relacionamentos, estudos e outras atividades cotidianas, pode ser perfeitamente normal. Entretanto, se a intensidade e a compulsividade interferem nas responsabilidades diárias, isso pode ser indicativo de um problema mais sério.

Em outras palavras, se o homem percebe que não consegue controlar o comportamento de forma saudável, está na hora de procurar auxílio do seu médico urologista, que pode indicar o tratamento mais adequado.

Quais são os sinais de que alguém é viciado em masturbação?

Homem perturbado pelo vício representa a síndrome do punho de ferro

Identificar sinais do vício em masturbação pode ser complexo, já que variam de pessoa para pessoa e dependem do impacto que esse comportamento tem em suas vidas.

No entanto, se você está desconfiado (ou precisa ajudar seu parceiro), separamos 7 sinais comuns desse tipo de vício que podem ajudar:

  • Frequência excessiva: quando a masturbação ocorre várias vezes ao dia ou todos os dias da semana, interferindo em suas atividades cotidianas;
  • Compulsão: sentimento de que não é possível controlar o impulso da masturbação, mesmo quando há consequências negativas, como cansaço, atraso no trabalho ou estudos, ou problemas nos relacionamentos;
  • Isolamento social: quando a pessoa prefere se isolar para se masturbar em vez de participar de atividades sociais ou interagir com amigos e familiares;
  • Prejuízo nas relações interpessoais: quando a masturbação interfere nos relacionamentos íntimos, levando a dificuldades em manter relações sexuais satisfatórias com a(o) parceira(o);
  • Dependência de estímulos externos: quando a pessoa depende da pornografia, de fantasias sexuais ou de outros estímulos externos para se excitar e se masturbar;
  • Sentimentos de culpa ou vergonha: embora a pessoa não consiga parar por conta própria;
  • Problemas de saúde física: como irritação na pele, lesões nos genitais, fadiga crônica e disfunção erétil.

Nem todos esses sinais precisam estar presentes em uma mesma pessoa para que alguém seja considerado viciado em masturbação.

No entanto, se várias dessas características estiverem presentes e estiverem causando problemas significativos na vida da pessoa, o vício pode ser confirmado. Mas lembre-se: somente um profissional especializado pode confirmar esse diagnóstico.

É possível superar a síndrome do punho de ferro sozinho?

Superar a síndrome do punho de ferro por conta própria pode ser um desafio e, por isso, é recomendável que você (ou seu parceiro) busque auxílio de um profissional de saúde mental ou um terapeuta sexual.

Muitas vezes, existem outras causas adjacentes. Um psicólogo ou um profissional de saúde mental podem ajudá-lo a entender melhor a causa do vício.

A psicologia comportamental oferece métodos eficazes para abordar e entender hábitos, incluindo o excesso de masturbação.
 
Assim, será indicado a melhor forma de lidar com o problema, além de técnicas de relaxamento para lidar com estresse ou ansiedade, e evitar gatilhos comuns para a masturbação.

Quais são os tratamentos recomendados para a síndrome?

Embora não exista um consenso sobre a síndrome, especialistas discutem alguns tratamentos que podem ajudar, sendo eles:

  • Terapia comportamental;
  • Terapia sexual;
  • Reeducação comportamental;
  • Educação sexual;
  • Consultas médicas.

Se você não sabe como dar o primeiro passo em direção ao tratamento, busque um médico urologista de confiança para avaliar quaisquer problemas físicos associados à síndrome do punho de ferro, como lesões nos genitais ou disfunção erétil.

O médico também pode oferecer orientações sobre medidas preventivas e tratamentos específicos.

Cada indivíduo pode responder de maneira diferente aos tratamentos, e pode ser necessário tentar várias abordagens antes de encontrar a mais eficaz. É sempre recomendável consultar um profissional de saúde qualificado para obter orientação e apoio personalizados. Busque nossa equipe de atendimento aqui na EMC e saiba mais.

Saiba mais:

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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