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Descubra para que serve a colchicina e quais indicações de uso

POR DR. PAULO EGYDIO · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

A colchicina permite tratar de maneira eficaz crises como gota, mas também a Doença de Peyronie. Entenda melhor sua serventia.

A cirurgia para Doença de Peyronie é um tratamento seguro e eficaz para a enfermidade, mas não é o único. Quando o homem busca ajuda ao menor sinal de problema e a doença é diagnosticada cedo, ela pode ser tratada com alguns anti-inflamatórios como Colchicina e Vitamina E.

 

Existem algumas fases da Doença de Peyronie. Durante a fase inflamatória (fase inicial ou aguda), é possível se beneficiar de um tratamento menos invasivo, feito com medicamentos.

O empecilho para este tipo de tratamento é que o paciente demora para ir ao urologista. Geralmente, quando ele chega ao consultório, a condição já evoluiu e estabilizou (fase fibrótica, de estabilização ou crônica), e os medicamentos orais tendem a não apresentar bons resultados. 

Por isso, vale reforçar: se notar mudanças na anatomia do seu pênis ou se tiver dor durante a ereção ou relação sexual, procure um médico. Não deixe para depois, pois o problema pode se agravar. 

Colchicina: para que serve?

A colchicina é um anti-inflamatório de origem natural, extraído principalmente da planta Colchicum autumnale. Sua principal função é reduzir a inflamação, sendo amplamente indicada para:

  • Tratamento e prevenção de crises de gota: ajuda a aliviar a dor e o inchaço causados pela deposição de cristais de ácido úrico nas articulações.
  • Febre Familiar Mediterrânea (FFM): uma condição genética que causa episódios recorrentes de inflamação, febre e dor abdominal.
  • Outras condições inflamatórias: em alguns casos, a colchicina é utilizada no tratamento de doenças como pericardite (inflamação do pericárdio) e pseudogota.

Quais são as indicações de uso do colchicina?

A colchicina é indicada principalmente para:

1.Gota:

  • Crises agudas: para aliviar os sintomas de dor e inchaço.
  • Prevenção: em doses menores, pode prevenir novas crises em pacientes com hiperuricemia crônica.

 

2. Febre Familiar Mediterrânea (FFM)

  • Reduz a frequência e gravidade dos episódios inflamatórios.

 

3. Doenças inflamatórias específicas

  • Casos selecionados de pericardite, vasculites e dermatomiosite, sempre sob orientação médica.

Quais são as contraindicações do colchinina?

Apesar de seus benefícios, a colchicina possui algumas restrições importantes. Seu uso é contraindicado nos seguintes casos:

  • Insuficiência renal ou hepática grave
    Pacientes com problemas renais ou hepáticos severos não devem usar colchicina devido ao risco de toxicidade.
  • Hipersensibilidade à colchicina
    Pessoas alérgicas ao medicamento não devem utilizá-lo.
  • Gravidez e amamentação
    A colchicina pode atravessar a placenta e ser excretada no leite materno, apresentando risco para o bebê.
  • Uso concomitante com certos medicamentos
    Alguns medicamentos, como antibióticos macrolídeos (ex.: claritromicina), podem aumentar os níveis de colchicina no organismo, resultando em toxicidade.

Atenção: O uso deve sempre ser feito com orientação médica para evitar efeitos adversos graves, como problemas gastrointestinais, fraqueza muscular ou até intoxicação.

Como usar o colchinina?

O uso da colchicina deve ser prescrito por um médico, com doses ajustadas conforme a condição a ser tratada. Geralmente:

  • Para crises de gota:
    A dose inicial é de 1 a 1,2 mg, seguida de doses menores (0,5 a 0,6 mg) a cada 1 ou 2 horas, até alívio dos sintomas ou surgimento de efeitos adversos.
  • Para prevenção de crises de gota ou febre familiar mediterrânea:
    A dose é geralmente menor, entre 0,5 e 1,5 mg ao dia, dividida em uma ou duas administrações.
  • Cuidados importantes:
    – Não exceda a dose prescrita, pois a colchicina tem uma janela terapêutica estreita (limite entre dose eficaz e tóxica).
    – Informe o médico sobre todos os medicamentos que você está usando.

Como cuidar da Doença de Peyronie?

A cirurgia para Doença de Peyronie é um tratamento seguro e eficaz para a enfermidade, mas não é o único. Quando o homem busca ajuda ao menor sinal de problema e a doença é diagnosticada cedo, ela pode ser tratada com alguns anti-inflamatórios como Colchicina e Vitamina E.

Existem algumas fases da Doença de Peyronie. Durante a fase inflamatória (fase inicial ou aguda), é possível se beneficiar de um tratamento menos invasivo, feito com medicamentos.

