Como melhorar a ereção? Veja hábitos que podem ajudar

Um braço estendido segurando uma pequena bandeira vertical com a palavra "help" emergindo de uma montanha de papel branco.

Como melhorar a ereção? Veja hábitos que podem ajudar

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Para melhorar a ereção, alguns hábitos podem contribuir para a saúde sexual, como praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, dormir bem e controlar o estresse.

Ter dificuldade de ereção ocasionalmente não significa, necessariamente, ter disfunção erétil. Cansaço, ansiedade, estresse, consumo de álcool e alterações na rotina também podem afetar o desempenho sexual.

Neste artigo, você vai entender o que pode ajudar a melhorar a ereção, quais fatores podem prejudicá-la e quando a dificuldade frequente pode indicar a necessidade de uma avaliação médica.

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O que influencia a qualidade da ereção?

A qualidade da ereção depende da interação entre cérebro, sistema nervoso, vasos sanguíneos, fluxo de sangue e hormonas. Durante a excitação sexual, o cérebro envia sinais pelos nervos até ao pénis, promovendo o aumento do fluxo sanguíneo e a rigidez peniana.

A testosterona também participa da função sexual, principalmente na regulação do desejo e de outros mecanismos relacionados à resposta sexual. Já fatores emocionais, como ansiedade, estresse e problemas de relacionamento, podem interferir na excitação e dificultar a ereção.

Por isso, alterações vasculares, neurológicas, hormonais ou psicológicas podem afetar a capacidade de obter ou manter uma ereção.

Circulação sanguínea

O aumento do fluxo sanguíneo para o pénis provoca a expansão dos tecidos penianos e contribui para a rigidez da ereção. Por isso, a saúde cardiovascular é fundamental para a função erétil.

A obesidade é um fator de risco para disfunção erétil e está associada a condições como hipertensão arterial, colesterol elevado, diabetes e doenças cardiovasculares, que podem comprometer a circulação e dificultar a obtenção ou a manutenção da ereção.

A EAU destaca a associação entre disfunção erétil e fatores de risco cardiovasculares e metabólicos. O tabagismo também prejudica a saúde dos vasos sanguíneos e está associado a um maior risco de disfunção erétil.

Fatores psicológicos

Os principais fatores psicológicos que podem interferir na função erétil incluem:

  • Ansiedade: pode dificultar a excitação e a manutenção da ereção, especialmente quando há preocupação com o desempenho sexual.
  • Ansiedade de desempenho: o medo de perder a ereção pode aumentar a tensão durante a relação e criar um ciclo que interfere na resposta sexual.
  • Estresse: quando intenso ou persistente, pode prejudicar o desejo e a resposta sexual.
  • Depressão: pode reduzir a libido e interferir na função erétil. Alguns medicamentos usados no tratamento também podem afetar a função sexual.
  • Problemas de relacionamento: conflitos, preocupações e dificuldades de comunicação podem diminuir a excitação e afetar a resposta sexual.

A dificuldade de ereção nem sempre está relacionada a um problema físico. Fatores emocionais podem atuar isoladamente ou em conjunto com alterações vasculares, hormonais ou neurológicas.

O acompanhamento e o controlo de doenças crónicas, como a diabetes e a hipertensão, são importantes para a saúde vascular e podem contribuir para a preservação da função erétil. Quando não estão controladas, essas condições podem afectar os vasos sanguíneos e a circulação, incluindo na região genital.

Hábitos que podem contribuir para a função erétil

As principais medidas incluem: 

1. Pratique atividade física regularmente

A prática regular de exercícios favorece a saúde cardiovascular, ajuda no controle do peso e pode contribuir para a função erétil. Exercícios aeróbicos e de força são opções importantes, desde que praticados de acordo com a condição física de cada pessoa.

A atividade física também pode contribuir para melhorar a saúde metabólica e reduzir fatores de risco associados à disfunção erétil.

2. Mantenha um peso saudável

Manter um peso adequado favorece a saúde metabólica, hormonal e vascular, fatores importantes para a função erétil.

O excesso de peso está associado a resistência à insulina, hipertensão, diabetes e alterações no colesterol. Essas condições podem comprometer a saúde dos vasos sanguíneos e aumentar o risco de disfunção erétil.

