Teste de saliva para câncer de próstata pode transformar o diagnóstico precoce da doença

Face de homem branco realizando a coleta de saliva com um cotonete, procedimento feito por um profissional de saúde usando luvas para o teste de saliva para câncer de próstata.

Teste de saliva para câncer de próstata pode transformar o diagnóstico precoce da doença

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Estudos mostram que a análise do DNA na saliva pode indicar risco elevado de câncer de próstata, sendo uma alternativa mais precisa ao exame de PSA.

O exame é um novo teste de saliva para câncer de próstata pode transformar o cenário do diagnóstico precoce do câncer de próstata, ao identificar homens com maior predisposição genética à doença antes mesmo de surgirem sinais clínicos.

Desenvolvido por cientistas britânicos, o exame analisa 130 mutações no DNA e gera um escore de risco genético, que permite indicar quais pacientes devem ser submetidos a exames adicionais, como biópsia e ressonância magnética. Em estudo com mais de 700 participantes, 103 casos de tumores de alto risco foram detectados — 74 deles em estágio que não teria sido identificado pelos métodos convencionais.

Ao contrário do tradicional exame PSA, que avalia o nível de antígeno prostático específico no sangue, o novo exame de saliva para câncer não procura o tumor diretamente, mas sim fatores genéticos associados ao desenvolvimento da doença.

Apesar dos resultados promissores, especialistas alertam que ainda não há evidências de que o teste seja capaz de aumentar a sobrevida ou a qualidade de vida dos pacientes. Além disso, o estudo não analisou a eficácia em populações não-europeias, como os homens negros, que apresentam alto risco para o câncer de próstata.

Embora ainda não esteja pronto para uso clínico, o teste de saliva para câncer de próstata é considerado um avanço no uso da genética na medicina preventiva. Até que haja dados mais robustos sobre custo-benefício e impacto na mortalidade, os especialistas defendem cautela na adoção do exame em larga escala.

No Brasil, entidades como o Instituto Nacional de Câncer (Inca) desaconselham o rastreamento em massa no Brasil, enquanto a Sociedade Brasileira de Urologia defende a importância da detecção precoce para determinados grupos de risco. Já o sistema de saúde pública britânico estuda a inclusão do teste de saliva para câncer de próstata como uma das formas mais eficazes de realizar o rastreamento do câncer de próstata.

Leia também: Câncer de próstata: o que você precisa saber para tratar e prevenir a doença

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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