O empecilho para este tipo de tratamento é que o paciente demora para ir ao urologista. Geralmente, quando ele chega ao consultório, a condição já evoluiu e estabilizou (fase fibrótica, de estabilização ou crônica), e os medicamentos orais tendem a não apresentar bons resultados. 

Por isso, vale reforçar: se notar mudanças na anatomia do seu pênis ou se tiver dor durante a ereção ou relação sexual, procure um médico. Não deixe para depois, pois o problema pode se agravar. 

Entre as linhas de tratamentos clínicos para o Peyronie, os métodos mais recomendados pelos especialistas hoje em dia são:

  • Medicamentos (orais e pomadas)
  • Injeções intracavernosas
  • Mecânicos

Os tratamentos orais e tópicos para a doença não são consensos na comunidade médica. Temos estudos favoráveis e outros nem tanto em relação a sua eficácia. Só um urologista poderá indicar ou não determinado medicamento para o seu caso e avaliar o resultado.

Já as injeções intracavernosas, como o Verapamil e o Xiaflex (que não está disponível no Brasil), também podem ser usadas, embora sejam tratamentos de alto custo e que, conforme os estudos, resultam apenas em uma ligeira melhoria na curvatura. 

O Peyronie também pode ser tratado de outras maneiras não-cirúrgicas, com opções mecânicas, como aparelhos de tração, ondas de choque e fisioterapia. São tratamentos que carecem de estudos, mas, ao mesmo tempo, bem aceitos entre a comunidade científica como tratamento complementar para a fase inicial da doença. 

É preciso, ainda, cuidar das condições associadas. É o caso da disfunção erétil, alterações hormonais, como a queda de testosterona, diabetes descontrolada, entre outras, que também podem ser tratadas com medicamentos.

Colchicina para Doença de Peyronie funciona?

Quando falamos em medicamentos orais para o Peyronie, estamos nos referindo ao uso da colchicina que pode ser combinada à vitamina E. 

O que determinados estudos têm mostrado é que, quando usados juntos, o remédio para Doença de Peyronie colchicina e a vitamina E, em alguns casos, são capazes de desacelerar a formação de fibroses. 

Já o uso isolado dos medicamentos não tem trazido diferenças quanto à curvatura peniana ou ao tamanho da placa.

Este tratamento medicamentoso pode trazer benefícios para alguns pacientes, mas, para isso, o Peyronie deve estar em sua fase aguda. Logo, corra para o consultório do seu urologista se notar que o seu pênis está diferente. 

Antes de receitar o tratamento, o profissional vai avaliar as suas condições gerais de saúde para conferir se você está apto a tomar o medicamento. Se estiver tudo em ordem, ele também vai passar as orientações para a ingestão dos comprimidos e informar sobre possíveis efeitos adversos.

Quanto tempo dura o tratamento de Peyronie?

Se você tiver indicação para o tratamento que alia a colchicina à vitamina E, é o seu médico que vai estabelecer a duração ideal do tratamento do seu caso, acompanhar os resultados e fazer eventuais ajustes.

O que você precisa saber é que, mesmo com o avanço desse tratamento, ao longo da vida do homem, outra placa de fibrose pode surgir. Ou seja, o Peyronie pode voltar – e nem sempre responderá favoravelmente ao mesmo tipo de tratamento. 

Já tive  pacientes que tiveram um intervalo de 15 anos entre o surgimento de fibroses. Nesse meio tempo, eles conviveram com um pênis ligeiramente curvado, mas sem perda funcional (ou seja, que apresentava uma boa resistência vertical). Depois, foi necessário realizar a reconstrução peniana, juntamente com o implante peniano, para tratar a doença. 

O tratamento para a Doença de Peyronie deve ser individualizado. Se for possível começar a tratar clinicamente o paciente, melhor ainda, pois dessa forma evita-se uma cirurgia. 

Quando isso não é possível, a cirurgia é recomendada para devolver ao homem a funcionalidade do membro. O objetivo do tratamento cirúrgico é devolver a rigidez necessária para realizar a penetração e para o pênis não escapar durante o sexo. 

Quer saber mais sobre a Colchicina e a Vitamina E? Basta assistir ao vídeo a seguir no meu canal do YouTube. Restou alguma dúvida sobre o tratamento com a colchicina? Se você clicar no botão abaixo, minha equipe vai poder te ajudar, e, se você quiser, é possível fazer um agendamento e vir ao consultório com todo o conforto e discrição que o momento exige.

Escrito por

Dr. Paulo Egydio

Médico urologista · CRM-SP 67.482 · RQE 19514

Aviso: este artigo tem caráter educativo e não substitui a consulta médica. Para avaliar o seu caso, procure um especialista.

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    Dr. Paulo Egydio

    Diretor Técnico e Médico Urologista do Egydio Medical Center. CRM-SP 67.482 · RQE 19514. Autor da Técnica de Egydio, descrita nas principais diretrizes urológicas internacionais.

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