3. Pare de fumar

O tabagismo está associado à disfunção erétil porque pode prejudicar a função dos vasos sanguíneos e reduzir o fluxo de sangue necessário para a ereção.

Parar de fumar contribui para a saúde cardiovascular e pode favorecer a função erétil. Os benefícios dependem, entre outros fatores, do tempo e da intensidade do tabagismo e da presença de doenças cardiovasculares.

4. Modere o consumo de álcool

O consumo excessivo de álcool pode prejudicar a função sexual e a saúde cardiovascular. O uso prolongado e em grandes quantidades também está associado a alterações neurológicas, hormonais e metabólicas que podem contribuir para a disfunção erétil.

Reduzir o consumo de álcool pode beneficiar a saúde geral e sexual, especialmente quando o consumo é elevado.

5. Tenha uma alimentação equilibrada

Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde cardiovascular e metabólica, importantes para a função erétil.

Priorize frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas, castanhas e peixes e reduza o consumo excessivo de açúcar, sal, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados.

Esse padrão alimentar também pode ajudar no controle do peso, da pressão arterial, do colesterol e da glicemia.

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6. Durma bem 

Dormir pouco ou ter um sono inadequado pode contribuir para cansaço, alterações de humor e redução do desejo sexual.

Manter horários regulares para dormir e acordar e buscar uma rotina de sono adequada pode favorecer a saúde e o desempenho sexual.

7. Controle o estresse

O estresse pode interferir no desejo sexual e na resposta erétil, especialmente quando é intenso ou persistente.

Práticas como técnicas de relaxamento, organização da rotina e acompanhamento psicológico, quando necessário, podem ajudar no controle do estresse.

A EAU reconhece intervenções psicossociais, incluindo a terapia cognitivo-comportamental, como parte da abordagem da disfunção erétil quando indicadas.

Infográfico explicando o ciclo da ansiedade de desempenho.

8. Cuide das doenças crônicas

Diabetes, hipertensão, colesterol elevado e doenças cardiovasculares podem aumentar o risco de disfunção erétil.

Manter essas condições controladas, seguir o tratamento prescrito e realizar acompanhamento médico regular ajuda a reduzir complicações que podem afetar a circulação e a função sexual.

9. Revise medicamentos com o médico

Alguns medicamentos podem afetar a libido ou a função erétil, incluindo determinados antidepressivos e medicamentos utilizados no tratamento de doenças cardiovasculares.

Se a dificuldade de ereção surgir após o início de um medicamento, converse com o médico responsável. Não interrompa nem altere o tratamento por conta própria.

Procure avaliação quando o problema persiste

Mudanças no estilo de vida podem contribuir para melhorar a ereção, mas não substituem a avaliação médica quando a dificuldade é frequente ou persistente.

A disfunção erétil pode estar relacionada a alterações vasculares, hormonais, neurológicas, psicológicas ou ao uso de determinados medicamentos. Identificar a causa é importante para definir a abordagem mais adequada.

Exercícios podem melhorar a ereção?

A prática regular de actividade física pode contribuir para a saúde cardiovascular, a circulação sanguínea e o condicionamento físico, factores relacionados com a função eréctil. Os efeitos variam conforme a condição de saúde e os factores de risco de cada pessoa.

Qual exercício é melhor para a ereção?

Não existe um exercício específico que, isoladamente, melhore a ereção. Os benefícios estão mais relacionados à regularidade da atividade física e à combinação de exercícios aeróbicos e de força. 

  • Atividade aeróbica: caminhada, corrida, ciclismo e natação favorecem o condicionamento cardiovascular e a circulação sanguínea, fatores importantes para a função erétil.
  • Musculação: o treino de força contribui para o ganho e a manutenção de massa muscular, além de ajudar no controle do peso e da composição corporal. Esses fatores estão relacionados à saúde metabólica e hormonal.
  • Regularidade: manter uma rotina de exercícios, associada a uma alimentação equilibrada, sono adequado e controle dos fatores de risco cardiovascular, contribui para a saúde sexual.

Exercícios para o assoalho pélvico ajudam?

