HPV tem cura? Descubra causas, tratamentos e maneiras de prevenir

quatro cogumelos agrupados, três são avermelhados e têm pontinhos brancos, representando se HPV tem cura.

HPV tem cura? Descubra causas, tratamentos e maneiras de prevenir

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Estudos dizem que o HPV tem cura na maioria dos casos, com aproximadamente 90% das pessoas eliminando o vírus de forma natural em até 2 anos, especialmente quando possuem um sistema imunológico saudável. Em muitos casos, a infecção pode ocorrer sem apresentar sinais ou sintomas. Entenda.

A cura do HPV ocorre quando o vírus é eliminado naturalmente pelo organismo, processo que depende do sistema imunológico da pessoa. Embora não exista um tratamento específico para erradicar o vírus, o corpo pode, com o tempo, combater e eliminar o HPV de forma espontânea. Continue lendo para entender mais sobre como isso acontece!

O que é o HPV e como ele se manifesta?

É uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Papilomavírus humano. A transmissão do HPV é pelo sexo oral, vaginal e anal sem preservativo com pessoa infectada.

São mais de 200 tipos de HPV e os tipos 6, 11, 16 e 18 têm potencial de causar câncer em homens e mulheres. Os sintomas do HPV são verrugas parecidas com couve-flor nos genitais, ânus, garganta e boca, porém, eles não aparecem na fase inicial da infecção.

Afinal, o HPV tem cura?

A maioria das pessoas afetadas, especialmente as mais jovens, consegue se recuperar, pois o sistema imunológico elimina o vírus após um período, geralmente em até dois anos.

No entanto, em alguns casos, a infecção persiste, causando danos que, se não tratados, podem levar ao desenvolvimento de câncer.

Principais sintomas do HPV nos homens e nas mulheres

Os sintomas do HPV em homens e mulheres são iguais, verrugas nos genitais, ânus, boca e garganta com aparência de couve-flor e coceira no local da verruga.

O que diferencia os sintomas é a localização das lesões. Nos homens, elas atingem a glande, o corpo do pênis ou bolsa escrotal. Nas mulheres as verrugas afetam a vulva, pequenos e grandes lábios ou o colo uterino.

Como é feito o diagnóstico do HPV?

O diagnóstico de HPV é feito pelo urologista no caso dos homens e pelo ginecologista no caso das mulheres.

Os exames realizados são a análise física no consultório e a peniscospia, exame feito pelo urologista no próprio consultório e não causa dor. O médico aplica o ácido acético para conseguir visualizar lesões pequenas ou microscópicas.

Nas mulheres, o diagnóstico é pelo exame ginecológico e com o papanicolau, procedimento que visa coletar células do colo do útero para análise. Se houver alterações no colo, o especialista solicita a colonoscopia para confirmar ou descartar a presença do HPV.

Se a pessoa tiver verrugas no ânus, ela deve procurar o proctologista.

Quais são os tratamentos disponíveis para o HPV?

O tratamento para HPV visa controlar as lesões causadas pelo vírus, reduzindo seu impacto e possíveis complicações. O urologista e ginecologista prescrevem:

  • Pomadas, como a imiquimode ou podofilotoxina;
  • Ácido tricloroacético ou ácido dicloroacético cuja aplicação é feita pelo médico;
  • Injeção de interferon, uma proteína sintética que ajuda o organismo contra infecções;
  • Crioterapia, tratamento que consiste na aplicação de nitrogênio líquido nas verrugas;
  • Cauterização, queimar a área da lesão para novas células surjam.

HPV pode desaparecer sozinho?

De acordo com este artigo, o HPV desaparece sozinho em pessoas saudáveis no prazo de 1 a 2 anos.

O HPV aumenta o risco de câncer?

Paciente conversando com médico, representando se HPV tem cura.

Sim. Quando o vírus não desaparece sozinho, o vírus da infecção causa alterações celulares que podem evoluir para câncer de pênis ou câncer de colo de útero, dois exemplos de doenças causadas pelo HPV.

Para se ter uma ideia, esta pesquisa afirma que aproximadamente 84% dos diagnósticos de câncer de colo de útero estão relacionados ao HPV.

Em relação ao câncer de pênis, este artigo explica que o HPV no homem é fator de risco e traz análises de outros estudos que apontaram a presença da IST em 20% dos casos de homens com tumor maligno no pênis.

Vacina contra HPV: quem deve tomar e por quê?

Uma das formas de prevenção do HPV é com a vacina. Ela é disponibilizada pelo SUS para os seguintes grupos:

  • Meninas de 9 a 14 anos;
  • Meninos de 11 aos 14 anos;
  • Homens e mulheres imunossuprimidos ou com câncer até 45 anos.

Segundo este tira dúvidas do Instituto Butantan, as meninas dos 9 aos 14 devem tomar o imunizante porque a resposta imunológica é mais eficaz nessa faixa etária. O instituto explica também que a vacina contra HPV ajuda a proteger crianças e adolescentes antes de iniciarem a vida sexual.

O Instituto Butantan explica ainda que vacinar meninos e homens é importante porque eles correm mais risco de ter uma reinfecção pelo HPV em relação às mulheres.

Como prevenir o HPV e evitar a transmissão?

As formas de prevenção do HPV são:

  • Usar preservativo;
  • Fazer a higiene íntima diariamente e também após todas as relações sexuais;
  • Não compartilhar roupas íntimas e toalhas;
  • Consultas regulares com o urologista ou ginecologista.

Quando procurar um urologista para uma avaliação?

É preciso consultar o urologista nas seguintes situações:

  • Alterações como verrugas e feridas;
  • Coceira e irritação no pênis;
  • Parceira (o) com diagnóstico de HPV.

Conhecer a forma de transmissão, tratamentos e prevenção é chave para evitar o HPV e outras ISTs. Se você está com alterações no pênis como verrugas e feridas, faça uma pré-análise com o Dr. Paulo Egydio e receba orientações em até 24 horas.

O tratamento e a evolução do HPV variam de acordo com cada paciente. É fundamental buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e um plano terapêutico adequado.

Médico urologista Dr. Paulo Egydio

PhD especializado pela USP, CRM 67482-SP, RQE 19514, Autor dos Princípios Geométricos (conhecido como “Técnica de Egydio”), além de outros artigos e livros científicos na área. Professor convidado para ministrar aulas e cirurgias ao vivo, em congressos no Brasil e Exterior.

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