Sim. Os exercícios para o assoalho pélvico, como os exercícios de Kegel, podem contribuir para fortalecer os músculos envolvidos no controle da ereção e da função sexual.

Mas eles não devem ser considerados uma solução isolada para problemas de ereção. A prática adequada, especialmente quando há dificuldade persistente, pode ser orientada por um profissional de saúde e associada a outros hábitos saudáveis.

Como saber se estou com disfunção erétil?

Uma dificuldade ocasional para obter ou manter a ereção não significa necessariamente que exista disfunção erétil. Cansaço, estresse, ansiedade e consumo excessivo de álcool, por exemplo, podem interferir temporariamente na resposta sexual.

A EAU define a disfunção erétil como a incapacidade persistente de obter e manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória.

Quando a dificuldade se torna frequente, ocorre em diferentes situações ou causa sofrimento emocional, é importante procurar avaliação médica para investigar as possíveis causas.

Dificuldade ocasional x possível disfunção erétil?

Situação O que pode significar
Acontece raramente Pode estar relacionada a cansaço, estresse, ansiedade ou álcool
Acontece frequentemente Merece investigação médica, principalmente quando se torna recorrente
Ocorre em diferentes situações Pode indicar uma dificuldade persistente que precisa ser avaliada
Há baixa libido ou outros sintomas Pode ser necessário investigar causas hormonais, psicológicas ou outras condições associadas
Existem doenças como diabetes ou hipertensão É importante avaliar a função erétil, pois essas condições podem afetar a saúde vascular

Remédios podem melhorar a ereção?

Sim. Existem medicamentos específicos que podem melhorar a capacidade de obter e manter uma ereção. A escolha depende das características clínicas, do estado de saúde e dos medicamentos utilizados pelo paciente. 

Como funcionam os medicamentos para disfunção erétil?

A EAU considera os inibidores da PDE5 uma opção de primeira linha para o tratamento da disfunção erétil. Esses medicamentos favorecem o aumento do fluxo sanguíneo para o pénis durante a estimulação sexual.

Sildenafil, tadalafil, vardenafil e avanafil são exemplos de inibidores da PDE5 utilizados no tratamento da disfunção erétil.

Esses medicamentos não provocam uma ereção automaticamente. É necessário haver estímulo sexual para que atuem nos mecanismos envolvidos na ereção.

Todo homem pode tomar remédio para ereção?

Não. O médico deve avaliar as condições de saúde, os medicamentos em uso e as possíveis contraindicações. Uma das principais preocupações é o uso de nitratos, medicamentos utilizados no tratamento de algumas doenças cardíacas. A combinação com inibidores da PDE5 pode provocar uma queda acentuada da pressão arterial.

Também é importante evitar medicamentos de procedência desconhecida ou adquiridos em fontes não confiáveis, pois produtos falsificados podem conter substâncias diferentes das informadas na embalagem e representar riscos à saúde.

E quando os medicamentos não funcionam?

Quando os medicamentos orais não apresentam o resultado esperado, o urologista deve avaliar fatores como diagnóstico, uso correto, resposta ao tratamento e possíveis causas associadas.

Dependendo do caso, podem ser consideradas outras opções, como injeções intracavernosas, dispositivos de ereção a vácuo e acompanhamento psicológico.

A prótese peniana pode ser considerada em casos selecionados de disfunção erétil quando outras opções de tratamento não apresentam resultados satisfatórios.

Além disso, a EAU recomenda mudanças no estilo de vida e a modificação dos fatores de risco antes ou em paralelo ao tratamento específico da disfunção erétil.

Quando procurar um urologista para melhorar a ereção?

Quando a dificuldade de ereção for recorrente, a rigidez não for suficiente para a atividade sexual, houver alterações na libido ou quando o problema estiver afetando a autoestima e o relacionamento.

A avaliação também é importante para homens com fatores de risco ou doenças associadas, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Se a dificuldade de ereção é frequente ou está interferindo na sua vida sexual, uma avaliação urológica pode ajudar a identificar a causa e definir a abordagem mais adequada.

Agende sua consulta de avaliação com o Dr. Paulo Egydio.

 

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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